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Já imaginou conseguir se transformar em qualquer pessoa que já morreu?

2Bom, alguém com certeza já imaginou e o nome dele a gente fala mais tarde. Necro Morfus conta a história de Douglas, um adolescente que pode assumir a forma e ter as recordações de qualquer pessoa morta, bastando para isso apenas tocar em qualquer resto mortal desta mesma pessoa. O problema? Douglas será para sempre um adolescente de 16 anos, uma vez que seu dom não o permite envelhecer. Eternamente na puberdade… Isso é no mínimo maldade. HUEAHUEAHUEAHU

Assim que bati os olhos nessa capa magenta mega chamativa com um pirralho sentado em uma pilha de ossos, durante ComicCON RS deste ano – aqui 3mostrando a importância que uma boa capa tem para chamar a atenção – me perguntei do que diabos se tratava a história, recebendo a explicação da melhor pessoa possível para o assunto: O criador/roteirista da parada, Gabriel Arrais. A explicação dele foi basicamente a sinopse ali de cima e isso, junto com o traço fodástico do Magenta King, me fez adquirir o quadrinho.

Não vou spoilerar, pois quero que a galera leia isso… Mas podemos dizer que a história já começa com um verdadeiro soco na cara, já deixando bem clara a proposta e as possibilidades que um “poder” como este pode proporcionar.

Recomendação do Sorg

Por ser um primeiro número, logicamente muitas explicações são feitas, até para não largar o leitor de para quedas dentro do universo da HQ, mas engana-se quem pensa que este número #1 é daqueles que mais parecem um PowerPoint de reunião do financeiro nas segundas-feiras. Arrais consegue nos entregar um primeiro número que sim, explica e direciona o leitor dentro da mitologia da história, mas também consegue mesclar isso com momentos de ação estupidamente sensacionais. Tarantino ficaria orgulhoso. Sim, é clara a influência do cineasta na história, mas assim como o Tarantas, o sangue e a violência dentro de Necro Morfus não são gratuitos, o que torna tudo melhor encaixado e na medida certa.

Necro Morfus foi uma das gratas surpresas do cenário independente este ano, na opinião deste que vos escreve. É demais ver que o quadrinho independente vem ganhando força e nos mostrando ideias novas e frescas. Leitura recomendadíssima!

Para mais informações, acesse o site da RQT Comics clicando AQUI.

Necro Morfus #1 nota 8 de 10. Não ganha 9 porque está em preto e branco. Eu sei, eu sei. Eu sei que é muito mais caro produzir uma HQ independente colorida, conversei isso com o Gabriel durante o evento, inclusive, mas a arte do Magenta ganha muito quando está colorida. Vide as artes coloridas dele para o 9 Horas. Essa seria minha única crítica ao material, que está em um papel de excelente qualidade diga-se de passagem.

Bem vindo ao rolê Quentin Tarantino.

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