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Pois é, Game Over. Clica aê e confira o Peter que vale na Resenha Enxuta – Marvel Knights: Spider-Man #3-5…

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Entonces, caros Enxutos, uma das ‘Marvel Knights’ lançadas pela Casa das Ideias no último ano chega ao fim (relembre a última resenha aqui). Como são algumas edições e não gostaria de detalhar ao extremo, vamos uma análise mais ‘enxuta’ do que o habitual pra vos posicionar sobre o que aconteceu. Claro, há spoilers nesta Resenha Enxuta – Marvel Knights: Spider-Man #3-5…

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Sem mais delongas… a história relata uma aventura ‘atemporal’ do Peter Parker, ou seja, fora da cronologia Superior. O fato é que ao aceitar um trabalho freelance em uma casa no estilo daquelas amaldiçoadas, o Aranha acaba caindo em uma armadilha. O herói acaba sendo envenenado e perde o senso da realidade, sendo envolvido em diversos confrontos com quase toda a sua galeria de vilões. Na verdade, os 99 maiores ou mais representativos. Assim, sem ter noção do que é real ou imaginário, o Aranha é levado a crer que enfrenta todo o tipo de intempérie e situação dentro da ‘Mansão Amaldiçoada’ (chegando até mesmo a cair de um avião e estar dentro de um submarino).

Recomendação do Sorg

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Resumindo o papo, a medida que vai enfrentando os vilões, Peter via descobrindo que na verdade nem todos estão de forma voluntária naquele lugar para mata-lo. No decorrer das duas últimas edições, descobrimos que Peter está em uma ilha isolada e que Kraven está caçando não só ele, mas a todos os demais vilões. Com a ajuda do Coruja, o Amigão da Vizinhança toma ciência que está próximo a Malta, conseguindo escapar da bendita ilha.

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Por fim, mais uma vez com informações obtidas com os vilões, Peter descobre que o Rei do Crime é quem está por trás do plano, sendo que na bendita cidade há um prédio de Wilson Fisk. Assim, o Aranha parte para o seu encalço, sendo que ao chegar no lugar, exausto física e psicologicamente (além de seu Sentido Aranha estar quase no limite), há necessidade de enfrentar mais uma horda de malfeitores. Claro que o herói passa por todos e, quando está cara a cara e saindo no braço com o Rei do Crime, descobrimos que a mente por trás do plano é de seu filho, Richard Fisk.

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A ideia do ‘Jr’ era fazer o ‘bem’. Reunindo todos os 99 vilões, pagando-os quando necessário e sob a alegação de ódio ao Aranha, Richard conseguiria tempo para angariar provas contra todos eles, deixando-os afastados do Peter por um bom tempo. O problema é que Júnior não teria dinheiro para a empreitada e, para tanto, fez um acordo com ‘papis’ Fisk: alegando ter feito diversas simulações, garantiu que o Homem Aranha seria capaz de derrota-los. Em caso positivo, Fisk ajudaria a bancar o projeto, chegando ao ponto recolher as provas contra os vilões. Em caso negativo, Fisk teria conseguido matar o Aranha, em uma relação ganha-ganha.

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A hq termina com Peter deixando o prédio de Fisk e ganhando o principal prêmio pelo seu esforço. No decorrer da história, o próprio havia mencionado que estava separado da Mary Jane por um motivo fútil qualquer. Ao descobrir que o amado estava em problemas via noticiário da tv, a Ruiva foi ao seu encontro, fazendo as pazes e terminando assim o arco….

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Como habitual, vamos as analyses começando pelos rabiscos de Marco Rudy. De longe, o melhor da mini série. É praticamente indissociável do enredo, chegando ao ponto de mais do que complementá-lo, fazendo parte mesmo da narrativa. Confesso que fica difícil explicar, mas a técnica utilizada de mesclar os cenários para apresentar os ‘sentidos’ do herói foi uma sacada muito boa. Por outro lado, na medida em que a história avança, também não posso negar certo cansaço visual. Nada absurdo, no entanto, quando a história passa para um caminho mais ‘normal’, a linearidade poderia ter sido mais aplicada. Ok, isso é coisa de velho ranzinza e não pode ser algo a desmerecer o belo trabalho realizado. Foi uma experimentação artística que surtiu e vale mesmo a pena folhear a hq para ‘sentir’ os efeitos alucinógenos e o cansaço extremo que o Peter estava presenciando naquele momento.

O enredo de Matt Kindt parte de uma premissa bacana, onde teriamos o Aranha enfrentando os seus principais inimigos em uma situação limite. Nada inovador, a bem da verdade… no entanto, via dando conta do recado de forma satisfatória até quando começam as explicações para aquilo que o herói está passando. Reli duas vezes e pode ser problema no meu inglês, mas as motivações não me convenceram, além é claro de não existir uma razoabilidade para defender este plano do Richard para ‘ajudar’ o Peter. Ficou uma lacuna também no aspecto de que como conseguira fazer alguns dos vilões agirem de forma estranha, sem a mesma ‘astúcia’ de outrora. No caso dos Duendes, ok, é fácil, basta colocar alguém fantasiado (sendo que esta foi a dedução óbvia do Peter quando os enfrentou). Mas isto não se justifica com os simbiontes, por exemplo.

Enfim, em linhas gerais, foi uma história bem massaveio, ajudada de forma espetacular pelos rabiscos de Marco Rudy. Se não fosse isso, teríamos uma leitura rápida e descartável, um fast food em forma de quadrinhos. Entretanto, como o traço não só complementa, mas ‘suplementa’ o enredo, por si só, vale a conferida. Muito bom, realmente.

Nota 8,0 (pela arte)

É isso pessoal. Agradeço a todos por terem a paciência de ler as mal digitadas linhas deste vosso escriba ao longo destes anos aqui no BdE. Um especial agradecimento aos amigos redatores, Sorg, Infame, Dadá, Leo, Ckreed, Super, Eunuco e Moe pelos anos de bom convívio. Infelizmente por motivos de caráter unicamente pessoais, preciso me afastar do dia a dia do blog. O plano inicial era seguir até a chegada do Peter que vale na sua mensal, mas termino esta minha passagem com o mesmo herói que tanto gosto. Não vou dizer adeus, mas um até logo.

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