Salve enxutos empolgados para ler mais sobre o Bat-Batman! Depois de um longo e tenebroso inverno (que ainda não acabou e está congelando a LuÇÇ de Dadá), o BdE volta com mais uma resenha literária que faz a alegria dos nossos 2,5 leitores que leem algo mais que HQs. Então, sem mais, clica logo aí embaixo.

Matéria Escura é escrito pelo americano Blake Crouch e foi publicado em em terras Temerianas sob a chancela da competente Editora Intrínseca e, como de praxe, confiram a sinopse oficial da publicação direto do site da mesma:

“VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?” Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca.  Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria Escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

Pois bem enxutos, como bem disse a sinopse, Matéria Escura é de fato uma aventura em ritmo veloz e as coisas já começam acontecendo logo de cara. Digo isso pois é difícil tecer alguns comentários sem tacar spoiler DIRETO NA SUA CARA, SEUS SAFADEEEENHOS mas vou tentar não estragar as surpresas para quem se interessar em se aventurar pelas 352 páginas.

Jason Dessen é um cara normal. Extremamente inteligente e com um futuro promissor a frente, em um certo momento de sua vida ele escolhe um caminho que o leva para uma vida comum. É um prosaico professor, casado com uma ex promissora artista que, assim como o marido, escolheu o rumo que a levou à vida simples, têm um filho, trabalham, pagam as contas, moram numa casa confortável mas sem luxos… An ordinary family. A vida seguia nos trilhos sem grandes surpresas até uma determinada noite quando ele recebe o convite de um amigo bem sucedido para uma comemoração em um bar próximo de sua casa e aí, já na página 18, a ação desenfreada começa. Jason é sequestrado e depois de momentos de tensão no agora ou nunca, ele acorda em um lugar onde ele é ele mas ao mesmo tempo não é. E se eu disser mais é spoiler.

Blake Crouch é roteirista. Autor do livro que deu origem a série Wayward Pines (que eu não vi mas que mamãe Sorg assistiu e disse ser deveras interessante) ele roteirizou os 20 episódios das duas temporadas além de ser o criador e escritor da série Good Behavior (que eu nunca ouvi falar mas tem média de críticas em 8,2 de 10 no IMDB). Talvez por conta dessa experiência com televisão, a narrativa de Matéria Escura é absurdamente dinâmica. Eu comecei a ler o livro em um domingo qualquer sentado à sala de meus pais enquanto o Sorguinho tocava o terror na casa dos avós e em pouco mais de uma hora, havia lido quase 100 páginas.

Narrado em primeiro pessoa por Jason, o livro é um SciFi extremamente viciante com toques de thriller e suspense. Ainda que a trama per se comece logo nas páginas iniciais da publicação, o contexto geral é muito bem desenvolvido assim como os personagens. A motivação de Jason é crível e de fácil identificação com o leitor e, mesmo em algumas pouquíssimas partes mais monótonas (como a explicação sobre física quântica), o autor malandramente espalhou o papo em determinados pontos chaves da história para que a leitura não esfriasse e o ritmo não reduzisse, fazendo o leitor expressar o clássico puta merda, que saco. Deixa eu dar um tempo e ler uma outra coisa. O dinamismo da leitura impera por toda publicação, fazendo você largar o livro somente para as coisas mandatórias da vida (como trabalhar, dormir e comer).

Recomendação do Sorg

Encerrando a rasgação de seda, o material da Intrínseca é correto. Capa dura bonitinha, texto sem erros de revisão ou nenhum outro extra. E eu sinceramente estou esperando esse livro virar uma série fechada, com duas temporadas redondinhas. Sucesso na certa (Oi Netflix, sua linda nunca te pedi nada).

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