Na segunda edição de Superfilhos, a dupla invade a Lexcorp para tentar descobrir a verdade sobre o vírus Amazo.

Um prólogo: aquela família que vimos na primeira edição de Superfilhos (resenha aqui) está de volta. Eles estão brincando de esconde-esconde e Reggie está decidindo quem vai procurar primeiro. A família está escondida nos poucos lugares disponíveis no único cômodo e completamente aterrorizada. Reggie acha e assassina o irmão mais velho, o pai, a mãe e poupa a irmã mais nova. Depois, diz que acha que o jogo não está justo, por que eles estão em maior número e se divide em três e ao fazer isso diz: “Vamos ver o que Sara acha do… Kid Amazo.”.

Corta pra Lexcorp, em Metrópolis: Superboy e Robin tentavam se infiltrar na surdina na Lexcorp, mas foram descobertos pelo Super-Lex. Luthor pergunta qual deles vai explicar aquilo. Damian faz uma piadinha dizendo que apesar de tanto poder, ele ainda não conseguiu curar queda de cabelo. Luthor diz: “ Amanhã é dia de aula. As crianças não deveriam estar na cama?” e manda os dois darem o fora do prédio dele. Damian responde: “Já que insiste.”, só que ao invés de ir embora, pega no pé de Jon, arremessa o amiche para baixo e avisa a Luthor que ele não sabe voar. Luthor corta a corda em que Damian estava pendurado e vai ao resgate de Jon. Enquanto Luthor salva Jon, Damian invade a Lexcorp. Luthor diz a Jon que ele tem muito o que explicar e sugere que ele conte quem eles são. Jon dá um chutão nele, diz que eles não são ninguém e foge correndo.

Corta pra Damian, que já está dentro da Lexcorp: ele descobre que existe um andar oculto e vai até lá. Do lado de fora, Lex captura Jon. O muleke inventa uma desculpa esfarrapada dizendo que eles são apenas fãs que escaparam de um orfanato para conhecer o maior herói de todos: o homem que se transformou no Superman de Metrópolis. “Ah, é mesmo? Então por que o seu amigo está plantando explosivos no meu laboratório agora? – pergunta Luthor. Jon finge não saber do que ele está falando, mas Luthor voa com Jon para dentro do prédio e encontra Damian. Luthor destrói o explosivo que Damian estava armando, mas na verdade, era apenas uma distração para que ele não descobrisse as outras onze bombas que ele armou.

Damian deixa Luthor literalmente com essa “bomba” na mão, cata Jon e mete o pé. Do lado de fora, ele conta que as impressões digitais levam aos laboratórios S.T.A.R. e que Jon foi uma distração incrível. Jon fica fulo da vida e diz que Damian só está usando ele para ajudá-lo. Damian diz: “Tanto faz. Eu já consegui o que queria.”. Jon diz que ele foi pego pelo Luthor enquanto plantava as bombas e que ele se acha muito legas, mas não é nem um Batman meia-boca. “Tem razão. Eu sou melhor.” – responde Damian enquanto mostra um Bat-Tablet cuja tela mostra que ele está baixando o log completo de segurança da Lexcorp. Alguns minutos depois, eles estão analisando as filmagens das câmeras de segurança e descobrem um menino (o Reggie lá do início) encontrando um androide e fazendo algo com ele. A câmera perde o sinal depois disso. Observando melhor a filmagem, eles notam que o tal menino se dividiu em quatro e estava em partes diferentes do prédio ao mesmo tempo. Jon quer ir embora, mas Damian usa o banco de dados de reconhecimento facial do Batman e descobre quem é o tal menino.

Damian e Jon vão de moto até a última localização da família. De acordo com o artigo que Damian descobriu, o menino e toda a sua família ganharam poderes com o vírus Amazo no ano passado, mas acabaram por desaparecer sem deixar notícias nas últimas semanas. Eles entram na construção e encontram o lugar onde a família ficava. Jon sugere que eles chamem os pais e contem o que fizeram, mas Damian diz que não vai entregar o caso pra eles ou pra Liga e que seu pai já está em cima dele por causa do lance dele com os Titãs. Entre uma briguinha e outra, eles vasculham o lugar e acabam encontrando os integrantes mortos da família de Reggie. Jon fica horrorizado com o que vê e diz que vai chamar o pai. Damian quer continuar com o caso e tenta impedir Jon, que dá um “chega pra lá” nele e se manda.

Depois de se recuperar, Damian examina o lugar e constata que há cinco cadeiras e apenas quatro corpos. Longe dali, Jon anda pela floresta, encontra uma garota perdida. Damian vê uma sombra atrás de si e pensa que é Jon, mas na verdade é o Superman. Jon se aproxima da menina e diz que está ali para ajudar. No galho de uma árvore, Batman observa a cena. E assim, chegamos ao fim dessa edição. Vámonos as análises?

O roteiro de Peter J. Tomasi continua excelente e percebo que a história adquiriu um tom mais sério, porém ser perder a pegada leve, divertida e cheia de birrinhas e disputas entre os Superfilhos. Gostei do que li. Nota 8,0.

Na parte artística, o traço de Jorge Jimenez é perfeito para a história. Seu estilo é bem limpo e por isso, a arte colabora bem com o roteiro. Destaque para as expressões faciais e proporções corporais. Alejandro Sanchez continua mandando bem nas cores. Nota 8,5.

Bem, Enxutada… taí a Resenha Enxuta de Superfilhos #02. O que acharam dessa edição? MIMIMIzem aê nos comentários. O que eu acho? Que é uma das melhores revistas da DC. Tomasi está sabendo trabalhar bem a relação tumultuada de Damain e Jon e isso, é um reflexo da tensão entre Bruce e Clark. Estou gostando da revista e darei continuidade a leitura e a Resenha da mesma. Até a próxima!!! See ya later, bitches!!!

  • o Inconcebível Bob Balburdia

    Good resenha, GRUUT!

    • vlw! É nóis!

  • JJota

    Ver isso me faz me sentir naqueles idiotas anos 50, onde todo tipo de história estapafúrdia tinha espaço por conta da vigilância do Comic Code.

    Daqui a pouco tem um título com o bat-cão, o super-cavalo e… Não, pera!

    • Eduardo

      Mas nos anos 50 não podia ter um “di menor” chacinando a própria família, a não ser nos Contos da Cripta.

      E para os “Melhorzinhos Do Mundo” ficarem djóia, a Sarah vira a Menina Maravilha e eles formam a Trindade Mirim…

      • Nessa história, o Jon pergunta por que binino Damião não o convidou para os Titãs. Ele responde: “Lá, eles não aceitam crianças.”. O Tomasi tá trabalhando bem o contraste entre a arrogância do Damian com a ingenuidade do Jon. Tô curtindo as histórias, mas bem que o Jon podia mesmo fazer parte dos Titãs pra gente não precisar ter mais uma revista com esse pé no saco do Damian.

  • Frogwalken

    E aí o Superpai faz um favor a HUMANIDADE e quebra o pescoço do Damian! =P

    Curti a história e boa resenha, Gruut! =D

    • vlw!

  • O_Comentarista

    Tá muito legal essa química da dupla, onde um é escroto e o outro o ingênuo.

    • Sim, também estou gostando da “quimica” reversa entre esses dois.