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Saudosistas de plantão, alegrai-vos. Uma animação muito bacana ganha uma adaptação para os quadrinhos à altura. Clica aê e confira a Resenha Enxuta: Samurai Jack #1…

Salve, salve cambada de Enxutos! Após 52 episódios, uma brusca interrupção e nove longos anos, Samurai Jack está de volta, só que desta vez em quadrinhos pela IDW. Caso não conheça a obra original, não perca tempo e vá a sua locadora de preferência e assista este desenho do Cartoon Network. A quem conhece, mergulhe conosco no DeLorean e viaje a um tempo em que a magia, tecnologia e honra samurai se misturam…

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Sem mais delongas, aos spoilers. A hq se inicia replicando a abertura clássica do desenho animado, mostrando em poucos quadros aquilo que os mais antigos se lembram. Narrado em primeira pessoa, Aku, mestre da escuridão, nos conta que em um passado e terras distantes, impusera um reinado de terror. No entanto, um Samurai se opôs a este domínio, tendo consigo uma espada mágica. Praticamente derrotado, Aku usa de um último artifício: através de magia, envia o Samurai para um futuro longínquo, onde Aku a tudo domina e a o mal é a lei. Agora cabe ao honrado Samurai tentar retornar ao passado para derrotar Aku e evitar este futuro apocalíptico.

Recomendação do Sorg

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Segue o Baile. Estamos em um deserto escaldante, onde um homem em roupa nômade caminha lentamente contra um vento incessante. A medida que se aproxima do nosso ponto de vista, notamos ser o herói mostrado anteriormente, o bendito Samurai. O cidadão parece procurar algo e logo encontra uma tenda/caverna. Ao adentrar o recinto, abrindo a cortina, anuncia que procura Soule, o Vidente. Um velhinho baixo e com dentes desalinhados surge ao fundo da cabana e, antes que o viajante pudesse se apresentar, Soule logo afirma saber quem é: Samurai, então chamado de “Jack”. Diz que sua viagem fora em vão, pois mesmo que Soule conte o que Jack precise saber, os amaldiçoados escorpiões do deserto irão mata-lo assim que sair da cabana…

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O que o velhinho não previu fora que Jack iria tirar de uma sacola os restos dos escorpiões-robôs que destruíra no caminho. Assim, Soule nem deixa Jack falar e inicia o seu relato. Afirma saber que Jack é oriundo do passado e necessita voltar para evitar o atual estado de coisas. Para tanto, Jack irá precisar de uma magia muito poderosa: as Linhas do Tempo. E conta a história do que se trata esta bendita magia…

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Pelo relato, no início dos tempos, os deuses criaram a Corda das Eras para marcar o tempo. Então Aku, precisando dominar a arte mágica de viagem temporal, roubou a Corda das Eras aprendeu tudo o que gostaria de saber. Com o intuito de evitar que os outros também dominassem este conhecimento, destruiu a Corda, fazendo-a em pedaços. Mas o vilão não sabia que as fibras restantes permaneciam com o poder mágico. Soule afirma que, ao encontrar uma das Linhas, esta direcionará Jack para achar as demais e reconstruir a Corda, tendo, portanto, o poder necessário para voltar no tempo. E Soule sabe onde está a primeira Linha: em um lugar afastado do deserto, encontrará uma entrada para o seu prêmio.

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E assim o Samurai parte e encontra o que procura. A bendita entrada nada mais é do que um buraco no chão, cheio de teias e guardado por uma Aranha arrogante. O guarda-aranha alega que somente guerreiros podem passar pela entrada e ameaça Jack, gritando que é um lutador treinado em artes desconhecidas pelo Samurai. Bom, nem é mostrado como, mas nosso herói derrota o abusado com grande facilidade…

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A seguir, Jack cai no buraco, literalmente. Quando se ergue, descobrimos que o lugar é uma espécie de Saloon e mais um Aranha afirma que finalmente chegara mais um guerreiro para lutar na arena. Inicialmente, Jack reluta, mas ao avistar a Linha do Tempo presa em uma teia de aranha, decide entrar no jogo. Cinco guerreiros são apresentados e o Aranha pede para que o ‘rabo de pônei’ escolha a ordem pela qual irá lutar contra eles. Jack saca que, caso enfrente um a um, mesmo sendo um guerreiro melhor do que os outros, ao final estaria cansado e fatalmente perderia a luta. Assim, decide enfrentar os cinco simultaneamente.

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Apesar da surpresa do Aranha, o pau come solto. Destaque para a sátira ao Wolverine, onde um dos lutadores é baixinho e se diz o melhor. As garras saem da cabeça e o bendito desfere apenas um golpe, mas cai de ponta-cabeça, prendendo as garras no chão e ficando impossibilitado de sair do lugar.

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Como esperado, Jack vence, apesar das dificuldades. Ao fim da luta, quando o Samurai diz ter derrotado todos os guerreiros, o Aranha diz que não, pois ainda falta ele. Jack e o Aranha se encaram por um longo tempo, em silêncio. O vilão começa a suar, mostrando nervosismo até que finalmente declina da luta, alegando ter visto o coração de guerreiro do Samurai e que iria acabar sendo derrotado.

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Por fim, Jack reclama seu prêmio e pega a Linha do Tempo, terminando assim a hq…

fim

Comecemos as análises pelo traço de Andy Suriano. Para o bem e para o mal, o artista emula o traço característico da animação, conseguindo, em alguns momentos, deixar algumas diferenças evidentes, justamente para marcar ‘território’. O estilo cartunesco flui relativamente bem, destacando o uso das cores em momentos importantes para evidenciar situações-chave. É uma questão particular de cada um, mas em minha opinião funcionou muito bem.

Em relação ao enredo de Jim Zub, fica difícil uma avaliação isenta ou imparcial. Sou muito fã da animação e meu julgamento, por mais que não queira, acaba enviesado, ainda mais por manter o espírito original, mesclando todas as características que fizeram gostar tanto do desenho animado. O Jack silencioso, direto e honrado está ali, bem como algumas cenas de humor. A missão é clara e tem os ‘aperitivos’ habituais, com magia e tecnologia intrínsecos, além de criaturas das mais diversas e esquisitas.

Enfim, o saudosismo impera. Apesar de não ser assim tão antigo, em nove anos, muita coisa mudou na vida deste vosso escriba e não há como negar alguns avanços e ganhos pessoais. No entanto, fica o resquício de um período com bem menos responsabilidades e algumas pequenas frivolidades que jamais retornarão. Mais do que uma resenha sobre uma hq, praticamente voltei no tempo a um momento bem particular da minha vida. Obrigado Samurai Jack, ontem e hoje trouxe um sorriso a um rosto um tanto cansado.

Desculpem, mas a nota só pode ser 10.
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