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Como está indo a mais nova saga da última semana do Invencível Homem de Ferro?

Olá enxutos! Como todo mundo sabe, depois da última mega saga/reboot/anual, a Marvel mudou a porra toda em seu universo, e no maior estilo “Crise nas Infinitas Terras” fez um reset “sem ser reset” em sua cronologia. E com tantas mudanças e esquecimentos acontecidos, agora temos um recomeço para Tony Stark, e seu alter ego, o Homem de Ferro.

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A nossa A.I. residente, King, já tinha resenhando a edição um (aqui), então eu me encarrego de lhes dar(uiii) um apanhado do que aconteceu nas últimas quatro edições de  Invincible Iron Man.

Recapitulando rapidamente a edição um: Tony refez sua armadura, utilizando uma tecnologia modular que a permite usar as tecnologias de todas as outras que existiram, fazendo da atual um verdadeiro all-in-one de suas criações. Agora ele tem uma nova AI chamada Friday, e está iniciando uma relação com uma geneticista chamada Amara Perera, que apesar do nome é do Sri Lanka, e não do Brasiuuu! Após ser alertado que a Madame Máscara fez alguma merda na Latvéria, ele vai até lá, e da de cara com um rebootado e todo feito no banho de loja e na cirurgia plástica Victor Von Doom.

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Na edição dois vemos Doom e Tony tendo uma conversa que começa tensa por conta da desconfiança de Stark, mas que toma rumos inusitados por conta da falta de agressividade de Doom. Basicamente nessa edição ele explica que não quer mais saber da Latvéria, que está sendo devastada por guerras internas para ocupar o vácuo de poder por ele deixado, e que que foi feito para “coisas maiores” que simplesmente governar um país. Ele entrega para Tony um item mágico que apenas o Dr. Estranho deveria possuir, alegando ser um dos donos das cinco versões existentes em outras realidades. Após muita desconfiança, Doom manda Tony “vazar” magicamente do seu castelo, e o ajuda a rastrear o artefato que a Madame Máscara roubou. E a edição termina com os dois se encontrando, e…

Edição três. Tony falha em deter a vilã, e cabisbaixo vai procurar a Dra. Amara para conversar. Ao confessar seus sentimentos e seu medo de não ser o herói que todo mundo pensa para ela, rola um clima. Depois desse momento S2, Tony parte para pedir ajudar ao seu “awesome facial hair bro” (cara, essa cena ficou hilária!), o Doutor Estranho, para entender como a Madame Máscara tem esses poderes e para falar sobre o que aconteceu com Doom. Após essa conversa, ele segue a trilha de energia, e encontra um prédio com uma fita cassete para ele ouvir. Lá Whitney explica que vai usar o poder dos artefatos para caçar todos aqueles que lhe fizeram mal no passado, e se Tony continuar atrás dela, ela vai mata-lo. E quando as coisas pareciam calmas, ele cai em uma armadilha com..ninjas…usando espadas laser. Típico.

Edição quatro. Após lutar contra os ninjas cibernéticos usando sua armadura modular para se tornar uma espécie de mecha samurai (Sério, essa armadura é um golpe de marketing fantástico! Vai vender bonecos para caralho!), Tony acaba tendo que ir em um hospital para encontrar crianças doentes e fazer caridade. Lá, ele dá de cara com Doom de novo, que é indetectável aos seus sistemas graças a sua magia. Doom explica que Tony vai ter que aprender a confiar nele, e que não é mais um inimigo. Ele o ajuda a rastrear Whitney (Madame Máscara) mais uma vez, e a encontram no clube noturno de uma pessoa bem familiar aos leitores: Mary Jane Watson!

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Edição cinco: A luta final entre Máscara-Doom-Tony. Ao que parece Whitney está possuída por um demônio, e Doom precisa da ajuda de Stark para expulsa-lo do corpo dela (Padre Doom??). A luta destrói todo o estabelecimento, e quando a Madame Máscara do Tinhoso parece quase pronta a matar o latinha, MJ intervem, mostrando assim o verdadeiro rosto da vilã! Tony usa sua armadura para prende-la e ajudar Doom no ritual de exorcismo, e no final ele dá certo!

Pulamos três dias, e MJ está desolada, pois seu clube foi destruído, e lamenta que mais uma vez um super herói entrou na sua vida e destrui tudo. Aí que o Tony aparece e lhe oferece um trabalho como sua RP, pois apesar de Friday gerir toda as suas invenções e ele lidar bem com o lado heroico, sua vida pessoal e empresarial está um lixo. MJ pergunta se ele não está contando ela, mas o latinha responde que não, pois já está em um relacionamento. E assim esse primeiro arco se encerra.

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Vamos as considerações. Bendis acertou, e muito como roteirista em Invincible Iron Man. A história é leve, como se fosse uma coleção dos melhores momentos do personagem nos filmes da Marvel. E é proposital, pois a estética e as características de Tony são praticamente uma versão em papel do Robert Downey Jr. Apesar de causar estranheza, gostei muito do que foi feito com Dr.Doom. Sem o Quarteto Fantástico de forma oficial na editora, era necessário que seus nêmesis principais mudasse para algo mais com a cara da Marvel, e não da Fox. Olhando o comportamento e aparência de Doom, da pra perceber que deram o tratamento “Loky” nele. E tem ótimas piadas e momentos engraçados, como a sacada dos “awesome facial hair bros”

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A revista é leve. Uma aventura tecnologica que mostra um herói que já fez muita merda e que precisa de um começo novo e mais dinâmico. Durante os últimos anos o Homem de Ferro tem sido o pivô de muitas crises no UM, especialmente depois de Guerra Civil. Tirar um pouco do personagem o ar de fdp é uma forma de deixa-lo mais acessível para um público mais novo, e que com certeza está mais antenado com a versão em carne e osso do mesmo.

Brian M. Bendis conseguiu renovar o Homem de Ferro. Quanto tempo vai durar não sei, mas seu roteiro é bem movimentado, os diálogos cheios de piadas e referências lembram os filmes do personagem, e a arte de David Marquez fazem dessa uma das melhores revistas do reboot que não foi reboot. E também gera curiosidade sobre o novo status quo de Mary Jane Watson longe da vida do Homem Aranha. Pode ser interessante. Pior que o pacto não tem como ficar!

A nota final é 8,5. E vou ali!

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