Banner Earth 2 19

Pois então, sem enquetes e com pouco sobre o que escrever, clica aê e confira os principais momentos da Terra 2 na Resenha Exuta: Earth 2 #19 & Earth 2 Annual #2….

Salve, salve caros Enxutos! Diante da ‘injusticialização’ da Terra 2 e a ‘violentzia’ decorrente, ficamos com a curiosidade em saber quem é o novo Batman, dado que o Bruce Wayne daquela realidade morreu logo na primeira edição. E, apesar de meio mundo saber que é o Thomas Wayne, algumas perguntas sobre como se tornara este Batman são respondidas na edição Earth 2 Annual #2.

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Sem mais delongas, aos spoilers. A edição #19 nos brinda com mais novidades importantes para o desenvolver da história. Em linha gerais, Superman ‘marvadão’ decide fazer uma declaração ao distinto público e, de forma a mostrar como o simbolismo é importante para os norte-americanos, destrói a Casa Branca utilizando o Monumento ao Washington para isso. Desta feita, anuncia ao mundo sobre uma nova ordem a ser estabelecida, onde somente os mais fortes irão sobreviver. Alega que os restantes irão desfrutar e gostar desta nova realidade, pois Apokolopis está ‘morrendo’ e esta Terra será a sua substituta (ainda mais por já possuir os benditos ‘fire pits’ iguais ao planeta de Darkseid). E há um detalhe mais: um dos asseclas do Superman, Bedlam, revela que usarão as habilidades de Terry Sloan e Mister Terrific para transportar a Terra para as proximidades de Apokolopis. Para isso, Bedlam inicia um processo para corromper a mente de Sloan…

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Recomendação do Sorg

Enquanto a invasão recomeça, Batman, Hawkgirl, Lois Lane e sua trupe descobrem por intermédio do Jimmy Olsen que há um outro alguém em um andar ainda mais abaixo dos subterrâneos do Exército Mundial. Tão secreto que nem mesmo a Capitã ali presente sabia de sua existência. Enfim, o fato é que, após ‘Aquawoman’ abrir caminho, descobrimos que o tal ser mantido em sigilo é um kriptoniano negro, chamado Val (descobrimos, claro, porque o Bátemã usa um colar com kriptonita). Sem maiores explicações do porque estar preso (por sinal Val alega que Terry Sloan dissera que poderia sair quando quisesse, mas ali estaria ‘protegido’), os heróis são resgatados pela Hawgirl em meio a uma batalha entre as forças de Apokolips e o restante do Exército Mundial. Esta hq termina mostrando que a notícia sobre a morte do Lanterna Verde foram um tanto exageradas…

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Finalmente a edição Annual. A história começa em 1979, com a cena clássica dos pais de Bruce sendo assassinados por Joe Chill. Logo estamos em 1994, quando Bruce/Batman investiga a morte de Joe Chill e mais três capangas da família Francavilla, os quatro com as mesmas características do assassinato: uma concussão na cabeça. Em conversas com Alfred, Batman expõe sua teoria onde Chill fora um bandido comum contratado justamente por isso, dada a intenção de encobrir o verdadeiro motivo que seria assassinar Thomas e Marta Wayne a olhos vistos, mas sem levantar suspeitas. Assim, Bruce invade a mansão dos Francavilla para interrogar o atual patriarca sobre as possíveis conexões entre as mortes. Usando um soro da verdade e pegando o bendito mafioso dormindo, Batman faz o seu interrogatório e descobre que Frankie Francavilla está com receio de ser o próximo a morrer. Quando pergunta a possível conexão entre Chill e os demais, Francavilla vai ao ponto e confirma a única relação possível: o traidor Thomas Wayne. E assim conta a história…

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Em 1971, Frankie fora alvejado na rua por algum grupo rival e acaba sendo salvo por um ainda estudante de medicina chamado Thomas Wayne. No hospital em recuperação, Frankie afirma que precisa recompensar Wayne, mesmo com este mencionando não haver necessidade. Francavilla conhece a família Wayne e não oferece dinheiro, mas sim uma festa em homenagem ao seu ‘herói’. Dias depois, mesmo a contragosto de seu mordomo Jarvis Pennyworth, Thomas vai a festa e lá é apresentado a Martha por Frankie. A partir daí, a relação entre eles descamba para o lado ‘obscuro da força’. No entanto, em 1973, com o nascimento de Bruce, Thomas é forçado por Martha a sair do grupo mafioso. Frankie não aceita assim facilmente, ameaçando arruinar a vida do amigo, caso realmente deixe o grupo. Wayne tem muitas informações e retruca afirmando que pode divulgar tudo sobre as contravenções de ambos. Assim, Frankie decide que é necessário calar Thomas. Primeiro, tenta diretamente, mas Jarvis (um faz tudo, inclusive ser um guarda-costas) sempre estava por perto e conseguia evitar o pior. Daí veio o plano de usar Joe Chill…

