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E vamos ao final da saga do ano da Marvel. Quem more, quem sobrevive? Perguntas e poucas respostas terá ao clicar aê e conferir a Resenha Enxuta: Infinity #6 & New Avengers #12… capa 1

Salve, salve caros Enxutos! Após seis edições e nove tie-ins que valem (em Avengers e New Avengers), a saga cósmica do ano da Casa das Ideias descabidas chega ao seu clímax. Resumão: Uma treta espacial, onde uma raça chamada ‘Construtores’ ameaça a destruir o Universo conhecido, culminando com a destruição da Terra, faz os Vingadores deixarem o planeta e partir para o confronto. Na Terra, os Illuminatti permanecem e continuam a tentar evitar uma colisão entre realidades, centrada em nosso planeta, destrua também todas as realidades. Aproveitando-se da ausência da equipe principal, Thanos invade a Terra (sempre ela!) na tentativa de matar seu filho (Thane) com uma Inumana. No processo, Raio Negro acaba destruindo a cidade de Attilan, explodindo uma bomba de Terrigen, dissipando a névoa e fazendo com que pululem Inumanos em todos os lados. Nas últimas edições, Capitão e Thor viram a luta praticamente perdida contra os construtores e retomam o caminho para a Terra. Entretanto, precisam enfrentar a Peak, um satélite da SWORD projetado para conter ameaças alienígenas, agora sob o poder das forças de Thanos. (relembre aqui as edições anteriores)

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Chega de churumelas, e vamos aos spoilers. O início recapitula a edição anterior, mostrando a novidade de que Starlord e o Guaxinim de Trabuco finalmente conseguiram baixar as defesas da Peak, permitindo que a nave com os Vingadores passe e chegue na Terra. Como esperado, a nave não passa incólume pela batalha espacial e cai, mesmo com os esforços da Capitã Marvel em impedir isso. Recobrados da queda e um pouco longe do ponto de contato com o inimigo, Capitão arma o plano: pede para Hulk ir na frente, amaciar Thanos e os demais irão a seguir, em uma segunda onda.

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Em Wakanda, os Iluminatti derrotam as forças de Thanos e chegam ao lugar onde estão as bombas anti-matéria. Entretanto, no lugar encontram a Gigante (uma das generais do Titã louco) controlando mentalmente o Raio Negro. Claro que o pau come solto…

Recomendação do Sorg

Segue o Baile e a cena seguinte mostra Thanos pedindo aos seus generais Corvus e Midnight que libertem seu filho, pois é chegada a hora de mata-lo. No entanto, justo no momento da ordem, Hulk surge, pretendendo acertar as fuças do vilão mor da saga. Mas o Titã é mais rápido, atingindo com violência o Golias Esmeralda. Mal se recobra do catiripapo, Midnight e Corvus atacam com tudo, especialmente a mulher com uma espada forjada com poderes de estrelas. A coisa fica feia para o verdão… Entretanto, a cavalaria chega e, momentaneamente, livra a cara do Hulk.

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Em Necropolis, a despeito dos esforços do Dr. Estranho, Raio Negro tem um poder forte demais. O fato é que o distrai o suficiente para o Reed conseguir literalmente enrolar a Gigante e Raio, permitindo que o Pantera detone uma espécie de bomba que deixa todos atordoados. Não surte efeito, pois a Gigante foi a única a ficar de pé. De fronte a bendita bomba, quando Pantera apela dizendo que ela também morrerá no processo, a ‘mulher’ conta a primeira vez que encontrar Thanos em um orfanato. Logo após o Titã matar um de seus filhos, a alienígena implorou pela honra de um destino semelhante. A aquiescência do Titã veio com a contra-partida de que ela o ajudasse encontrar seu outro filho. E ela aceitou e agora é o momento…

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De volta a Cidade Inumana, Ebony Maw (o general de Thanos que influencia/controla suas vítimas) narra a situação para Thane. Enquanto o pau come solto, diz que suas esperanças estão nas mãos dos humanos e a derrota é certa, pois a única certeza é que tudo deve morrer. Todas as esperanças de Thane se esvaem frente ao poderio de Thanos. Os heróis levam a pior, inclusive a Midnight consegue fazer com que o Hulk volte a ser o Banner, justo com o poder da bendita espada.

De volta a Necropolis, “Mad” Max aparece no momento em que a bomba está plenamente carregada e com o bendito detonador. Afirma que existe um plano em curso, onde possui interesses. Assim, com a ajuda de Dentinho, transporta a Gigante e a bomba para outro planeta, detonando-a.

