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Apesar de não ter sido eleita e ser uma edição ‘velha’, vamos conferir a Resenha Enxuta: Justice League of America #7.4 para explicar como o bendito Adão Negro voltou da terra dos pés juntos…
Pois então, caros Enxutos, muitos estranharam a participação do Adão Negro na Justice League #24, pois o mesmo havia batido as botas na edição #22 (OBRIGADO UOL por ter apagado nosso histórico). Então, segue o relato de como foi que isto aconteceu, dirimindo de uma vez as dúvidas e esclarecendo de uma vez: não é o Capitão Marvel/Shazzam corrompido pela Caixa de Pandora…
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Sem mais delongas, aos spoilers. A história começa com uma narração em off relatando fatos de 4000 anos atrás em Kahndaq quando Ibac, ‘o Primeito’, líder de uma tribo bárbara dominou com brutalidade aquele reino. A voz afirma que Ibac parecia ‘imparável’, mas isto foi até o campeão de Kahndaq aparecer.
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O quebra-pau nem chega a ter graça, como esperado, afinal há uma diferença brutal de nível entre os oponentes. Ao cabo da luta, Adão Negro usa sua magia e transforma todos os inimigos em estátuas de pedra. E são estas estátuas que fazem a ponte com os dias atuais, onde descobrimos que o narrador é um revolucionário que conseguira um pergaminho antigo e está contatando um tradutor. Segundo o cidadão. Ele faz parte de um grupo chamado Filhos de Adão e lutam para restituir a liberdade , pois um dos descendentes de Ibac assumira o poder. A ideia é usar as habilidades do tradutor para usar o pergaminho e trazer o Adão Negro de volta, após ter virado pó ao enfrentar o Shazzam.
O tradutor, chamado Amon, decide ajudar e vai para casa buscar alguns pertences. Lá descobrimos que possui uma irmã, também contra as forças de Ibac, mas uma revolucionária pacifista, que usa os meios de comunicação (internet e afins) para divulgar as atrocidades do regime para o mundo. Há um divergência entre os irmãos, pois Amon acredita que somente via força bruta as coisas se resolverão.

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Segue o Baile e Adrianna (a irmã) está filmando uma manifestação pacifista que parece surtir efeito, pois é a primeira vez que não há uma repressão violenta contra eles. Entretanto, a aparente paz é cortada quando um homem se aproxima de Adrianna e afirma que as forças de Ibac irão dizimar os Filhos de Adão. A mulher entra em desespero e, sem poder se comunicar diretamente com o irmão (os Filhos decidiram ficar isolados, sem comunicadores/pcs/smartphones, para não serem localizados), vai ao local onde os rebeldes estão.
Fechando a resenha. Amon começa a ler o pergaminho. Raios cruzam os céus e uma tempestade de areia parece se aproximar. Adrianna chega no momento em que Amon está prestes a finalizar o encanto, quando as forças de Ibac chegam e abrem fogo contra os Filhos de Adão. Amon é atingido mortalmente quando faltava apenas uma última palavra para fechar o encanto. Implora a irmã par que diga a bendita palavra e, relutante ao ver o irmão prestes a morrer e não acreditar naquilo que vê, finalmente fala: SHAZAM!
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Adão Negro então ressuscita. As tropas de Ibac não creem que realmente seja ele (um dos milicos atira contra a cabeça do Adão a queima roupa) e isso é o seu fim. O vilão detona a tudo e todos, liderando as tropas para retomar o reino de Kahndaq de volta. Com certa facilidade, chega ao palácio e mata o descendente de Ibac. Primeiro pergunta se realmente quer tano o trono, pega o bendito (que é de pedra) e o esmaga contra o tirano.
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Por fim, quando finalmente tudo está calmo, um smarthphone manda a mensagem “o mundo é nosso” e isso faz Adão ter esta reação, terminando assim a hq…
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Comecemos pelos rabiscos, a cardo de Edgar Salazar. Não verifiquei nada para denegrir demais o trabalho, com alguns detalhes bem bacanas nos personagens. Os cenários são razoáveis, apesar de em poucos quadros realmente ter um ‘fundo’ detalhado. Em linhas gerais, passa bem sem maiores percalços.

 Em relação ao enredo, onde Sterling Gates escreve o plot desenvolvido por Geoff Johns, a desculpa para ressuscitar o personagem foi menos estúpida do que imaginava. Dentro do contexto da história, a coisa flui com certa lógica, sem ofender demais a inteligência alheia. Interessante a tentativa de trazer mais próximo realidade do Oriente Médio, explorando as duas visões de como lutar contra uma ditadura opressora, seja a via pacifista ou a bélica. Interessante notar que ao final, a bendita Adrianna, após ver seu irmão morrer, decide pegar em armas e lutar ao lado dos rebeldes. Talvez, não sei, aqui ficou parecendo um pouco uma visão mais de preconceito contra os árabes, mas posso estar exagerando e vendo pelo em ovo

Enfim, entre mortos e feridos, foi uma das melhores do Mês dos Vilões. Ok, não quer dizer nada, mas é uma história redondinha que tenta trazer a realidade para dentro da hq. Mesmo sendo a realidade Norte-Americana.
Nota 7,0
E a enquete da semana, non se esqueçam…


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