A morte de um Deus, BatDeus (!), Anti-Monitor e muito mais na Resenha Enxuta: Justice League #44…

Salve, salve, cambada de Enxutos, Enxutetes e Trutas fãs do Bátemã. Para quem não sabe, ou não se importa, desde a edição #41 está rolando na mensal Justice League a saga Darkside War. Não sabe do que se trata? Seu pObremas acabaram, vamonos ao resumo mais resumido da blogosfera nacional:

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Em linhas gerais, Darkseid continua com sanguenozóio por conta de sua derrota há alguns anos para a Liga da Justiça. Por conta disto, a Terra sempre é um ponto de atenção no seu plano geral, mas, apesar disso, o vilão ordena a seus capangas (Lashina e Kanto) para trazer a sua presença Myrina Black, supostamente na Terra. Deste gancho, a história se desenvolve e ao longo das edições, alguns fatos são revelados. Myrina Black, na verdade, é uma amazona que assume a missão de destruir Darkside, considerando-o o grande mal do universo, aquele Deus que iria tornar a todos escravos. Contemporânea de Hippolita e sua assassina, Black decide ter uma filha (!) com Darkside (!) para usá-la (!) contra o próprio pai (!). Grail é seu nome. Black, então, envia Grail para servir a única criatura capaz de matar Darkside. Sim, ela vira uma espécie de arauto do Anti-monitor.

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Recomendação do Sorg

E onde entra a Liga nesta bagunça? Oras, a tal Grail acaba trazendo o Anti-Monitor para a Terra (lembra que é ponto de atenção do Darkside?) e aqui pretende ter a batalha final entre os monstros. Neste interim, obviamente, a Liga da Justiça acaba se envolvendo e esta também faz parte do plano de Gail. Usando os poderes de Power Ring (longa história. Resumindo: mulher que usa o anel do Lanterna morto do Sindicato do Crime, mas é boazinha) é que Grail traz o bendito Anti-Monitor para ‘cá’.

E o Bátemã? Por que diachos virou um BatDeus? Simples… durante o confronto inicial entre Anti-monitor e a Liga, Metron surge do nada e leva os heróis para um lugar distante, evitando sua morte prematura. O discurso é que está ali para ajudar, mas que na verdade é para lhes dar uma chance de fugir e levar seus entes queridos para longe, visto que a Terra está condenada. Enfim, Metron é conhecido de Hal Jordan, mas ao fim e ao cabo, Diana usa seu laço da verdade e descobre que precisa tirar o Novo Deus da cadeira Mobius, fonte de toda a sua sabedoria. Neste instante, Bátemã aproveita a oportunidade e senta na bendita, ‘transformando-se’ em um Deus.

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Bom a parti daí, o povo se separa. Enquanto Hal e Bruce vão aos confins do universo descobrir a ‘verdade proibida’ sobre o Anti-Monitor, a única pergunta que a cadeira não consegue responder, a Liga volta para a Terra. Só um parêntese, em paralelo, Superman n52 e Luthor acabam sendo enviados para Apokolips (o careca foi traído pela irmã que trabalha para Darkside). Entre idas e vindas, Kent acaba arremessado dentro de um ‘fire pit’ de Apokolopis e recarrega suas ‘baterias’ de uma forma que o afeta, deixando mais poderoso e… malvadão.

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Onde o Judas perdeu as botas (conhecida como a Terra do Sindicato do Crime, destruída pelo Anti-Monitor), BátGod e Raul Jordão descobrem onde o Anti-Monitor surgiu. Em paralelo, Grail faz um ritual e traz Darkseid e sua trupe para a Terra. O pau come solto e Anti-Monitor e Darkside saem no braço, sendo que o segundo leva a pior em um primeiro momento. Logo, convoca Black Racer (Surfista Prateado du mau da DC) e este consegue ferir o Anti-Monitor. Este, simultaneamente a descoberta do BatGod, revela que a origem de seus poderes é a equação anti-vida que corre em suas veias. Usando seus poderes, Anti-Monitor transforma Barry Allen no seu arauto da morte e com um ataque seu, trespassa o Darkside, terminando assim edição termina…

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Comecemos as análise pelos rabiscos de Jason Fabok. Olha, o cidadão manda muito bem. Apoiado pelo colorista Brad Anderson, a arte é detalhista, mesmo considerando os trocentos personagens envolvidos. As cenas de ação são fluidas e os personagens têm boas proporções, com poucos erros. Por sinal, assim como o Ivan Reis, Fabok desenha o Superman mais próximo da versão pré-Novos 52, não no uniforme, mas na expressão facial. Isso conta muitos pontos para mim… Independente disso, vale folhear a revista para contemplar seu trabalho. Muito bom mesmo.

Quanto ao enredo de Geoff Johns, para variar, o escritor tem um bom ritmo e consegue criar o clima necessário, parecendo aqueles filmes de ação e aventura. Caso não seja velho ranzinza como eu e considere esta uma história isolada da cronologia da DC, como algo ‘novo’, não é de todo ruim. Tem a forçada de amizade com o lance da Myrina ter uma filha com Darkside e usá-la contra ele, no entanto, como são deuses e estes são esquisitos, é possível com boa vontade relegar. As tramas paralelas, iniciando com o Scott Free se unindo a Liga, além da caçada por Myrina, vão se fechando na trama principal de forma satisfatória. A alternância entre um arco e outro também está dosado de forma interessante, mantendo a atenção do leitor, considerando ainda o ritmo de ação já mencionado.

Outro ponto interessante é que Johns escreve suas histórias fechadas em si mesmas, sem considerar o que está rolando nas mensais. E isto, neste caso, não é ruim. Porque? Oras, pelo menos temos um Superman mais próximo do clássico em seu comportamento e, mesmo o Bátemã as vezes sendo zoado (coisa que ainda não aconteceu), o Morcego é relativamente bem representado.

Enfim, esta é uma daquelas histórias que depende do cliente final. Se for velho e ranzinza, nem adianta ler, porque vai ficar naquela de que no meu tempo era melhor e que o Bátemã já era seu deus antes, não precisava disso. Para a molecada, tudo é novidade e parece interessante. Para mim, como leitura descompromissada, apenas um passatempo na viagem casa-trabalho e como escapismo da realidade nua e crua, está valendo.

Nota 7,5

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