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No espaço, Peak é retomada, enquanto Starbrand faz a limpa contra as naves alienígenas. A vitória está garantida. Natasha contacta Tony Cachaça e dá as boas novas, afinal agora já podem reforçar a equipe em Terra. Os Iluminatti deixam o local em direção a cidade Inumana onde os demais Vingadores se encontram em dificuldades contra Thanos.

A luta agora se restringe entre os Vingadorese os dois generais de Thanos, Corvus e Midnight. Hyperion é ferido com alguma gravidade pela lança de Corvus. Entretanto, este acaba atingido por um disparo de Midnight, refletido propositalmente pelo escudo do Capitão América. Aproveitando o momento, Hyperion finalmente mostra ser útil para alguma coisa e transforma Corvus em pó…

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E chegamos ao clímax. Enquanto Ebony vai aos poucos ‘adoçando’ os ouvidos de Thane, Thor vai para um mano a mano com o Titã. Primeiro, manda um trovão direto no vilão. Este apenas manda ele fazer de novo. Outro, mais poderoso, o atinge novamente. Thanos apenas pergunta se só é isso ou tem mais alguma coisa. E aí, Thor une Mjolnir ao poder de um trovão e atinge as fuças de Thanos…

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… sem sucesso. Quando vai desferir uma segunda martelada, Thanos retem o golpe com a mão, conseguindo desferir um poderoso soco no Thor. Os heróis estão claramente perdendo e o Titã parece invencível. Entretanto, enquanto o pau come solto, Ebony Maw liberta Thane de sua redoma. Ao pé do ouvido, continua ‘azeitando’ sua mente. Dizendo que Thanos não pode ser derrotado por mortais ou imortais, esta é a chance para que Thane faça uma ação boa para todos. Ergue a sua mão direita no momento que o vilão parte para mais um ataque contra os Vingadores. Se faz um clarão e silêncio. Quando as imagens voltam, Ebony afirma que Thane descobrira algo pior que a morte. As palavras de Ebony ressoa sobre como Thane será maior que o pai em todos os aspectos. Maior que o mundo onde se encontram. Afinal, o que é um mundo para alguém que pode ter tantos?

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A cena a seguir mostra a chegada do Tony Pinga, acordando Capitão Evans. Este, desorientado, questiona se ganharam ou se o mundo permanece livre. Tony responde que sim, mas o vitorioso fora o filho do Titã. Explica que o ‘menino’ tem poderes extremos. Com a mão esquerda, dizimou uma cidade Inumana. Com a direita, bem, nas palavras de Stark, liberou algo um pouco mais sombrio…

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O epílogo da edição mostra que o Raio Negro admite em ‘conversa’ com seu irmão de que detonaria a bomba de Terrigen de qualquer forma, apenas aproveitando o momento. Ambos deixam o códex nos Himalaias, antiga localização de Attilan, justamente para quem assumir o trono no lugar do Raio possa achá-lo. A princípio, os dois permanecerão incógnitos, pois ‘morreram’ na explosão de Attilan.

O mundo é mostrado sendo reconstruído com a ajuda dos Vingadores e uma breve passagem com o destino de cada raça do Conselho, alegando que as tensões voltarão a acontecer em algum momento em breve. Os Skrulls voltam a ter um império e Anihillus ganha um mundo que passa a ser chamado “Annihilation World”, assim como os Ex Nihili. Os Shiar querem aproveitar o momento para expandir o império, enquanto a Inteligência Suprema aceita de volta Ronan e seus asseclas. Ebony Maw passa a ser um tutor de Thane, potencialmente um perigo maior do que Thanos. A hq termina com os Iluminatti de fronte ao Thanos, conversando sobre a necessidade de estarem preparados para tudo.

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New Avengers #12, esta uma espécie de epílogo estendido. Tentando não me alongar mais do que o necessário, a hq começa em Wakanda, especificamente em Necropolis. A Rainha aparece alegando que existem muitos mortos, empilhados pelas forças de Thanos para ridicularizar os defensores da cidade. Shuri pergunta onde Pantera se encontrava e o porque de não aparecer para ajuda-los. O herói retruca dizendo que as forças de Thanos também estiveram ali e foi necessária sua permanência. Um dos guardas ‘brancos’ da rainha se engraça, dizendo que T’Chala perdera a coragem quando perdera o trono, desafiando-o. Bom aí, tomou um catiripapo só para ficar esperto.

