Resenha Enxuta: Man Without Fear #1-4

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Medo de não ter medo…

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes cegos de tanto enxergar a LuSS de Dadá. Férias sem tostões, dias quentes e, entre uma praia e brincadeiras com as crianças, volto aqui e acolá a ler algo que esteja rolando nas mensais. E, após alguns meses (ou mais de ano) sem acompanhar o Destemido, eis que me deparo com uma nova mensal, a qual trago para vossa apreciação de meus comentários: Man Without Fear de Jed McKay.

Resumão spoilorento das 4 edições para contextualizar. Como já mencionei, pouco sei o que rolou pouco antes da saída de Waid do título, mas a princípio não causa problemas para estas edições. Em alguma destas edições não lidas, Matt salva um adolescente distraído e acaba sendo atropelado por um caminhão, replicando parcialmente o acidente de sua `origem`. Pelo relato, passa horas em cirurgia e por conta dos anos de sofrimento como Demolidor, seu corpo não consegue se curar a contento, sendo a premissa inicial, Murdock em coma e Foggy o visitando no hospital.

Entrecortando a realidade com uma `batalha` em sua mente, Matt se defronta com a personaficação do medo (um Marvel Zombie com uniforme amarelo original) e da dor (o próprio Demolidor em uma versão sem pele). Em sua psique, o Medo quer salvar Matt do Demolidor, enquanto a Dor o quer manter seguindo em frente, como sempre. Ao final deste confronto, o Medo vence e Matt desperta. Só que agora convicto de que não poderá ser mais o herói de outrora por conta das lesões em seu corpo, abandonando o uniforme `de vez` (tá, eu acredito)…

As edições seguintes mostram Matt lidando com a longa recuperação e a tentativa de voltar a andar. Nestas, destaco a participação dos Defensores, cada um não acreditando na aposentadoria do seu jeito, sendo que por fim somente a Xéssica Xones de fato descobre a real: Matt agora tem medo. Medo da batalha para se recuperar, medo de nunca mais voltar a ser o que era antes, medo de seus amigos sofrerem por ele…

A última edição é com ninguém menos que o próprio Rei do Crime, relembrando o primeiro encontro com o Destemido e como quase o derrotou. Para minha surpresa, ou não, Fisk não sabe que Matt é o Demolidor e, em uma boa história, tem a oportunidade de matar o advogado cego em seu leito no hospital, mas acaba sendo confrontado pelo próprio e acaba revelando também ter seus medos.

E eu com isso? Well, começando pelos rabiscos. O lápis é segurado por quatro artistas diferentes em cada uma das edições. A primeira é com o Danilo Beyruth, a segunda com Stefano Landini , terceira com Iban Coello e a última com Paolo Vilanelli. Landini é quem possui o traço que menos me agradou, uns dois degraus abaixo dos demais. Curti muito o trabalho de Paolo e Iban, quase em empate técnico, com traços limpos e cores bem escolhidas pelo segundo que o deixa ligeiramente à frente. Feições e detalhes interessantes que casaram com a proposta da história. Danilo fica um pouco atrás dos dois, mas faz um bom trabalho. Em linhas gerais, estamos bem na arte destas edições e vale uma passada de olhos para ver o trabalho dos artistas.

O enredo de MacKay tenta sair do mais do mesmo, explorando uma faceta diferente da habitual e numa toada a parte do estilo de Waid. Não é ruim… mas também não é bom. Herói abandonar o traje é lugar comum e todos sabem que irá voltar, de um jeito ou de outro. Tem uma boa sacada de trazer fatos marcantes na trajetória do herói, recapitulando o passado para se confrontar com o presente e a solução atual para sua situação. Entretanto, não tem ritmo para prender a molecada de hoje e falta mais `peso` para segurar os mais experientes como este vosso escriba.

Vale a leitura? Só para os fãs do cegueta, aos quais me incluo, e pela arte. Ainda sim, caso não tenha muito o que fazer por aí…

Nota 6 de 10

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