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Aproveito o período de férias e deixo um pouco a audiência de lado. Será que após 4 edições, o bom Samurai mantêm o ritmo? Clica aê e confira na Resenha Enxuta: Samurai Jack #2-4...

Pois bem, caros Enxutos, há alguns meses publicamos a Resenha Enxuta: Samurai Jack #1 onde o saudosismo imperou neste vosso escriba, fazendo que a análise fosse mais parcial do que o habitual. Agora espero conseguir algo mais impessoal (se é que é possível)… vejamos se consigo. Enfim, para quem não sabe, ou não se importa, a primeira edição nos mostrou que Aku havia roubado a Corda das Eras dos deuses, aprendido tudo sobre a magia da viagem no tempo, destruindo-a no final do processo. Ou assim imaginou… o fato é que as fibras que sobraram mantiveram algum poder e, caso alguém consiga recuperar uma delas, conseguirá saber aonde as demais se encontram, podendo refazer a Corda das Eras e ganhando o poder de viajar no tempo. Ao cabo da primeira edição, Jack consegue recuperar uma fibra e agora está apto a conseguir as demais…

Recomendação do Sorg

Seguindo uma nova linha de resenhas, com menos spoilers, vamos a uma visão geral do que aconteceu aqui, antes da análise propriamente dita. Como esperado, em cada edição, Jack se defronta com um novo desafio para encontrar mais um Fio da bendita Corda das Eras. Na segunda edição, o bom Samurai acaba se confrontando com gatos irmãos gêmeos que dominam um vilarejo. De posse de um fio cada, os irmãos são os guerreiros perfeitos, atuando em perfeita harmonia na luta. Com este poder, impõe o terror e dominam com mão de ferro a população do vilarejo. Inicialmente, Jack leva um surra, mas, com a ajuda do Fio (sim, o artefato ‘fala’), descobre o segredo dos gêmeos, quebra a conexão existente entre eles e os derrota.

O terceiro (e melhor até agora) nos brinda com Jack chegando a uma cidade ‘Romana’ após passar por uma área com uma névoa densa. Curiosamente a cidade tem um clima perfeito e as pessoas não ‘veem’ nosso bom Samurai. Então, eis que surge o campeão da aldeia, Gloer, O Grande. Ao ver a bondade e honra no guerreiro, Gloer lhe dá as boas vindas, oferecendo abrigo e comida ao viajante. Alegando que as pessoas não cumprimentaram Jack por serem orientadas a não falar com estranhos, Gloer se mostra um bom amigo. No entanto, quando a cidade é atacada por diversos robôs de Aku, uma verdade inesperada se revela.

O quarto e último episódio desta resenha, mostra Jack indo a um reino extremamente frio, onde uma Rainha governa seus súditos com mãos de ferro. Ao se defrontar com a injustiça e não se ajoelhar defronte a Rainha quando esta surge na aldeia, Jack é preso e forçado a trabalhar na cozinha do castelo, preparando os quitutes para o 88 aniversário da mandatária. Nem é preciso dizer que novamente um dos Fios está envolvidos no processo, dado que a Rainha tem uma beleza eterna (além de inúmeros guardas robos que controlam os cidadãos). Com ajuda de seus Fios cada vez mais fortes, Jack consegue escapar e desmantelar este reinado de terror.

Enfim, as análises e, como habitual a la Jack (não este, mas o londrino), vamos por partes. O traço de Andy Suriano segue os mesmos moldes daquilo visto na primeira edição. Segue uma linha simplista e próxima ao desenho animado, apesar de possuir o traço um pouco mais ‘sujo’. Considerando a linha cartunesca evidente, até que o trabalho funciona, principalmente quando tenta emular as ‘tomadas’ existentes na animação. Dado os objetivos do quadrinho, curti. Não atrapalha, apesar de achar que em alguns momentos poderia ajudar um pouco mais.

Mesmo após passada a euforia inicial, ainda tenho dificuldades em uma análise mais imparcial do trabalho de Jim Zub no enredo. Sem ousar muito e fazendo o básico, alinhado ao espírito da história original, o autor consegue manter um ritmo bacana com uma hq redondinha. Para ser sincero, a bem da verdade, dada a qualidade da animação, não há mesmo muito a inventar, bastando manter o básico. Neste quesito, Jim consegue emular as características básicas do desenho, onde existe o sentimento de honra e lealdade, misturado a doses de humor, com lutas, magia e tecnologia. Assim, usando os cenários com liberdade criativa, os diversos reinos e aldeias representam desde westerns até o período romano, tudo isso dentro do contexto da história principal.

Assim, como escrito anteriormente, o terceiro episódio foi o melhor até o momento, quando conseguiu ‘humanizar’ os sentimentos do coadjuvante. Não chega a emocionar, mas ficou evidente ser uma história um pouco mais densa. As demais, para não dizer que só escrevi sobre as flores, ficam um pouco abaixo no quesito humor, ainda mais ao se comparar com a primeira edição.

Enfim, para um saudosista como este vosso escriba, a hq é um prato cheio. Considero que os fãs da animação original podem ficar tranquilos, pois está a altura do desenho. Talvez para os novatos, a coisa seja um pouco diferente, dado as peculiaridades do quadrinho e da história, ainda mais sem o background de quem viu na tv anos atrás. Mesmo para estes, creio que vale uma conferida. Aos velhacos, leiam e torçam para que um dia isto venha a se publicado em terra brasilis. A criança dentro de você (ou o jovem, pois não era tão novo assim quando assisti) agradecerá.

Nota 9,0 (um pouco mais realista do que a primeira edição, mas ainda bastante ‘empolgado’)

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