banne year 2

Uma das melhores novidades de 2013 está de volta com força total. Confira na Resenha Enxuta – Injustice: Gods Among Us Year Two #2….


Salve, salve, caros Enxutos! Ano novo, mas uma prática já ‘tradicional’ no Baile, pois voltaremos a acompanhar semanalmente a hq digital Injustice: Gods Among Us Year Two. Para quem não sabe, ou não se importa, o primeiro ano foi um sucesso inesperado para a DC. Inicialmente pensado para edições de tiro curto, como um prequel para o game homonimo, Injustice caiu nas graças dos leitores ao mostrar uma versão alternativa do UDC, onde o Superman trilha o caminho para se tornar um tirano. Para mais detalhes, veja aqui a Annual lançada em dezembro/13 e a última edição

Injustice - Year Two (2014-) 002-000
Como habitual, vamos aos spoilers. A edição começa apresentando o Kyle Rayner em viagem de volta a Terra após um ano e meio afastado. Feliz, Kyle só quer voltar para casa e ligar para uma garota que havia conhecido pouco antes de sair em missão. Mal sabe ele que a Terra é bem diferente daquela que conhecera…

1
Segue o Baile e o famoso bat-sinal ilumina a noite em Gotham, fato este que surpreende o Comissário Gordon. Rapidamente descobrimos que fora o Superman quem o acionara com o intuito de poder conversar com o policial. Logicamente o assunto é o paradeiro do Batman. Apesar de um tom desafiador, Gordon admite realmente não saber onde o Morcego está e provoca Kal-El, afirmando que Batman não é um fugitivo para a Justiça a qual representa e pede para que Super verifique com seus sentidos se realmente está falando a verdade. Superman atesta que sim e, de forma fria, pergunta se Gordon tem uma filha. Pensando ser uma ameaça, o policial reage rispidamente. No entanto, ainda secamente, Kal diz que há um tumor no pulmão de Gordon e que este procure tratamento o mais breve possível. Mas que, infelizmente, a doença já se alastrara bastante…

2
Corta a cena e estamos em lugar indeterminado, onde Bruce acorda sob os cuidados de Alfred. Logo atesta que não estão em algum dos esconderijos conhecidos, fato este que faz o mordomo avisá-lo que chamara um amigo. Na verdade, uma amiga, afinal Zatanna também está no lugar e faz uma saudação ao acamado Wayne. Explica que Ravena, a pedido do Superman, está vasculhando todas as realidades em sua busca, mas não conseguirá encontrá-lo naquele lugar fora do espaço tempo. O trio encontra-se na torre do Dr. Destino.

Recomendação do Sorg

3
Bruce se agita e tenta se levantar para voltar a ação. Isto faz com que Zatanna lance um feitiço para fazê-lo adormecer novamente.

Fechando a Resenha, voltamos ao Kyle. Distraído com os pensamentos na garota, o Lanterna mais bucha de todos é surpreendido por uma energia amarela e, a despeito de seus esforços, é capturado. Sim, é o Sinestro e sua Tropa de Lanternas Amarelos.

4
O papo desenrola sobre Sinestro saber o que está acontecendo na Terra, alegando o fato de que os heróis finalmente assumiram um ponto de vista similar ao seu. Kyle ainda dá uma zoada no visual engomadinho do Sinestro, mas o vilão faz pouco caso. Ainda afirmando que uma guerra está por vir, se aproxima do Rayner e envolve o anel verde com sua energia amarela. Pergunta se Kyle está com medo. Sem resposta e com a percepção que não, Sinestro faz isso:

5
E a hq termina com ele afirmando que finalmente sentira o medo de Rayner, nu, sem poderes e com frio no vácuo do espaço. A guerra se aproxima, mas o Lanterna não irá presenciá-la…

6
Comecemos a la Jack, por partes. Os rabiscos ficaram a cargo do português Bruno Redondo e, sem perder a piada, realmente ficaram ‘redondos’. Boas expressões faciais, cenários ok e fluidez nas cenas de ação. Como visto no ano anterior, os desenhos não são o forte desta digital, justo pelo tempo dado aos artistas para desenvolver seus trabalhos. Entretanto, parece que as coisas se ajustaram ao longo do tempo e torçamos para que este início promissor se mantenha nas próximas edições. Redondo foi um dos melhores nesta hq no ano passado e recomeça bem novamente.

E o australiano Tom Taylor? Como visto na resenha do Enxuto Lucas acerca da primeira edição, Taylor está em casa e muito bem ambientado com o enredo. Aparentemente com alguma liberdade criativa e sem as amarras editoriais dos demais títulos, o escritor mantem o ritmo ágil necessário para um hq desta natureza, sem perder a oportunidade de desenvolver os pontos inexplorados da história do jogo. A passagem com o Kyle, apesar de cruel, é um exemplo disto. Outro exemplo é o seu Superman, realmente um cara frio e detestável, desvirtuado pelo assassinato de sua família e cego por sua visão particular de justiça.

Enfim, continua valendo a pena a leitura, ainda mais se o leitor não tiver amarrado aos conceitos originais dos personagens. Prima pela simplicidade e objetividade, mostrando que as vezes menos é mais. Encarando com um grande ‘o que aconteceria se’, esta pode ser considerado uma linha ‘ultimate’ da DC, sem grandes problemas.

Nota 8,0 (considerando a proposta de ser apenas um hq digital prequel de um jogo)

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1