E sabem por que eu fui assistir esse filme no cinema?

Enxutos, vamos direto ao assunto? Tem spoilers de leve, ok?

Quarteto Fantástico, dirigido por Josh Trank e escrito por ele, Simon Kinberg e Jeremy Slater traz uma roupagem atual para a clássica família da Marvel. O primeiro ato do filme começa em 2007, com um infante, solitário  e genial Reed Richards construindo uma trapizonga de teleporte. Após esse pequeno prelúdio, estamos em 2014 onde vemos ele sendo contratado pela Fundação Baxter, dirigida pelo Dr. Franklin Richards. Reed aceita o trampo e deixa seu brother Ben Grimm pra trás, conhece o mala sem alça Victor Von Doom, a tetéia Sue Storm e seu irmão, o malandro Johnny.  Na fundação, eles são encarregados de descobrir uma forma de realizar uma viagem para uma outra dimensão, em um planeta similar a terra mas em estágio primordial. E o resto é história.

2015_fantastic_four-wide

Vamos começar o mimimi pelas mudanças. A troca da viagem espacial e os raios cósmicos pela viagem extradimensional para uma terra paralela funciona a contento. A explicação e motivação da pesquisa são críveis o bastante e não atrapalham em nada o andamento do filme, além de funcionar nessa roupagem atual do mesmo. A mudança de etnia de Johnny Storm e o fato de Sue ser adotada são dois pontos que não fazem diferença nenhuma, a não ser se você for um nerdão xiita chato pra caralho.

Gêmeos!
Gêmeos!
Recomendação do Sorg

Já o filme de uma forma geral tem problemas sim mas longe deles o transformarem nessa merda abaixo de Lanterna Verde e Mulher Gato que geral nas ternetas anda pregando. E a contrução dos personagens é, fácil, o maior problema do filme. A começar com Reed e Ben. A amizade juvenil dos dois é mostrada de forma superficial para cacilda e deixa o elo deles bem raso. Bem mesmo. Tipo, o prato de ração da minha gata é mais fundo. Richards também é bem mau construído. A atitude do personagem pós acidente é entendível mas ficou tão mal inserida na trama que, em vez de transformá-lo em um personagem amargurado e arrependido, torná-o um babaca egoísta do caralho. Sue e Johnny já são um pouco melhor trabalhados, até porque a fundação onde o pai deles é diretor é o pano de fundo.

errrr...
errrr…

Agora, temos um sério problema com Victor Von Doom. Toby Kebbell é ruim PRA CARALHO. Não chega a ser um Cigano Igor mas ele é sofrível. A coisa melhora um pouquinho quando ele se transforma mas isso ainda não ajuda muito. Já o personagem per se é péssimo. Esqueçam todo aquele lance dele ser blogueiro que disseram antes. Não tem nada disso. Mesmo assim, ele tem uma das piores construções ever. Todo lance da Latvéria e tal não serve de nada e ele acaba se resumindo a gênio babaca com uma queda pela filha do chefe. Só. Ah, ele também toma aquele tipo de atitute que nenhuma pessoa normal tomaria na vida real.

Vocês se lembram daquele cena estúpida de Prometheus, onde um cientista encontra uma cobra branca from hell em outro planeta e a primeira coisa que ele faz é brincar com ela como se fosse um filhotinho de labrador?

Se você não soltou um OIIIIINNNN agora, você está morto por dentro.
Se você não soltou um OIIIIINNNN agora, você está morto por dentro.

Pois bem, aqui temos o “genial” Von Doom em um território estranho em outra dimensão, encarando uma poça de sabe lá que merda verde fumegante é essa e é óbvio que uma pessoa consciente, racional e inteligente não chegaria nem perto. Mas o que os roteiristas acharam melhor ele fazer? METER A MÃO NA PORRA DO TROÇO VERDE FUMEGANTE FROM HELL DE OUTRA DIMENSÃO.  Porra Dadá! Já o visual dele como Dr. Doom é justificado no filme mas não deixa de ser bem ruim também. E não, não é melhor na telona. Lembram daquelas imagens que saíram antes do filme estar pronto e que todo mundo falou ah, ainda vão tratar isso com computação e tals… Éééééé, não. É aquilo mesmo com um tiquinho de CG em cima. Sim, uma bosta.

Ficou Ó, uma bosta!
Ficou Ó, uma bosta!

Voltando a fita e falando de forma geral sobre o filme: ele se divide em três atos e o primeiro ok, passável. Já o segundo consegue ser bem melhor, principalmente na parte dos poderes. A sequência com o acidente / desenvolvimento dos mesmo é muito bem montada e, nas cenas iniciais deles tendo que lidar com as transformações é tão tensa que o filme chega a se tornar uma película de horror por poucos momentos. Porém, o ato final é bem sofrível. O que se percebe é que os produtores estavam assistindo o filme e, de repente, um deles gritou isso aí não é um filme de equipe de super heróis porra nenhuma!!! A última parte tenta te socar guela abaixo que eles são sim heróis e que você está assistindo sim um filme de heróis que nem do outro estúdio lá e que estão enfrentando um vilão fodão sim, (mas que tem uma motivação bem confusa):

– Me deixem em paz, eu vou voltar pro meu planeta.

– Não, você tem que ficar e ser curado.

Eu não quero ser curado, eu quero ir pra casa.

– Não, você não vai.

– Então eu vou matar todo mundo e destruir TUTO.

Oi?

1438778956281Resumindo para vocês que deram pagedown e só vieram ler as configurações finais: não é um filme de super heróis, por mais que o terceiro ato tente forçar isso. É um sci-fi ok, com problemas de fato mas muito longe de ser esse caminhão de merda que TODO MUNDO ANDA DIZENDO. Fato engraçado: dando (opa) uma geral pelo Facebook (a maior concentração de idiotas virtuais da face da terra) é divertido ver como muita gente se leva pela hype do momento, sem ter fatos concretos para tal. Tem muita gente pregando que esse filme é O pior filme de heróis / adaptado de quadrinhos de heróis de todos os tempos apenas tendo visto um ou dois trailers mas porque a Folha, Veja, Rotten Tomatoes ou qualquer site whatever falou que é. Enfim, como diz minha santa mãezinha: cada um com seu cada qual. O filme passa longe de ser execrável, tem vários problemas de fato mas, entre mortos e feridos, a balança ainda pesa pro lado bom da força. Na real? Vingadores: Era de Ultron me incomodou muito mais que esse. Me processem (and let the mimimi begin!).

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