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Neste momento, ouve-se um barulho de tiros. O bendito assassino chegara e Batman vai enfrenta-lo para evitar mais mortes. O confronto é inevitável e Batman chega a dizer que sabe quem é o bandido mascarado, mas acaba sendo derrubado quando diz que seria necessário passar por ele para matar Francavilla. O bandido foge. Em rápida conversa com Alfred, pede a localização do rastreador que conseguira deixar no ombro do mascarado. Ainda no papo, quando está a caminho da Crime Valley (lugar onde se encontra o vilão), Batman sugere que este seria Jarvis Pennyworth, pai de Alfred. No entanto, quando chega ao lugar, o bandido está injetando algo nas veias e é surpreendido por um tiro no peito. Quando está prestes a matar Batman, Bruce reconhece o atirador… é o seu pai, Thomas.

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Fechando a resenha. Thomas revela que, após ter sido ferido gravamente, seria melhor permanecer ‘morto’ para salvar Bruce de quaisquer retaliações. Com auxílio de amigos no hospital, conseguiu forjar a sua morte. Durante anos, ficou nas sombras sempre acompanhando seu filho, mas jamais podendo se relacionar com ele. Assim, vira o nascimento da Helena Wayne, filha de Bruce, e seu crescimento. Bruce nunca o perdoou por isso, culpando-o por tudo o que acontecera desde então, até mesmo o fato de ter se tornado Batman. A partir dali, a relação entre os dois se encerrou, sendo que Bruce nunca revelara a ninguém sobre o pai não estar morto.

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Quando Batman morrera na tentativa de evitar a invasão de Darkside, Thomas decidiu que seria necessário honrar o nome do filho, além de ser uma oportunidade para se redimir de seus erros. Assim tomou o capuz do Batman para si e se manteve tomando a droga que aumenta a força, sendo esta a única maneira pela qual um homem de 65 anos de idade fazer o que faz. ‘Agora’ em 2014, em conversa com Lois e Hawkgirl, atesta que a droga pode mata-lo, mas não existe mais ninguém para se importar. Todos morreram.

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Um longo post, por isso, uma análise mais Enxuta que o habitual. O lápis ficou a cargo de Nicola Scott (edição 19) e Robson Rocha (19 e Annual). Deixarei um pouco de lado Nicola Scott por ser fã do seu trabalho e ter conseguido manter o padrão nesta edição. Vou destacar o brazuca Robson com um traço bacana, principalmente em algumas expressões faciais e nos detalhes de cena. Carregando na sombras quando necessário, o artista fez um trabalho muito bom, ainda mais com a comparação ao alto nível que a Earth 2 tem em seus rabiscos. Realmente foi uma grata surpresa… Para mais trabalho do brazuca, veja aqui.

Quanto ao enredo de Tom Taylor, fica ainda mais evidente a mudança de rumos em relação ao desenvolvimento anterior. Em matéria de ritmo, o australiano parece ter se encontrado, dado que a primeira edição foi quase no ritmo de Injustice. Agora, mais a vontade, ainda que com bastante informação, a história fluiu melhor, considerando a necessidade de reposicionar toda a história para esta nova realidade.

A boa notícia é a suposta volta do Lanterna Verde, um típico herói clássico. Sinceramente não sei como Taylor irá desenvolvê-lo neste novo cenário mais ‘dárqui’ e violento, mas já é um alento. Em relação ao Thomas Wayne, há a dúvida sobre como o bendito sabe tanto sobre todos e suas habilidades. Estaria o Alfred ajudando-o? Perguntas que devem ser respondidas ao longo da série, assim espero. A história em si, diante da imposição editorial para um ‘Batman’ na revista, foi ok. Nada espetacular ou péssimo, apenas correto. Só não sei se a reação do Bruce seria esta de ignorá-lo ou como ficaria sua motivação para se tornar um herói, diante de que tudo o que soubera ser uma farsa. Mas é só um mimimi pessoal e intransferível deste vosso escriba.

Enfim, não é o mesmo de antes, no entanto está alinhado ao massaveísmo dárqui atualmente vigente. Há um sopro de esperança verde. Vejamos o que Taylor apronta daqui por diante.

Nota 7,0

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