Banner Marvel Knights - Spider-Man2
E mais uma hq eleita pelos Enxutos, desta vez com o Aranha que vale na Resenha Enxuta: Marvel Knights Spider Man #2…

Salve, salve, caros Enxutos! Fiquei surpreso por esta hq ganhar a eleição da semana, justamente porque o post anterior (que o UOL, vale sempre ressaltar, fez questão de enfiar no… bem, você sabe) não ter sido muito popular. Mas, para quem não sabe, ou não se importa, na primeira edição de Marvel Knights Spider Man, vimos o nosso herói que vale, Peter Parker, envolto em um trabalho deveras estranho. Ao chegar a uma mansão com cara de abandonada para fazer fotos de família (sabe como é, a grana tava curta e não tinha mais trabalho no Clarim), o Aranha é recepcionado pela Madame Web e cai em uma armadilha. Drogado, acaba não fazendo distinção entre o que é real ou ilusão. O fato é que ao final da edição, acaba encontrando o Arcade e este relata o plano: Peter precisa seguir as orientações e enfrentar os maiores vilões de sua galeria, caso contrário uma bomba será detonada em lugar desconhecido e muitos morrerão. E assim, o Aranha é deixado entre alucinações e realidade, preso em um ‘avião’ com alguns de seus mais temidos vilões…
capa
Sem mais delongas, aos spoilers. A história se inicia com o nosso herói recapitulando o que acontecera até então, afirmando que mal teve tempo de vestir o uniforme e já enfrentara Morbius, Frankestein e outros monstros desta natureza. Entretanto, apesar de decidir seguir o plano de Arcade, algo deu errado e Peter está em queda livre, com um avião em chamas e despedaçado ao seu lado.
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O herói atesta que não está dormindo e tenta relembrar o que acontecera, pois estava dentro do avião há quinze minutos. E esta é a deixa para voltarmos e acompanhar o que aconteceu. No avião, Peter está de frente para quatro vilões de sua galeria. Homem Areia, Mysterio, Hydro-Man e Shocker. O primeiro a vir para o pau é o Shocker e é facilmente derrotado pelo Aranha que se esquiva de seu golpe, acertando-o com um soco nas fuças. Detalhe interessante: a narrativa apresenta o Sentido Aranha como sendo uma míriade de opções que Peter poderia seguir. Dado uma opção perigosa, o Sentido Aranha o alerta, isso tudo quase on-time. Assim, o Aranha tem como decidir rapidamente qual melhor ação a ser tomada para evitar risco, principalmente em combate.
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O segundo a cair dentro foi o Homem Areia que logo tenta sufocar o aracnídeo com o seu corpo. Enquanto está sendo soterrado, Parker se lembra de quando gostava de brincar na praia e como hoje odeia o cheiro da areia. Quando está praticamente sem fôlego, lembra-se que, apesar de areia, este é o corpo do vilão e desfere um soco, esperando ter acertado em alguma parte que dói. E, pois é, aparentemente ele acerta mesmo ‘naquele’ lugar…
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A seguir, o Homem-Hídrico. E este acaba surpreendendo o Homem Aranha com uma ataque que o herói não sabia ser possível por parte dele: o vilão começa a retirar água do corpo de Peter pelos poros. Enquanto sente os efeitos e dores do processo, Peter tenta imaginar o que levou ao Homem-Hídrico a querer mata-lo e começa a imaginar que existiria alguém por trás disto tudo. Enfim, no meio do caos, Parker decide ‘ouvir’ o Sentido Aranha e saber o melhor a fazer. Então, desfere um golpe forte o suficiente para jogar o Hídrico no desfalecido Shocker, causando um belo curto-circuito. E, mais uma vez, isto faz o Aranha refletir sobre alguém ter mesmo planejado isso e com algum senso de humor, pois ninguém iria pedir para esta dupla ataca-lo em conjunto se assim não fosse.
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Por último, o Mysterio. Este foi o mais rápido, afinal o Aranha sabe que não pode deixa-lo falar e logo detona seu capacete. Assim está próximo da cabine do avião e vi na esperança de descobrir quem está por trás desta armadilha. Em vão, pois a cabine está vazia. E pior. Explode, fazendo-o ser jogado fora da cabine, voltando ao início da hq. Durante a hq, Peter afirma que estes caras não teriam planejado algo assim sozinhos e especula que teriam um chefe. Um General. Um Rei do Crime.
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Comecemos as análises pelos rabiscos de Marco Rudy (arte) e Val Staples (cores). Simplesmente fantástico. A forma como a arte está inter-relacionada com a história a torna praticamente um elemento narrativo com mais influência do que o habitual em uma hq. As formas e estilos diferentes, indicando ora memórias, ora reflexos do Sentido Aranha, são muito bons. Independente do roteiro, vale a pena folhear esta revista para ver as figuras.
O enredo em si, de Matt Kindt, até que não é ruim, mas acaba ofuscado pela arte. Como há a mistura do real com a alucinação devido as drogas que o Peter acabou recebendo, mesmo que muita coisa pareça muita ‘viagem’, a coisa faz sentido dentro do contexto. Bizarro estar em uma mansão e depois em um avião, no entanto o enredo é sob o ponto de vista do Aranha e a sensação que o autor quer passar é a mesma que teria o herói naquela situação. Confuso, tentando achar um rumo e entender o todo. A linha de raciocínio vai aos poucos aparecendo, realmente retratando o fim do efeito dos alucinógenos que estão no herói.
Enfim, uma história diferente do habitual em uma mainstream, ainda mais com o Aranha. Considerando que é o Peter que vale e não o Oquinho, além de ter uma arte muito bacana, vale uma conferida para quem curte hq. Imperdível par os fãs do Aranha que vale.
Nota 8,0
E a enquete da semana, com aquela regra básica de sempre…


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