Tudo é tão bom e azul E calmo como sempre…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes que leem este bendito blog e possuem cabelos brancos (ou até mesmo não os tem mais). Eis que a DC agora possui os direitos para publicar em hqs histórias acerca das animações clássicas da Hanna Barbera. E fui eu lá conferir o samba do afrodescendente sem suas faculdades mentais em perfeitas condições que é o ajuntamento de Johnny Quest, Herculoides, Space Ghost, Hooooomem Páááássaro e que tais…

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Simbora aos spoilers, como habitual. Tudo começa em um passado não determinado, em mundo distante. A Força Espacial se defronta com um poderoso inimigo, sendo esta o que parece sua derradeira luta. O general da Space Force é ferido mortalmente e deixa seu bracelete de força para seu capitão. Resoluto e sabendo de suas obrigações, o bendito capitão parte para outra parte do planeta, onde o restante da Força se defronta com o inimigo. Em um último esforço, a tropa detona a criatura, mas a explosão resultante mata todos os integrantes… salvo o Capitão que fora ajudado por uma de suas companheiras de Tropa que acionou um escudo de força do bracelete no último momento possível.

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Nos dias atuais, Johnny e Hadji estão voando nos pântanos da Flórida em busca de luzes misteriosas que seu pai, Dr. Quest, está pesquisando. As tais luzes anteriormente mostraram-se na verdade algum tipo de vortex que trouxeram algumas criaturas de outras realidades/tempos para a nossa Terra.

Recomendação do Sorg

Ao mesmo tempo, Ray Randall e Deva Sumadi vão ao encontro do Dr. Quest, questionando-se (ahn? Ahn?) o porquê daquele excêntrico cientista pedir ajuda para eles. Após uma rápida retrospectiva sobre quem é Quest, o papo se desenrola e se apresentam os motivos. Quest está preocupado não só com os vortex, mas sim com Dr.Zin que anda vasculhando e capturando objetos saídos destas aberturas do espaço-tempo. Ainda sem saber o propósito, mas tendo noção do perigo, Quest solicita o apoio da Falcon 7 por temer que a organização F.E.A.R. esteja tramando alguma.

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De volta aos moleques. Quando Dr. Quest detecta um grande vortex na região, envia Race Banner e os garotos para investigar. No entanto, uma grande aeronave do Dr. Zin surge e ataca a trupe, derrubando o helicóptero de Banner e destruindo a mochila a jato de Hadji, obrigando Johnny a salva-lo.

Do chão, os moleques notam que os ‘vortexezes’ estão grandes como nunca e mostram imagens de diversas realidades, muito familiares aos fãs dos antigos desenhos da Hanna Barbera.

De fato, quando Banner faz contato com a base e apresenta a situação, eis que Ray Randall revela sua verdadeira identidade e sai na frente de Quest e Deva para ajudar o trio em perigo.

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Entrementes, é mostrado o Dr. Zin que revela seus planos para uma assistente gostosa. O careca china revela que alguma criatura poderosa está forçando passagem para esta dimensão, mas que, por ser grande demais, dividiu-se em partes menores com pouca consciência. Pelo relato, a tal criatura se ‘juntaria’ novamente na Terra. Entretanto, Zin pretende capturar as partes antes disso, usando seu poder em proveito próprio.

Encerrando. Johnny e Hadji escapam de uma das aranhas-robôs de Zin e acabam esbarrando em Tundro, aparentemente morto. O Herculoide é recolhido pelos robôs de Zin, enquanto a dupla é salva por um moleque habituée dos pântanos em seu navio típico daquelas redondezas. A hq termina quando o trio passa por sobre um vortex que abriu na água, deparando-se com este cidadão….

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Como habitual, a la Jack, por partes. E literalmente a hq foi dividida em partes por dois artistas do lápis: Evan Shaner (p.1-19 & 28-30) e Steve Rude (p.20-27), com cores de Jordie Bellaire. Em linhas gerais, guardadas as devidas proporções e mídias, os artistas buscaram emular de alguma forma o desenho original, tanto é verdade que há muita similaridade nas duas ‘fases’ da revista. Com detalhes mais evidentes que a animação original, o traço satisfaz os mais velhacos, em especial a escolha de cores puxando um pouco mais para o pastel, deixando certa impressão de ‘envelhecido’. Não é um espetáculo, mas cumpre com louvor o papel a ele destinado na narrativa.

O enredo de Jeff Parker não consegue fugir do clichê evidente que uma história desta precisa passar, ou seja, arrumar algum jeito de juntar diversas realidades e tempos em um mesmo ‘momento’ e lugar. Uma crise qualquer faz com que barreiras do tempo e espaço, onde um vilão irá se aproveitar da ameaça para destruir/conquistar o mundo. Mudando os personagens, provavelmente você já pode ter lido algo deste tipo em quase todas as editores conhecidas.

Apesar disso, Jeffinho tenta honrar as bases destes personagens, mantendo-os fiéis ao espírito original e, ao mesmo tempo, trazendo algo novo a sua histografia. Diante da quantidade de personagens, há de se destacar o esforço para dar (ui) ‘tempo de tela’ para cada um, mostrando o papel que desempenham no contexto da história.

Enfim, no final das contas, vale pelo ‘revival’ e por ter uma história clichê, mas bem contida em aspectos históricos afetivos. Preferiria histórias isoladas dentro do próprio mundo ao ver todos juntos e misturados de algum jeito. Ainda sim, aos velhos e rancorosos, dê uma folheada para relembrar os bons tempos…

Nota 7,0 de 10

E a enquete da semana, non se esqueçam!

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