Resenha Enxuta: Star Wars – Marcas da Guerra

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Chuchus, sabem o universo expandido de Star Wars? Não? Bão, senta que lá vem história.

Para os jovens padawans que tiveram sua primeira experiência cinematográfica com Star Wars: O despertar da Força, universo expandido é tudo aquilo relacionado a Star Wars fora dos filmes: games, livros, quadrinhos, jogos de tabuleiros, animações, curtas e tal. O que acontece é que quando a Disney comprou a franquia de George Lucas, eles resolveram desconsiderar esse universo, com a desculpa de não se sentirem na obrigação de seguir aquilo que já havia sido criado para continuar os filmes. Para esse material foi criado o selo Legends, que pode fazer parte do universo oficial (canônico) da franquia ou não (dependendo da sua cronologia pessoal). A partir daí, a Disney começou um novo universo expandido, agregando conteúdo na novela mexicana espacial (haters gonna hate). Então, quando virem algum livro da Aleph S2S2 com a faixa amarela Legends na capa, você já sabe do que se trata (pronto, pode ir pagar de fodão para os seus amiguinhos).

Voltando a vaca fria, Star Wars: Marcas da Guerra faz parte do novo universo expandido da franquia e, obviamente, é sobre ele que essa resenha trata, oferecida pela excelente Editora Aleph.wending

Escrito por Chuck Wendig, o primeiro livro da trilogia Aftermath se passa logo após a Batalha de Endor do Episódio VI. O Imperador está morto assim como Darth Vader, a nova Estrela da Morte exprodiu e o bem venceu o mal e espantou o temporal.

Nesse contexto, Wendig nos mostra os primeiros passos da galáxia sem o controle da mão de ferro do Império.

A narrativa se foca no planeta Akiva, situado na orla exterior. Lá, um grupo de imperiais se reúne para tentar organizar o que sobrou da organização e dar novos rumos à ditadura galática. Porém essa reunião secreta possui o mesmo nível de eficiência das estrelas da morte e não passa despercebida, colocando Jas Emari, uma caçadora de recompensas na parada.

Paralelo a isso, temos Wes Antilles, antigo líder vermelho de um esquadrão rebelde capturado pelos imperiais, Sinjir Rath Velus, ex oficial imperial, Norra Wexley e seu filho Temmin, todos eles com suas próprias agendas em Akiva.

A narrativa de Wendig joga a maioria dos personagens separadamente para amarrá-los no clímax final do livro e isso funciona a contento. Obviamente há um porém nisso e o mimimi começa agora:

Há vários personagens interessantes na narrativa, como a Almirante Rae Sloane, de longe a mais bem construída do livro. Jas Emari também funciona bem e, ao término da leitura, fica a vontade de ler mais histórias sobre suas caçadas. Mas, do outro lado da balança, há personagens / longos seguimentos da narrativa que são desinteressantes. Norra e Temmin são OK mas a dinâmica deles é clichê e enfadonha. Sinjir é o Han Solo de Wendig e isso acaba enchendo o saco em determinado ponto da leitura (aliás, porque todo escritor de Star Wars TEM que ter um Han em suas histórias, estando o personagem presente ou não?) e Antilles, que se apresenta na narrativa de forma interessante, some e volta muitas páginas a frente, quando eu já nem lembrava mais que ele estava na história.marcas-da-guerra

Como esse livro faz parte do novo universo expandido e a capa do mesmo diz Jornada para Star Wars: O Despertar da Força, durante toda a leitura eu esperei por algo que tivesse um elo de fato com o novo filme e…. Isso não acontece. Não há nada em Marcas da Guerra que faça ponte com o novo episódio da franquia e isso é meio frustrante.

Para fechar o mimimi, há interlúdios de Wendig durante os capítulos que, nesse primeiro momento, não acrescentam em nada para a leitura e acabam se tornando chatos.

Do lado bom da balança, há muita pontos bem interessantes na narrativa, como a Nova República usar o serviço de caçadores de recompensas para otimizar o fim definitivo de seus antagonistas, o resto do alto escalão do Império tentando se organizar e sendo frustrado por seus próprios egos e a explicitação que Palpamito usava sindicatos criminosos para manter a ordem na galáxia, como o Sol Negro e os Hutts.

A narrativa per se de Wendig também é muito boa, como se a leitura fosse um amigo te contando uma história do universo de Star Wars e isso ajuda bastante a passar pelas partes mais desinteressantes do livro.star-wars

Fechando a conta e passando a régua, é uma leitura OK. O mérito fica por conta da forma como o autor escolheu em contar sua história mas, no geral é mediano com potencial de melhora. Tá de bobeira sem nada para ler? Vai fundo. Agora, se sua pilha de leitura estiver relativamente tensa, pode esperar um pouco.

Antes de encerrar e você voltar para a navegação anônima para vocês sabem o que, vale citar o trabalho da Aleph. Esse blog pobre porém limpinho recebeu uma cópia não revisada do livro algumas semanas antes da estréia do filme. Uns dias depois, a editora nos manda isso aqui:

Sinceramente desconheço se esse material está a venda ou só faz parte da campanha de divulgação do mesmo. Só sei que a caixa é simplesmente linda e o spary com o decalque que acompanha a edição definitiva do mesmo é uma excelente sacada.

Um sincero parabéns para a Editora Aleph pelo excelente trabalho.

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