Há mais Lanternas entre o céu e a Terra do que julgam a nossa vã filosofia…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes. Confesso: gosto das histórias ambientadas no universo do Lanterna Verde. E também abro meu coração: para mim, a história teve um ‘final’ com o encerramento do arco escrito pelo Geoff Johns em sua última passagem na hq do Raul Jordão. E aí, após este período afastado, eis que o Renascimento promete retomar o que foi o passado… sendo que para o Lanterna praticamente não houve reboot Novos 52. Como ficam os Lanternas? Esta é a pergunta que me motivou a folhear novamente uma hq espacial da DC…

gls_rb_cv1

Vamos aos spoilers? Então, tudo começa com uma narração em off falando sobre os Lanternas Terrestres e explicando sobre um Guardião ‘esquecido’ que projetara algo novo. Proibido. Algumas criaturas o perseguem enquanto tenta chegar a Terra. Entretanto, o tal Guardião acaba cercado e não tem escolha : liberta o tal poder ‘proibido’.

Na Terra acompanhamos duas histórias. A primeira de Simon Baz, o Lanterna Muçulmano, lidando com o preconceito nos USA. Sua irmã acabara de perder o emprego por sua causa e ainda tem que lidar com paredes pichadas com a palavra ‘terrorista’. Por fim, um oficial que fizera um acordo com Baz (na época quando ganhou o anel, o jovem roubara um carro e talz) para limpar sua ficha mediante informações sobre os Corps aparece e se mostra agora mais amigável. Quando o papo se desenrola, o Anel alerta para uma nave não identificada e Baz vai verificar o que está rolando.

Recomendação do Sorg

A segunda história é de Jessica Cruz, outrora Power Ring. (Não sei o porquê) A agora Lanterna Verde se mostra em dúvida sobre o Anel a ter escolhido. Após muito tempo reclusa, decide sair de casa para contar a irmã sobre sua situação como Lanterna. Da mesma forma que Simon, o Anel a alerta sobre uma invasão e a jovem sai para investigar o caso.

10

Obviamente, ambos chegam ao local onde há uma nave caída. Rola um estresse, pois Simon não a conhece e assume que ele seria o Lanterna mais antigo, portanto sabe mais do que a novata. Por fim, a nave se mostra na verdade ser de um Manhunter. O pau come solto e a dupla ‘de dois’ acaba levando a pior. Ao fim e ao cabo, a verdade aparece: tudo isso não passa de um treinamento, uma simulação de Raul Jordão para testar a ‘dupla de dois’.

Com seu fracasso retumbante, Jordão explica que precisará deixar a Terra e que, por algum motivo desconhecido, os Anéis os haviam escolhido, talvez não só por conseguirem resistir a um grande medo, mas por algum mal grandioso estar ameaçando o planeta. Então, para obrigar os dois a trabalharem juntos, Jordan funde as duas Lanternas em um só. E esta somente funciona com os dois juntos.

Por fim, Jordan diz que eles podem contar com a Liga e deixa o planeta. Voltamos a voz misteriosa em off que se apresenta: é o Atrocitus.

22

Como habitual, as análises começando pelos rabiscos de Ethan Van Sciver e Ed Benes. Por uma questão mesmo de gosto, prefiro Ethan ao Benes e este é quem mais ilustra a hq. Sem entrar nos meandros de cada um, é uma história bem rabiscada, com detalhes interessantes e fluidez. A única sensação ‘estranha’ é que hoje em dia parece um padrão, tanto nas cores, como nos traços. Obviamente, há os caras bons, os médios e os ruins, mas em linhas gerais, salvo os extremos, estamos todos em uma grande vala comum. O que não é bom, nem tão pouco ruim. Apenas uma constatação.

Sobre o enredo de Johns e Sam Humphries, assim como a do Superman Rebirth, é um ponto de entrada, uma passagem. No entanto, mais aqui do que acolá, a história traz alguns elementos importantes que darão algum contexto para o arco principal que se inicia na vindoura Green Lanterns #1. Faz o papel de tentar intrigar, deixar algumas pontas soltas e traz o tradicional ‘dupla forçada a trabalhar junto apesar das diferenças’. É possível que role um clima entre os dois? Diria que é mais do que provável, apesar de não ter sido deixado nada em vista. No entanto, é forte o poder do clichê neste padawan.

E aí? Intrigou mais pela curiosidade em saber o porquê de tantos Lanternas da Terra do que por outra coisa. Termos Lanternas cotas (muçulmano e mulher latina) passa ao largo da questão e é tangenciado no preconceito religioso, mostrando que , a princípio, não será explorado isso no contexto da história. O que é uma pena, pois só mostra que estão ali por estar, cumprindo com seu politicamente correto, sem aprofundar o que poderia ser um tema mais interessante…

Nota 6,0 de 10

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1