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A rainha a tudo observa. Rola um silêncio. Finalmente pergunta o que T’Challa fizera ali de tão importante, mas o afronegão apenas diz que Necropolis não interessa ao reino. Uma voz diz que tudo não passa de mentiras, o que deixa o Pantera mais fulo. A cena a seguir apresenta algumas guardas, quebrando suas lanças em frente ao ex-rei de Wakanda, em sinal de desaprovação e renúncia de sua fidelidade. Revelam para a Rainha que, mesmo durante a guerra com os atlantes, Namor era frequentador assíduo de Necropolis. A Rainha então torna T’Chala persona non grata em Wakanda…

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… logo após deixar o lugar, ouve-se aplausos. Namor. Ao contrário do que sugere o gesto, o Atlante menciona que está aplaudindo a bravura do Pantera que, mesmo sob esta pressão, não abriu mão de suas convicções. Namor admite que T’Challa poderia ter-lhe entregue, mas ambos sabem a situação onde se encontram e o valor pequeno que a vida tem diante da possiblidade do fim da existência. Termina a passagem, dizendo que estão no lugar perfeito para Reis sem Reino….

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… e a imagem corta para o Raio Negro e seu irmão. Após alguns testes, Maximus diz que uma das consequências do arco foi que, além de perder o reino, Raio Negro também teve seus poderes afetados pela bomba terrígena. Praticamente, segundo ‘Mad’ Max é metade do que antes, ou menos. Ainda brinca que, se Raio não falar nada, dificilmente alguém iria perceber isso.

Em sua Mansão, Dr. Estranho pede para Wong trancá-lo no quarto e, mesmo que Estranho implore, não abra mais a porta. Se em três dias não sair, pede para Wong chamar Reed e enviar a mansão para outro plano. Afetado por ter sido controlado facilmente por Ebony Maw, Estranho decide usar todos os poderes que tem a disposição e lerá a bendita Bíblia de Sangue…

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Fechando o longo texto. Voltamos a ‘sede’ dos Iluminatti onde Fera, Reed e Tony libertam Black Swam pedindo seu auxílio contra uma nova incursão que acontece antes do previsto. A conversa gira em torno dos New Avengers afirmarem sempre haver um solução para os problemas, coisa que a branquinha nção concorda. Quando Fera menciona os ‘Construtores’, Swamm apenas ri…

A mulher explica que, apesar do poder destrutivo que possuem, os Construtores não são a verdadeira ameaça. Argumenta que, se são tão poderosos, porque somente conseguem viajar entre planos por intermédio do ‘superfluxo’. A jovem explica que existem outros nos quais devem se preocupar. Menciona uns tais de ‘mapmakers’ (algo do tipo os ‘carinha’ que fizeram os mapas), verdadeiramente quem tem o poder, Black Priests, os verdadeiros mestres.

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A hq termina com a jovem apontando para Thanos e dizendo que tudo não passa de brincadeira de criança perante o que está por vir. Isto foi apenas o começo, afinal tudo morre.

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Análise rápida e rasteira, para não demorar mais do que já está demorando. Rabiscos de Jim Cheung e Dustin Weaver na Inifnity e Mike Deodato na New Avengers. Em linha gerais, um bom trabalho, principalmente nas cenas abertas espaciais da dupla do arco principal. O restante foi ok, sem grandes problemas, ajudando o enredo nos momentos certos. Dos três, sem patriotada, sou mais o brazuca.

Escreverei em linhas gerais sobre o enredo de Hickman, não especificamente as edições finais. A grandiosidade inicial acabou desbalanceando um pouco a história, dado que o início foi deveras expandido em um grau de poder praticamente imensurável dos tais ‘Construtores’. Ok, houve uma estratégia inteligente do Capitão para derrota-los, mas ficou uma sensação de decepção por sua passagem ter sido apenas uma ‘distração’ para o arco principal de verdade.

Este arco, por sinal, foi razoável. Padeceu do mesmo problema com os 5 generais de Thanos, na minha opinião, em relação ao poderio dos Construtores. No entanto, é de se louvar como o escritor conseguiu fechar as pontas no decorrer da história, culminando com um final/gancho para um novo arco com os Illuminatti. Por sinal, estes levaram a saga nas costas, principalmente pelo embate entre Pantera e Namor. De longe o ponto alto da história. A sacada com o Raio Negro ter planejado a detonação também foi boa, mas não gostei da solução ‘ciclopediana’ de alterar/enfraquecer seus poderes.

Enfim, realmente conseguiu mudar o status quo, permitindo a chegada dos Inumanos em um escala ainda não vista, isso sem ofender muito a inteligência alheia. Desnecessário ter um novo vilão para o lugar do Thane, mas achei uma proposta interessante do Ebony Maw influenciá-lo para seguir o lado negro da força (Theoden e Língua de Cobra?).

No frigir dos ovos, uma saga legível. Teve seus bons momentos e poucos de vergonha alheia. Cumpriu seus objetivos de forma honesta e eficiente. Não é um clássico, mas pode ler que é indolor. Melhor do que AvX ou Batalha do Átomo. Valeu a leitura.

Nota 7,0

E a enquete, como habitual:


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