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Senão podemos ressuscitá-la, usemos uma versão alternativa…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes. Para quem não sabe, ou não se importa, durante a megassaga aracnídea Spider-verse, o ‘amado’ Dan Slott abriu a caixa de Pandora de um multiverso amplo e irrestrito com as mais diversas versões do Homem Aranha. Assim, de uma tacada só, foram validadas todas as versões animadas, de video-games, de tirinhas de jornal, de propagandas, incluindo até mesmo o impagável Aranha Japonês com o Leopardon. Nesta toada, a Marvel não satisfeita com o ‘enxame’ de Aranhas, decidiu unir o útil ao agradável: criar uma versão feminina do herói (modinha atual), teen e de uma das personagens mais icônicas do universo aracnídeo. Daí surgiu a Spider-Gwen e esta nova mensal.

A origem é pincelada novamente, próximo ao que foi visto na mini Edge of Spider-Verse: Gwen Stacy Spider-Woman, onde ela é quem é picada (ui) pela Aranha. Nesta realidade, Parker é um loser que tenta se inspirar na heroína e acaba virando o Lagarto, morrendo em um confronto com sua amada Stacy. Os eventos aqui narrados não fazem menção a saga ‘slottiana’ e já partimos com Gwen vivendo pela primeira vez sozinha e tendo suas responsabilidades postas a prova, a despeito da preocupação do seu pai, Capitão Stacy. O Capitão, por sinal, é afastado do esquadrão que caça a heroína, sendo substituído por ninguém menos que Frank Castle. Tudo é posto a prova quando ataques de Lagartos são relatados por toda a cidade e nossa heroína vai ao encalço dos acontecimentos, muito ainda se culpando pela morte de Peter. Ao fim e ao cabo, desconfia-se que Curt Connors está por trás disto tudo, entretanto em uma emboscada a jovem loura acaba cercada por dezenas dos répteis. No último instante, a ‘surpresa’ se faz:

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As análises. Robbi Rodrigues tem um traço mais cartunesco que segue bem a ideia proposta de ser uma história leve e rápida, ‘cool’, igual a personagem. Jason Latour, o escritor criador da criatura, ‘brinca’ com as similaridades e diferenças entre as realidades, pescando aqui e acolá um ou outro personagem familiar. O problema, pelo menos a médio prazo, é que isso por si só não se sustenta. Logo teremos o fim do efeito ‘surpresa’ ou ‘oh, como ele é nesta realidade’ para a necessária boa escolha de enredo. Este começo emula um estilo light, meio que transformando o Peter ‘clássico’ em uma jovem contemporânea e com todos os atributos aí associados. Provavelmente é bacana para um leitor(a) jovem. Para início de conversa foi ok, mas realmente há de se ‘libertar’ do estigma ser um aranha feminino com as mesmas histórias contadas de forma levemente diferente, caso contrário…

Nota 6,0 / 10

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