Magneto

Os últimos dias de Magneto

Magneto vem andando na tênue linha entre salvador e destruidor para garantir um futuro para os mutantes. Mas sua cruzada o separou daqueles com quem ele mais se importa, como sua filha Lorna Dane, a mutante conhecida como Polaris. Entretanto, quando a incursão com outra Terra ameaça destruir tudo o que eles conhecem, Polaris se junta a Magneto em sua luta para salvar o planeta. À esse ato, Magneto respondeu com traição, drenando os poderes mutantes de sua filha para poder aumentar os seus.

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Magneto está revendo momentos de sua vida em flashbacks: o ataque ao o submarino Leningrado e o seu primeiro encontro com os X-Men. De volta para o presente, Magneto está mimizando mentalmente sobre a ironia da situação: Magneto, o louco, o terrorista, o conquistador, o assassino… e agora, o pretenso salvador. Ele pensa que mesmo agora nesses momentos finais nos quais ele corteja a redenção, tanto o Homo Sapiens quanto o Homo Superior estão apenas esperando pelo dia que ele volte ao seu velho estilo. E corta pra mais flashback: de volta ao Leningrado, Magneto revê os seus últimos momentos com a tripulação. De volta pro presente, vemos Briar Raleigh tentar ajudar Lorna, mas ela tá puta com a participação dela no plano de Magneto e não aceita.

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Raleigh explica pera Lorna que Magneto não a usou como um tipo de sacrifício e fez o que fez para que ele não precisasse sacrificá-la. Lorna diz que tem certeza de que foi isso que ele disse pra ela… que foi disso que ele mesmo se convenceu… afinal, ele sempre foi bom nisso: deixar os fins justificarem os meios. E corta pra mais um flashback com os X-Men: Xavier está tretando com Magneto sobre os seus métodos de ação e que por conta deles, deve ser levado em custódia e julgado em corte pelos seus atos. Magneto responde que não será julgado em fórum presidido por humanos e nem por leis que ele se recusa à reconhecer. No calor da discussão, surge uma aeronave das Nações Unidas. Nela está a doutora Alda Huxley com o acordo que dá a ilha-nação de Genosha para Magneto governar em troca de algumas restrições dos seus atos.

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De volta pro presente, encontramos Magneto refletindo sobre os seus atos no calor da batalha. Aos de crueldade em prol de um bem maior, segundo ele. Ele se lembra de que Xavier o avisou de que a sua guerra contra a humanidade o consumiria… mas que ele nunca compreendeu totalmente essa verdade. Magneto entende que o conflito o alimentou e que ali, diante do fim, ele consegue ver claramente os terríveis poderes que guiaram a sua mão. Lorna acha que Magneto está conseguindo empurrar o outro mundo, mas Raleigh diz que ele falhou. Magneto constata que terá que morrer para salvar a Terra, pois seu corpo não pode conter tanto poder. Ele pondera que caso ele tenha sucesso, de que maneira será lembrando? Não como herói ou protetor do seu povo… mas sim como o monstro mutante obcecado em punir os pecados do passado.

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Todos os terríveis atos que cometi… contra humanos… contra mutantes… contra homens e mulheres que poderiam ter sido meus amigos… o terror que plantei… diante do apocalipse… parece tão pequeno… tão insignificante.”. “Minha guerra não vai me consumir… pois não resta nada para ser consumido.” – mimimiza Magneto. Diante do fim, ele profere suas ultimas palavras: “Ah… Charles… por que eu não percebi?”. Há um imenso clarão e o capacete de Magneto cai no chão perto de Lorna e Raleigh.

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Ele… se foi… não é?” – balbucia Lorna. “Sim… acho que sim. Não há nada. Nada resta.” – responde Raleigh. “Meu pai sempre odiou esse mundo… odiou essas pessoas… mas, ainda assim, ele… ele tentou.”. Essas são as palavras finais de Lorna Dane. Ela vai desaparecendo até que tudo fique branco. E é o fim dessa edição.

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Vamos às analises começando pelo roteiro de Cullen Bunn: creio que esse foi um final digno e condizente com o que o escritor vinha fazendo com o personagem. Essas edições finais me pareceram um pouco corridas demais, mas creio que isso talvez tenha acontecido por conta das incursões que culminariam nas Guerras Secretas… havia um prazo e o escritor teve que fazer o melhor possível para finalizar a sua história. Bem, eu acho que foi isso. Nota 7.

Na arte, Gabriel Hernadez Walta (desenhos) e Jordie Bellaire (cores) fizeram um bom trabalho, no estilo mais sombrio e noir que tanto gostei nas primeiras edições. Gostei bastante das expressões faciais dos personagens e das cores. Nota 8.

Bem, Enxutos e Enxutetes… chegamos ao fim do titulo solo do Mestre do Magnetismo. A revista vinha muito bem em minha opinião, até chegada da saga AXIS e a inevitável participação de Magneto nela. Creio que ali houve uma ruptura no enredo desenvolvido por Bunn por conta dessa “saga” que pôs a revista fora dos trilhos. Gostaria de agradecer à todos que acompanharam e comentaram as resenhas que fiz desta revista desde a 1ª edição. Magneto está de volta na quarta versão de Os Fabulosos X-Men… mas isso, é uma outra história.

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