A culpa de tudo isso é dele, para variar…

Após a excelente resenha do Gruut sobre o DC Universe Rebirth, eis que este vosso escriba ficou com a missão de analisar os impactos de Wally West na vida do Barry Allen. Confesso que após a saída da dupla Buccellato e Manapul, acabei parando de ler as histórias do maior velocista da DC, mas é o que temos para o momento…

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Como habitual, aos spoilers. Tudo começa em Central City (OHHHH, não diga!), onde um crime com características similares a outro acontecido há alguns anos chama a atenção de Barry Allen: mulher morta, com diversos ferimentos, supostamente por seu marido. Allen afirma que esta é uma conclusão precipitada para seus companheiros, mas os demais o ignoram. Logo é abordado pelo Diretor Singh, colega o qual puxa uma conversa com o um tanto pesaroso Barry. Então, não mais do que de repente, ‘o’ The Flash passa a ter visões, ora com o Kid Flash, ora com o Zoom…

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Ao notar que aquilo não é a realidade, Flash desconversa e sai de fininho das proximidades do seu colega de trabalho, deixando o gancho para ‘recontar novamente de novo mais uma vez again’ sobre sua origem e como fizera para derrotar Zoom e limpar o seu bom nome.

A ansiedade continua, apesar de ter usado todos os recursos para investigar o caso da mulher assassinada. Por fim, decide conversar com seu papis, onde acaba sendo defrontado com a realidade. Zoom continua preso e este caso só o está perturbando pela similaridade com a morte de sua própria mãe.

Vida que segue e Allen usa seus poderes para ajudar as pessoas como sempre, mas ainda sim algo o incomoda. E aí rola aquele encontro com o Wally West visto na DC Universe Rebirth 1, só que agora com muitos mais detalhes. Além de mostrar que Wally poderia ter morrido caso Barry não o tivesse ‘puxado de volta’, Barry relembra que West sobrinho de Iris, mas não se recorda que fora casado com ela, fato este evidenciado quando tenta contatar Iris, sendo impedido por Wally. Kid explica o que acontecera, Flashpoint e tudo, no entanto compreende que há alguém por trás de tudo. E este alguém os estaria observando, sendo necessário ao ‘The’ Flash procurar o Bátemã (sempre… porquê?), pois Bruce teria como ajuda-los a descobrir o que acontecera.

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Em um flash, Flash vai a Gotham e encontra a Morcega que de fato já trabalhava na questão, incluindo aí a carta de Thomas e o ‘smiley’ que surgira na Batcaverna após o aparecimento do Kid Flash. Trocam figurinhas e chegam a um acordo: nada de envolver o restante da Liga. Por enquanto, os dois devem investigar, mas seria arriscado envolver os demais.

Como epílogo, voltamos a Central City e a cena do crime. Enquanto os puliça afirmam que o marido confessara o crime e que mesmo Allen comete erros, uma ‘sombra dourada’ aparece, deixando os comos e porquês para a Flash #1.

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As análises, a la Jack. O lápis ficou por conta de Carmine di Giandomenico e cores por Ivan Plascencia. Carmine tem um traço característico e é um pouco do ame-o ou odeie-o. Em linhas gerais, é um bom trabalho do artista, ainda mais comparando com alguns anteriores. Usa de forma satisfatória as sombras, especialmente para destacar mais os personagens do cenário de fundo. As cores são mais neutras e acinzentadas, mas usam tons mais vibrantes seja no Flash ou no Kid, reforçando sua aparição em cena. Confesso que fico sempre comparando ao excelente trabalho da dupla Manapul & Buccellato que ficou marcada em minha memória e aí realmente fica difícil para Carmine…. mas está valendo.

O enredo de Joshua Williamson é um mais do mesmo visto nestas Rebirths isoladas. Um ponto de entrada, uma passagem para a história maior. Claro que alguns conseguiram ser mais competentes que outros, no entanto o ‘filho do William’ entrega uma história mais ‘lenta’, sem ação evidente. Literalmente, preparando o terreno para as demais. Isso é bom ou ruim? Depende do seu ponto de vista e expectativa. Para quem está cansado de reboots e retcons, realmente é dose rever tudo de novo, mesmo que ‘de relance’ e no contexto da história.

Enfim, busca trazer os fãs antigos de volta e joga mais uma vez um velocista amarelo no contexto. Eu sei que o Flash sem realidade alternativas e fazendo besteira com a cronologia é o mesmo que os X-Men sem viagens no tempo, no entanto…. tragam a dupla Manapul e Buccellato de volta.

Nota 6,0

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