HQ tapa buraco à vista….

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes. Mais uma edição escolhida por sufrágio universal aqui no BdE, mostrando que realmente brasileiro não sabe votar. Ou não, afinal ao fazermos a resenha, os nobres leitores terão seu tempo poupado e esta foi uma atitude que eu mesmo teria… Vamos aos fatos?

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Simbora. Esta edição tem uma vantagem grande para quem não vinha acompanhando mais nada da Liga da Justiça (eu, por exemplo): como não faz menção a nada que doravante estava rolando nos arcos anteriores, é uma one shot simples e direta. Tudo começa com uma narração em off, onde alguém ‘nos’ apresenta a origem da Liga da Justiça dos N52. Aquela história do Darkside e por aí vai. De fato, a história se passa 6 meses após o primeiro encontro e, como visto no preview, o Robin é apresentado à Liga pelo Batman e rola aqueles comentários ‘piadísticos’ do Lanterna e do Flash sobre o jovem. Então é Cyborg informa sobre eventos estranhos acontecendo ao redor do planeta e a Liga vai investigar o ocorrido.

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No local, Robin vai se soltando aos poucos (se liberta Biba!) e ganhando a confiança dos demais membros da Liga. O papo esquenta quando descobrimos que outras criaturas aparecem oriundas de outras dimensões do espaço tempo: um fortão esquisito e um cara verde, mais tecnológico, sendo que este último acaba sendo descoberto pelo Robin. Por sinal, Dick aquele viadinho só descobriu o cara verde por ter sido deixado de lado, em virtude do ‘perigo’ ter aumentado de escala quando do aparecimento do fortão.

Recomendação do Sorg

Enfim, quebra-paus a doido, eis que Cyborg dá (ui) uns toques retais para o Menino Prodígio para não ligar, mimimi, idade, bobobó, faz o que tem que fazer, blablabla, ganhar o respeito por isso e por aí vai. Por fim, Robicha tem a sacada da edição: ora, pois, seguindo a lógica do que acontece em Gotham quando muitos vilões agem simultaneamente, todos estes eventos acontecendo ao mesmo tempo tem que possuir um significado. Através de sua sugestão, Lanterna e Victor se debruçam em informações técnicas, buscando rastrear fontes externas de energia que possam justificar tudo isso.

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Por fim, descobre-se tudo. Os eventos do confronto com Darkside fizeram um ‘rasgo’ na linha do espaço-tempo, permitindo que por estas fendas passassem as tais criaturas. O bendito cara verde ouve a conversa e, após justificar a dificuldade de falar a língua terráquea (imagine ele tentando traduzir o português ixpertu dos cariocas…), afirmar ser um cientista a estudar estes problemas na sua realidade. Reconhece Darkside como vilão e passa a ajudar a Liga para resolver o lance das fendas.

Após um conversa ‘técnica quadrinística’, Cyborg descobre uma forma de reverter a situação. Usando a energia disponibilizada por Hal Jordan para empoderar ainda mais seu lado robótico, Victor simula uma explosão de uma Caixa Materna, levando todos de volta aos seus devidos lugares. Encerrando, os membros da Liga agradecem ao Robicha por sua atuação, encerrando a edição com uma conversa edificante do Bátemã com seu pupilo. Ao perguntar para o seu macho chefe se um dia se tornaria membro da Liga, Robin recebe a resposta que na verdade Batman o está treinando para ser o líder da Liga da Justiça. E em off, a criatura afirma que só há um jeito de tomar a Liga, diante do seu status de fraqueza: é atacar logicamente o seu elo mais fraco, deixando o gancho para a vindoura Titans: Rebirth #1…

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Comecemos as análises pelo rabisco de Paul Pelletier, com cores de Adriano Lucas e tintas por Sandra Hope. Eu gosto do estilo do Paul e olha que ele teve a responsa de substituir o Ivan Reis na mensal do Aquaman que bombava na época. O cidadão tem um estilo mais limpo, com bons detalhes e proporções, casando de forma interessante com esta história mais ‘leve’ da Liga da Justiça. Façamos justiça (ahn, ahn?) também ao Adriano pela escolha da paleta de cores, contribuindo bastante para o trabalho final. É o ponto alto desta hq.

O enredo de Dan Abnett, como bem escreveu o Super no post do preview, é um tapa buraco. Ao tentar retomar uma cronologia antiga, mexer nos N52 no meio deste processo é igual, desculpem a comparação esdruxula, a mexer em bosta seca. Ao cutucar, sai a bendita camada superior e volta a feder como antes. Nitidamente, busca dar uma relevância ao Robin que nunca possuiu nos N52. Além de expor, claro, o ridículo que é a ideia do Batman em ter um parceiro mirim, por mais que se force a vontade para lhe dar algum destaque no contexto da Liga da Justiça. As próprias piadas dos personagens dizem isso, apesar do final ‘redentor’.

Além do mais, fazendo de minhas as palavras do Robin Hood (um dos leitores do BdE… sim isso existe!), se acontecesse algo com o menino Moe, no mínimo todos os membros da Liga precisariam responder a processos por aliciamento de menores.

Mesmo deixando opiniões pessoais de lado e tendo uma boa suspensão da realidade (afinal são quadrinhos), é uma história descartável que pouco acrescenta. Vale mesmo apenas pelos desenhos. O resto, bom, aqui você já soube o que mais importava.

Nota 5,0 de 10

E votem!!!!

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