O Hawkeye Verde…

Salve, salve caros Enxutos e Enxutetes! Mais uma Rebirth e desta vez com o Arqueiro Verde, personagem que nas telinhas hoje é um Batman Genérico Verde, mas que vinha tendo um bom desempenho com a mensal de Jeff Lemire ainda nos N52. E agora, como ficará o Robin Hood da DC? Só lendo aí para descobrir…

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Como habitual, aos spoilers. Narrado em primeira pessoa, descobrimos Oliver Queen em um restaurante de luxo, levando um fora de uma filha de um senador republicano e sendo acusado de ser liberal. Ao sair do lugar, pedintes na rua são atendidos pelo Rainha que dá uma grana para um moleque. O guri vacila e deixa a nota escapar por conta de uma rajada de vento. Quando sua mãe (a do moleque, não a sua) se aproxima do bueiro onde a nota caiu, acaba sendo capturada por algum tipo de criatura…

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Corta a cena e estamos na noite de Seattle. Queen ainda em narração vem com aquele papo de preferir a noite e sua vida dupla, quando atira uma flecha em direção a alguém que aparentemente leva a força o menino anteriormente citado. O pau come solto e Rainha é surpreendido com a capacidade de luta do oponente que logo se revela: é a Canário Negro.

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Papo vai, papo vem, descobrimos que Dinah procura a mãe do menino e o Verdinho decide leva-los para seu AP, onde o moleque, sujo e machucado, poderia se lavar e ter cuidados médicos. Já no local, abre-se espaço para um debate entre Dinah e Oliver sobre as características de cada um, sendo que ela desconfia das intenções do ‘hipócrita’ Queen, um cara milionário que diz lutar contra o sistema, mas fazendo parte dele. Rola, claro, aquela rápida explicação da origem do Rainha como herói e isso quebra um pouco os argumentos da Lance.

Vida que segue e a dupla leva o garoto para uma ‘comunidade’ chamada ‘selva’ nos arredores da cidade, onde poderiam encontrar ao menos seu pai (o dele, não o seu, leitor). Logo após chegar e encontrarem o dito cujo, eis que as mesmas criaturas que pegaram a mãe aparecem para capturar mais e mais dos sem-teto. Rainha e Dinah, obviamente, agem e conseguem evitar o pior. E mais: com um jeito ‘carinhoso’, Queen consegue descobrir para onde as criaturas estavam levando estas pessoas.

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Chegando ao esconderijo nas galerias subterrâneas da antiga Seattle (a nova foi construída em cima), descobrimos que as criaturas faziam uma espécie de leilão de indigentes para o mais variado tipo de vilões e para quaisquer fins. Os heróis chegam e acabam com a festa, deixando claro que não irão parar enquanto acabar com a pataquada toda.

A hq termina com finalmente Canário dizendo seu nome SSiviU e aparentemente rolando um clima entre os dois.

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Como habitual, a la Jack, iniciemos pelos rabiscos de Otto Schmidt. O Caveira Vermelha possui um traço diferente do mais do mesmo que permeiam as mainstream atuais. Puxando um pouco pelo cartunesco em alguns momentos, com um traço um pouco mais sujo e usando bem as sombras e contrastes de cores, gostei do resultado final. Talvez por sair mais do mesmo…

O enredo de Benjamin Percy buscou um tom mais soturno, imaginando o sequestro de pessoas por criaturas como mote para o encontro do outrora casal Dinah e Oliver. Os personagens estão bem, com destaque para a personalidade do Rainha, salvo que eu o prefira um pouco mais piadista. Fora isso, novamente o protagonista tem aquela ‘sensação’ de que há algo de errado com o passado, em especial o ‘conhecimento’ que tem de sua ‘amiga’ Canário. Assim como as demais Rebirth, é um caminho para a história principal, um novo ponto de entrada para os leitores, buscando agradar Gregos (novos leitores) e Troianos (os velhacos ranzinzas).

Enfim, não é das piores. Resta saber se ao fim deste conflito pré-52 e Novos 52 o que definitivamente sairá desta salada que se chama DC…

Nota 6,0 de 10

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