E a temporada de #1 não termina nunca mais…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes. Miguel O’Hara, aquele mesmo lá da agora longínqua década de 90, está de volta novamente mais um vez de novo em um título #1. Para quem não sabe, ou não se importa, oriundo da fase Superior Oquinho, Miguel acabou caindo no ‘nosso’ tempo com a missão de evitar a destruição de 2099 por conta da quizumba temporal que vai/aconteceu. Na verdade, inicialmente precisava evitar que seu avô fosse morto e que, por conta disso, a Alchemax (antiga Oscorp) deixasse de existir no futuro. Entre idas e vindas, Spider-verse e Secret Wars no caminho, a missão mudou um pouco, mas o resultado final é o mesmo esperado: salvar 2099 da realidade atual nua e crua.

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Segue o Baile. Em Amazing Spider-Man #1, descobrimos que Miguel está cansado do séc. XXI e sua barbárie cada vez mais implacável. Com medo de se tornar um justiceiro igual ao Justiceiro (ahn, ahn?) decide abandonar o manto e viver sem o lado heroizístico. Para tanto, aceita um trampo na Parker Industries e leva uma vida ‘normal’, dentro do possível. Entretanto, aparentemente após alguns meses, acaba participando de uma espécie de ‘Olimpíadas do Faustão’ onde quebra todos os recordes do programa, sem muito se preocupar com o que as pessoas iriam dizer sobre suas habilidades extraordinárias. Acaba sendo chamado a atenção pelo ‘patrão’ Tony Star… digo, Peter Parker, e logo descobrimos que tudo não passa de influência direta de sua namorada, Tempest. Peter chega a lembra-lo de que fizera alguns aprimoramentos no uniforme, mas Miguel é taxativo em sua desistência e que nada atrapalhará seu trabalho.

Recomendação do Sorg

No desenrolar da história, descobrimos que O’Hara desenvolveu um portal do tempo e viaja à 2099 com frequência para saber se tudo voltou ao normal (é claro que não) e lá uma tribo selvagem domina a NY futurista. Além disso, também ficamos sabendo que Roberta Mendez, aka Capitã América 2099, está no presente só que desmemoriada (não sei o porquê, não li Secret Wars 2099).

Por fim, Marc Gargan e Tiberius Stone (avô de O’Hara) armam altos planos e aventuras para construir uma nova prisão para o governo, sendo que este tem objetivos, digamos, style Guantanamo para esta. Ao final da revista, Tempest e Miguel estão em um jantar romântico. Quando a mulher de cabelo rosa vai dizer ao O’Hara que está grávida, um veículo atinge em cheio o restaurante onde estava o casal, ocasionando uma explosão e ferindo-a gravemente.

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As análises. Will Sliney tem um traço razoavelmente detalhado, mas apresenta pouca ‘mobilidade’, sempre parecendo que os personagens estão em poses estáticas. Tem boas proporções, carregando um pouco nas sombras, apesar de não ser nada que comprometa. Como tudo é gosto particular de cada um, não chega a ser um dos meus preferidos. Dá para o gasto.

Peter David faz uma história com o protagonista sem usar uniforme. A proposta do gancho-preview foi interessante e o escritor consegue levar uma hq sem ‘ação’ direta, mas posicionando o leitor daquilo que está por vir. A situação do final, apesar de clichê ao extremo, deixa novamente uma ponta solta que pode fazer você leitor a querer continuar lendo para saber o que aconteceu e o porquê destes acontecimentos. Ou não. Digamos que saiu um pouco do lugar comum, explorando mais o lado ‘humano’ do personagem e isso pode causar estranheza a quem não esperava por uma revista de herói, sem o ‘herói’.

A pergunta que muitos farão, principalmente os leitores da resenha da Spider-Gwen: porque gostou mais desta se aquela tem o mesmo princípio, mas com personagens de 2099? A resposta é mais simples do que imagina. Assim como a Spider-Gwen, o Aranha 2099 também começou explorando o lado ‘oh, olha só como eles são nesta realidade’. Com o tempo (coisa que torço para Latour fazer na Gwen), David foi construindo sua própria mitologia, saindo do lugar comum de contar a mesma história com nuances diferentes. Há similaridades? Sim, há, principalmente por conta do personagem título. Entretanto, apesar de interlaçado naturalmente com o Homem Aranha, Miguel tem vida própria e ‘anda’ com suas próprias pernas.

Vale ou não vale? Se gostava do Aranha 2099 noventista, as diferenças são perceptíveis, mas ainda vai curtir. Se não curtia, não vai ser agora que vai gostar. Por mim, não foi um recomeço espetacular, mas In Peter David eu Trusto.

Nota 7,0 / 10

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