Olha só enxutos, o sempre produtivo Mark Millar recém lançou uma nova HQ – Starlight – e obviamente é sobre isso que falaremos nessa resenha enxuta.

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Desenho da capa por John Cassaday

A história começa com Duke recebendo os méritos por ter deposto um tirano em um planeta alienígena. O terráqueo se sente constrangido por toda a festividade dedicada a ele, com direito a estátua do tirano indo ao chão e uma nova – sua – erigida em sua homenagem.

Muda a cena e temos um senhor (aparentemente Duke mais velho) levantando às 07:00 da manhã. Com um expressão de desconsolo, ele se arruma e parte junto com seu filho para o funeral de sua esposa. Incrédulo, a cerimônia é intercalada com lembranças suas com a esposa alguns meses antes do ocorrido. Ao fim do evento, acompanhamos seus dois filhos discutindo que nenhum deles poderia abrigar o viúvo pai. Com desculpas triviais, eles acordam que o pai tinha condições de se virar sozinho.

Um pequeno interlúdio e temos Duke novamente jovem se aventurando em um planeta estranho, em uma luta de esgrima com um vilão qualquer e derrotando-o com certa facilidade.

Duke e a Rainha Attala. Na edição final, o personagem teve os cabelos alterados para a cor preta
Duke e a Rainha Attala. Na edição final, o personagem teve os cabelos alterados para a cor preta

Voltamos ao presente e, um ano depois, Duke está em um mercadinho fazendo compras para o jantar de aniversário do falecimento de sua esposa. O mesmo é questionado por guris a respeito de suas aventuras espaciais. Durante o percurso de volta à sua casa e enquanto prepara o jantar, as cenas são intercaladas pelas suas aventuras vividas em outro planeta. Por fim, um de seus filhos liga em cima da hora avisando que não poderia comparecer ao passo que o outro não se dá ao trabalho de atender o telefonema de seu pai, ficando Duke sozinho em casa com a mesa preparada.

Recomendação do Sorg

Duke então se dirige a uma parede com vários recortes de jornal com manchetes noticiando seu retorno após anos desaparecido e suas incríveis histórias em um mundo alienígena. Logo abaixo, mais recortes da parede porém noticiando sua caída em desgraçada após ser ridicularizado pelas mesmas histórias. Um recorte mais abaixo mostra que sua esposa continuou ao seu lado mesmo com tudo que ele passou e novamente temos um novo interlúdio dele jovem em outro planeta. O mesmo se prepara para partir ao passo que a rainha Attalla pede para que fique e governe ao seu lado como seu marido. Duke prontamente recusa por causa de sua esposa na Terra. Fim do interlúdio e novamente acompanhamos o triste herói de volta em casa olhando com pesar a foto de seu casamento.

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Esse cena dá um aperto no coração. Detalhe que Duke de Goran Parlov lembra muito o Sr. Incrível da Pixar.

Ao fim, um tremor tira Duke de seus devaneios. Correndo para fora de casa, ele se surpreende com o pouso de uma nave alienígena em seu gramado.

Em linhas gerais, é um bom começo de história. É bem óbvio que  Millar quis criar um história típica da era de ouro / pulp. As aventuras do personagem, lutando com vilões com tapa olhos em lutas de esgrima, pulando acima de corredeiras, cavalgando feras aladas… Ora, até o nome do protagonista nos remete às histórias clássicas de ficção científica, fora o fato dele ser um piloto que é transportado para um mundo alienígena pacífico dominado por um tirano. Em um dos quadros, o desenhista Goran Parlov desenha Duke usando um capacete espacial tipo aquário. É de se destacar também a sensibilidade do escritor ao desenvolver todo o sofrimento de Duke pela perda da esposa. Para um cara conhecido pelo massaveísmo, ficou realmente tocante.

Esse clima da HQ, aliado aos ótimos desenhos funcionou muito bem, criando um excelente homenagem aos clássicos da ficção.

Nota 8

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