Olar, amiguinhos! Estou de volta – na verdade eu nunca fui, só estava passando algumas temporadas em meu cativeiro gelado – e dessa vez com uma indicação (ou não) do livro Star Wars – Tarkin. Sigam-me os bons.

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Lançado pela nossa querida amiga Editora Aleph, o romance Star Wars – Tarkin, escrito por James Luceno – veterano dentro do gênero – já está dentro da lista de livros que englobam o novo cânone da saga, fazendo parte do Universo Expandido Oficial e tenta contar um pouco da história por trás do grande Governador Tarkin.

Pra quem não lembra, Wilhuff Tarkin era um oficial de confiança do império e tinha o título de Moff – título concedido a comandantes e administradores de alta patente dentro do Império Galáctico. Apenas Tarkin e mais um ou dois tinham esse título – e foi o braço esquerdo do Imperador Palpatine durante a construção da primeira Estrela da Morte. Digo esquerdo, pois vocês devem imaginar quem era o direito.

 A história se passa cinco anos após o golpe contra a República e começa após um ataque misterioso em uma das bases secretas sobre o projeto da Estrela da Morte.  Vale também ressaltar que o romance fica alternando entre o presente e momentos da infância e adolescência de Wilhuff, onde explicam um pouco melhor como foi a sua criação e dá uma ideia de como ele se transformou no comandante implacável e metódico que chamou a atenção de Palpatine.

Recomendação do Sorg

Tá legal, protocolos e tramas iniciais à parte, vamos ao que realmente interessa e falar um pouco de como a história se desenrola. Não se preocupa que não darei spoilers.

Quando a Aleph me mandou este livro, confesso que fiquei bem empolgado e um pouco intrigado. Ora, Tarkin é um personagem subaproveitado nos filmes e mesmo assim, conseguiu se mostrar um personagem muito rico e acabou deixando aquele “gostinho de quero mais”. Ter a oportunidade de conhecer mais sobre ele me pareceu algo muito interessante.

 Toda essa expectativa vai por água abaixo já nos primeiros capítulos do livro. Sim, o livro é uma história mais política e James Luceno mostra que entende muito do assunto. Menos ação e muito mais falatório. Eu aceito isso. O que fica difícil de aceitar é que ele nos apresenta uma história que até cerca de 1/3 dela, é extremamente desinteressante. A narrativa chega a ser chata em certos pontos. Aposto que se esse fosse o primeiro manuscrito que Luceno entregasse para uma editora, eles não iriam comprar o seu livro.

 A ideia de alternar entre o presente e o passado de Wilhuff em seu planeta natal Eriadu é ÓTIMA, mas foi desenvolvida de uma maneira muito estranha onde os ritos de passagem e situações que o personagem passa descaracterizam totalmente o mesmo. Em certos pontos do livro, não parecia que eu estava lendo sobre Tarkin e sim sobre Kraven , o caçador. Principalmente nos momentos que se passam na Carniça – um local que os filhos eram enviados em Eriadu, para testar a sua sobrevivência. Apenas os fortes e disciplinados voltavam com vida. Digo isso, pois esses acontecimentos transformariam Tarkin em um personagem bem diferente do que o que conhecemos na sua fase adulta, por isso fica essa sensação de que estamos lendo dois personagens diferentes.

Apesar das incongruências dentro do personagem, o passado é mais interessante do que a história que se passa no presente e isso é outro problema. Muitos – e quando digo muitos – são MUITOS personagens que só servem para você ter que decorar nomes e que poucas vezes acrescentam coisas de fato para a história, junto com uma história que na maior parte do tempo acontece de uma forma muito arrastada.

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A história ganha um pouco de força quando Darth Vader entra em cena e temos alguns momentos muito interessantes entre os dois, com debates e demonstrações de inteligência e deduções, movendo a história de uma maneira mais interessante à partir de certo ponto. Mas é o que o nosso querido Eunuco fala: “Uma rosa no meio da merda, ainda é uma rosa no meio da merda”. É muito pouco. Quando esses pequenos momentos bons acontecem, você já está totalmente disperso e só termina a leitura pra descobrir o que acontece no final, não por estar curioso pela história, mas só por terminar mesmo.

E antes que venham dizer que “ah, mas um livro político tem a tendência de ser mais arrastado mesmo, etc…” Cara… A Trilogia Thrawn tem tanta ou mais política do que Tarkin, no entanto Timothy Zhan transcorre com maestria sobre o assunto, sem deixar a narrativa ficar chata e/ou sonolenta. Como disse antes, é claro que Luceno entende sobre o assunto, mas a sua narrativa (pelo menos neste livro) está muito chata.

 A edição da Aleph está muito boa, mostrando um cuidado nas traduções e adaptações e o acabamento do livro também está muito bem feito. Nada a reclamar nesta parte.

 Uma história com muito potencial que acabou não se traduzindo em um bom romance. Diria que não passa de mediano, infelizmente. A não ser que você queria muito saber mais sobre o passado do personagem, não recomendo este livro.

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Detalhe para o “Verbally bitch slapped Darth Vader” HUHUHAEUHAEUHEUA Ele faz isso algumas vezes no livro. E é hilário.

Nota – 5 de 10

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