中國超日本東京

Salve, salve camba da de Enxutos e Enxutetes. Comecemos a nova leva semanal de resenhas eleitas por vocês e iniciemos os trabalhos com o Superman made in China. Vamos ver como a globalização quadrinística atual está funcionando?

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Então, pois, aos spoilers. A história é narrada em primeira pessoa e somos apresentados a um jovem rapaz, gordinho, rico e de óculos sendo perseguido, ou modernamente, sofrendo bullying. A dúvida sobre o narrador logo é dissipada: quem ‘comete’ o bullying é o protagonista da história. Marrento, pouco modesto, o cidadão toma uma lata de refri do gordinho, além é claro de lhe dar um catiripapo.

A coisa muda de figura quando o tal gordinho se revolta e taca na cabeça do ‘herói’ seu almoço. Se inicia uma perseguição que termina quando o ‘primeiro supervilão’ da China, um tal de Blue Condor, acusado de atacar as famílias mais ricas, sequestra o pequeno gorducho. De forma inesperada, o ‘herói’ toma as dores e reage, surpreendendo o Condor Azul ao lhe tacar a lata de refrigerante nas fuças.

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Com a fuga do gordinho, o vilão mete o pé. Como tudo na vida hoje, o salvamento foi gravado e posto nas mídias sociais, tornando o ‘herói’ em uma verdadeira celebridade chinesa. Logo após receber o agradecimento do gordinho rico, o jovem herói é entrevistado por Laney Lan, repórter do Primetime       Shangai, onde finalmente diz seu nome Kong Kenan.

A partir daí as coisas vão se desenrolando em cascata de acontecimentos. Obviamente, o jovem rebelde Konan tem um interesse romântico na repórter e esta, mesmo sem sacar esta friendzone, marca uma entrevista na casa do chinês de Tóquio.

E assim descobrimos que:

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– o pai de Konan é um mecânico que participa de um grupo de escritores está há anos tentando descortinar um grupo secreto chinês com interesses pouco claros;

– papis conhece o filho e faz pouco caso do salvamento, brigando com ele sobre o fato de novamente fazer bullying com o tal gordinho;

– o motivo da implicância de Konan: o gordinho é filho do dono de uma companhia área, cujo avião caíra alguns anos antes e matara a mãe do ‘herói’;

Vida que segue para finalizar. O tal grupo, claro, assistiu o salvamento na tv e passou a considerar Konan um potencial a ser utilizado. Quando o chinês de Tóquio sai de casa e vai ao cemitério para ‘refletir com a mãe’ sobre os últimos acontecimentos e acaba sendo abordado pela mulher que se apresenta como líder do tal grupo misterioso: DR. Owen, Ministra da Auto-Sufiência.

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Como visto acima, a mulher promete dar a Kenan os poderes do Superman. É…….. pois é. Enfim, o moleque aceita e vai para um laboratório, cuja célula de transformação lembra aquela do Capitão América. As coisas parecem que não vão bem, mas, usando o acidente da mãe como motivador e se vendo como Superman, o moleque sobrevive.

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Por fim, Konan, empolgado, se auto-intitula o Novo Super-Homem. No entanto, acaba não tendo o controle total dos poderes, muito por conta de sua empolgação. Dr. Owen ordena que se acalme, mas Konan não consegue se conter. E aí, Owen chama esta dupla aê, terminando a edição…

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Comecemos as análises pelos rabiscos de Viktor ‘sopadeletrinhas’, tintas de ‘Ricardo Amigo’ e cores do Hi-Five. O trabalho é correto, sem grandes destaques positivos ou negativos. As cores estão bem utilizadas, bons detalhes e expressões ok. Interessante que apresenta as pessoas de uma forma mais ‘natural’, sendo que o Konan em si não era um exemplo de físico em forma, incluindo a ‘Lois Lane’ mais baixinha, sendo esta, talvez, a maior atração dos artistas: respeitar a característica física racial dos chinas de Tóquio.

O enredo de Gene Luen Yang é…….. uma decepção. Ok, talvez a minha expectativa tenha sido um tom acima, no entanto ao usar decisões simplistas para o poder (pombas, LEX LUTHOR há séculos tenta fazer isso e não consegue) e, principalmente, ter como muleta a tríade e até mesmo a Lois Lane chinesa, a coisa perde muito o encanto. Uma coisa é termos uma Liga 3000, com foco claramente humorístico usar versões dos mesmos personagens para este fim específico. Outra é criar um personagem para atingir um determinado mercado, sem ter um algo a mais para justificar isso.

Entendo que tudo é business e que ter uma ‘muleta’ facilita a vida de qualquer iniciativa desta natureza. Entretanto, não valeria a pena arriscar um pouco mais? Ou será que o objetivo é mesmo o que parece ser o evidente: ter um arco curto, ganhar uns cascalhos com o bendito #1 e, se der certo, explorar um pouco mais se possível.

Enfim, fraco e sem inspiração. Não curti.

Nota 4,0 de 10

E a nova enquete da semana:

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