Resenha Enxuta: Star Wars – Rogue One

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Finalmente um filme de Star Wars que faz jus ao nome.

Caros enxutos e camaradas, como vão vocês? Aposto que todos estão ansiosos para receber o 13°, para as piadinhas idiotas de “pavê ou pra come?” (- Não, tio, é Paçoca. Pra socar no seu c…) ou aquele previsível amigo secreto da família, certo?

Não? Ah! Verdade! Tem o novo Star Wars, o “Rogue One”…

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Mais um filme que vai mexer no passado de Star Wars? Vish…

Admito que não estava dando bola para o filme, pois, da última vez que mexeram com o passado da franquia, a coisa ficou mais feia do que a cara dos redatores desse site. Claro, os trailers estavam bem legais, mas Zack Snyder me ensinou que “trailer é trailer e filme é filme”, por isso, me afastei do filme para não sair magoado e para não me esquecer da emoção que senti ao ver o “Despertar da Força”. Tudo estava bem até que o BdE foi chamado para a cabine de imprensa do filme no Shopping Market Place e, como eu era o único enxuto paulista livre no momento, me candidatei a ver o filme. E que filme, meus amigos! Que filme!

Dirigido por Gareth Edwards, Rogue One é protagonizado por Jyn Erso (Felicity Jones), uma prisioneira do Império que é liberta por Cassian Andor (Diego Luna), um Rebelde que teve sua vida moldada pela guerra, e o K-2SO (Alan Tudyk), um androide reprogramado e extremamente escroto. Os três se juntam para resgatar o pai de Jyn, Galen Erso (Mads Mikkelsen), um cientista que é a chave para a criação da Estrela da Morte. Além deles, o filme conta com um elenco de personagens extremamente interessantes, como o Bodhi Rook (Riz Ahmed), um desertor do Império e amigo de Galen, Saw Gerrera (Forest Whitaker), líder radical e “mentor” da Jyn, e os irmãos massaveios Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang).  Ah, sim, o filme tem o Darth Vader e ele está mais assustador do que nunca.

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Sabe aquele filme que você vai ver sem nenhuma expectativa e sai do cinema mais animado do que o Inferno em rodízio de carne? Rogue One é exatamente assim. O filme se passa entre o episódio 3 e 4, sendo que ele lembra muito mais um filme da Segunda Guerra Mundial do que um Star Wars da vida. Calma, as naves, os alienígenas, os Stormtroopers vesgos e tudo de legal de Star Wars está lá, mas, dessa vez,  ao invés de lutas entre Jedis e Siths, o foco do filme é na guerra dos Rebeldes contra o Império, dando um ar mais maduro ao filme. Não seria exagero dizer que Rogue One é o Bastardos Inglórios de Star Wars, mas sem toda a violência gore e o humor negro do longa do Tarantino. O longa em si age independente dos outros filmes, coisa que é ideal para quem nunca se aventurou no mundo criado por George Lucas, mas sem deixar de lado várias menções e homenagens aos antigos filmes, fazendo os fãs sorrirem de orelha a orelha. Apesar do clima de guerra e de tristeza, o filme passa uma mensagem bonita e que faz bastante sentido nos dias de hoje, principalmente no Brasil.

No quesito de atuações, o filme não faz feio: Donnie Yen e Diego Luna roubam a cena, dando todo o peso dramático e personalidade aos personagens. O restante do elenco também mandou muito bem, mas o único ponto fraco no filme é justamente a Felicity Jones, que atua sem muita vontade, o que tira um pouco do brilho do filme. Ela tinha tudo para ser uma nova Imperatriz Furiosa da vida, mas sua atuação foi mediana. Os efeitos especiais são de dar tesão, de tão bem feitos e belos, e o 3D só realça ainda mais todos os detalhes, cores e texturas do ambiente. Destaque para a trilha sonora, que apresentou novos temas ao rico catálogo musical de Star Wars.

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Felicity, sem ofensas, mas meu joelho tem mais expressão do que você.

Resumindo: Assistam ao filme, revejam e revejam, até sair de cartaz, aí comprem o DVD, o Blu-Ray ou qualquer outro formato que não seja pirata, pois esse é o tipo de longa que merece se gastar dinheiro. Rogue One é, sem sombra de dúvida, o melhor filme do ano e, ao lado do episódio 5, é o melhor longa da franquia. Matem as festas de fim de ano e vão logo assistir ao filme, pois garanto que vai ser bem melhor do que ouvir a piada do pavê pela milésima vez!

NOTA: 9,5.

P.S. 1:  Levem alguns lencinhos e óculos escuros para depois da seção. Vocês vão precisar.

P.S. 2: Eu não posso terminar o post sem falar da inusitada experiência de ir a uma cabine de imprensa. Fiz jornalismo por três anos e meio e, ver um monte de profissionais da área discutindo cinema, se conhecendo ou simplesmente curtindo o filme, foi algo que me deu mais vontade ainda de voltar para a faculdade e terminar os estudos.

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