Resenha Enxuta: Lobo vs. Papa-Léguas.

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Será que seremos surpreendidos novamente? Muitas perguntas e poucas respostas ao clicar aê…

Salve, salve, cambada de Enxutos! Após a surpresa de Batman vs. Hortelino, eis que este vosso escriba decidiu dar uma chance aos demais especiais e, neste contexto, tentarei uma série de resenhas sobre estes títulos crossover Looney Tunes vs. DC. Como o segundo desta leva, iremos de Lobo vs. Papa-Léguas (Lobo Road Runner Special, em inglês leonórdico).

Simbora para alguns spoilers do enredo. Tudo se inicia em 1949, no deserto de Nevada, onde as indústrias ACME capturam animais e fazem experimentos misturando seu DNA com de alienígenas. As criaturas, oriundas deste empreendimento, se tornam animais humanóides com capacidades físicas extraordinárias, fato este que motiva os cientistas a tentar desenvolver o método para os humanos. Entretanto, os animais ganham inteligência e acabam fugindo, quando o Coiote consegue armar um plano de fuga.

Cada um vai para seu lado e o foco acaba permanecendo no Coiote. Com fome, este passa a caçar o Papa-Léguas e, apesar de sua genialidade, passam-se décadas sem conseguir capturar o seu bendito alvo. Na atualidade, cansado de perder das formas mais absurdas, Coiote acaba sendo capturado e retorna a uma versão mais moderna dos antigos laboratórios. Lá conhece Sam, o cão pastor. Este, com auxílio de seu “mestre”, decide ajudar o Coiote a fugir e a encontrar alguém que possa finalmente derrotar seu inimigo. Com um plano de fuga, que envolve uma nave espacial, Coiote acaba alçado ao espaço, para contratar O Maioral, o Lobo

E chega de spoilers por hoje, pe-pe-ssoal. AS análises começam pelos rabiscos de Kelley Jones e cores de Michelle Madsen. O traço “sujo” e as cores com tons sombrios trazem a história mais próxima a um arco tradicional do Lobo, como aparentemente vem acontecendo com os títulos desta série. Não chega a empolgar, mas com detalhes interessantes e logicamente “emulando” os Looney Tunes “realistas”, funciona a contento para esta história. Está ok.

O enredo de Bill Morrison explora um tom um tanto sombrio no início e busca “brincar” com o conceito de um Coiote gênio/Lobo contra o Papa-Léguas, que possui o poder de escapar de todas as situações. Interessante que o início não condiz com o restante da história, ficando o gosto de “quero mais”, antes de entrar no lance mais humorístico. Talvez tenha sido aí o maior pecado do autor: a mudança de clima. A entrada séria logo é desmentida pelas situações mais impossíveis e o humor, daí advindo, é daqueles que te leva apenas a “desanuviar” o semblante. Mesmo a entrada do Lobo e a caça alucinada ao pássaro, mesmo as referências aos cartoons clássicos, brincadeiras entre ‘Ralph’ e ‘Willie E Coiote’ (só os velhos saberão), além da entrada inusitada de Lanternas Verdes na história, são momentos ok, beleza.

Analisando de boa fé, a história que fecha o arco, com tons de fato cartunescos e usando o Pernalonga como um elo entre a história séria e a “all ages”, vale até mais do que o arco principal.

Entre lobos, coiotes e passáros, talvez por culpa do Bátima, acabei esperando mais. Vale a leitura? É um daqueles passatempos razoáveis e de rápido esquecimento, mas isso não é o que é para ser uma HQ?

Nota 07 de 10.

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