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O último episódio do arco Darkest Hour e a contagem regressiva para o fim do Superior Spider-Man começa nesta edição. Mais detalhes sobre o retorno do VERDADEIRO Peter Parker ao clicar aê na Resenha Enxuta: Superior Spider-Man #25

Pois bem, caros Enxutos, mais uma vez saio de minhas merecidas férias na Espanha e desta vez por uma boa causa (pelo menos para a audiência do BdE e o bolso do Sorg) para ‘cometer’ a Resenha Enxuta: Superior Spider-Man #25. Com o anúncio do fim da quinzenal Superior Spider-Man e o retorno de quem nunca deveria ter ido, nos resta a curiosidade de saber como Dan Slott fará para trazer o personagem de volta, fato este já bem delineado desde a edição #19. Enfim, para quem não sabe, ou não se importa, o atual arco mostra como o Oquinho, achando-se como sempre muito Superior, acabou sendo exposto ao simbionte e tornando-se o Superior Venom. Ao cabo da última edição, após um encontro ameaçador com o “Peter”, Mary Jane acaba ligando para os Vingadores e estes prometem ajudar com o tresloucado e incontrolável Oquinho/Venom (veja as edições anteriores aqui)…

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Sem mais delongas, aos spoilers. A hq começa com o Superior lidando com um crime em andamento de um grupo de vilões do segundo escalão. Com facilidade, o ‘herói’ consegue derrotar a todos, mas dá especial atenção aquele que considera o maior potencial de ameaça (Blaze, justamente por usar uma espécie de lança-chamas). Quando estava pronto para matar o vilão, eis que surgem os Vingadores. Os heróis pedem para que o ‘aranha’ se acalme, pois não querem o machucar, apenas ajudá-lo. Mas isso enfurece o Oquinho ainda mais e o pau come solto, com direito a uma luta equilibrada com o Thor…. pois é.

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Como habitual, Slott apresenta histórias em paralelo, intercalando com o fato principal da edição. Neste caso em específico, é mostrado como Robert Kingsley, o Duende Macabro Original (agora líder de uma ‘franquia’ no estilo Corporação Batman do mal), lida com as intervenções do Duende Verde. Como mostrado nas edições anteriores e reforçado nesta, o Duende Verde (identidade desconhecida) não fica satisfeito com o que o Macabro anda fazendo e comete diversos ataques as suas operações.

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Para conseguir isso, o Verde convoca novos ‘Duendes’, entre eles Ameaça e Phil Urich, agora chamado de Cavaleiro Duende. Este, sob orientação do Verde, acaba espionando a Ilha Aranha atrás de possíveis pontos fracos, acaba descobrindo falhas em seus protocolos de emergência, além de que alguns dos capangas do Superior começam a se questionar sobre os métodos do ‘herói’ e qual lado realmente ele está. Ainda no núcleo do Duende, Carlie Cooper sofre as consequências da exposição ao Soro do Duende e é renomeada “Monster”. Ainda sim, mesmo com sua personalidade alterada, Carlie não conta a identidade secreta do Aranha para o Duende Verde alegando não saber quem realmente é o vilão. Este afirma ser Norman Osborn, mas não tira a máscara, fazendo com que a Monster e nós não saibamos quem realmente ele é…

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Voltando ao embate principal, Oquinho convoca suas tropas e arsenal para ajudar a enfrentar os Vingadores. Os heróis então também pedem reforços, destacando a convocação do Homem de Ferro e este a negando para buscar uma forma de lidar com o simbionte junto ao Flash Thompson. Como visto na última edição, ele e o Cardíaco estão hospitalizados na Parker Industries, sendo que Flash tem uma ‘dependência’ física do simbionte (sem ele, morrerá). Usando seu conhecimento, Stark consegue ‘curar’ o ferimento do Cardíaco e desconfia da tecnologia utilizada pelo Peter em seu empreendimento. Por fim, planeja algo para levar Thompson até o simbionte para tentar salvar o ‘aranha’.

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De volta ao confronto principal, enquanto Thor é alertado sobre o sentido aranha pelo Capitão ‘Evans’ e diz que não se conterá mais, a luta é transmitida para toda Nova Iorque. Os cidadãos, então, passam a ficar ao lado dos Vingadores, dado que estes acabaram de salvar o mundo dos aliens (em Infinity). Uma revolta geral começa contra os diversos octo-robos-aranhas, com o populacho alegando que ninguém dera este poder ao ‘aranha’, sendo que este é pior do que a NSA (a agência de espionagem norte-americana), além de estar punindo com severidade algumas infrações menores.

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Fechando a Resenha. Tony Stark chega ao combate, mas de ‘cara limpa’. Isso confunde o Superior Venom o suficiente para que a armadura do HdF o ataque. Mas dentro dela temos o Flash, justificando o fato de que o Venom não conseguiu perceber o ataque. Desta feita, aproveitando que o ‘herói’ estava atordoado, Flash tenta recuperar o simbionte, sem sucesso. E chegamos ao clímax. Otto finalmente percebe que o simbionte está no comando e tenta de todas as formas se livrar da criatura. Crendo em sua força de vontade ‘superior’, Oquinho se surpreende por ter sido controlado e, pior, não conseguir se separar. E aí, eis que o Fantasminha Camarada Peter Parker aparece para salvar o dia…

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Alegando ter ficado nas sombras por muito tempo e não poder permitir que Oquinho vá ainda mais para o lado sombrio, Peter ajuda a ‘segurar’ o simbionte e promete que encontrará um jeito de se libertar. Finalmente o Simbionte volta ao Flash e este se torna novamente o Agente Venom.

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Epílogos. Oquinho não percebe Peter e crê que fora ele quem conseguira se livrar do alien. Em uma tentativa de enganar a todos, afirma que fora influenciado pelo simbionte há meses, desde a história onde fora ele, Venom e o Aranha Escarlate contra o Carnificina (aventura relacionada ao microverso e microscópicos fragmentos do simbionte o influenciando desde então). A princípio, os Vingadores ‘acreditam’. Na cena seguinte, Oquinho tenta fazer as pazes com a Mary Jane, assim que ela sai da delegacia, liberta pela Capitã Watanabe. Sob a mesma alegação do simbionte, aparentemente Oquinho convence MJ sobre seu comportamento estranho nos últimos meses, com direito a afirmar que se conseguira enganar a ruiva, enganaria qualquer um com esta história.

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Os Vingadores voltam a se reunir e discutem sobre esta versão. Pedem ao Agente Venom para tentar descobrir algo, dado que o simbionte teve acesso ao Superior, mas Flash alega que aparece apenas estática, como se houvesse duas emissoras de rádio ao mesmo tempo. Por outro lado, Stark continua desconfiado e irá rever todas as análises feitas pelos Vingadores (no início do arco Superior, eles desconfiam e fazem inúmeros testes com o Oquinho. Mas como Stark estava fora no Espaço, não tiveram conhecimento suficiente para descobrir a verdade). A hq termina quando Stark descobre que os arquivos foram roubados/apagados, mas ainda possui um backup que somente ele conhece. E mais: as câmeras de segurança mostram quem realmente foi o responsável pelo ‘sumiço’ dos arquivos…

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Pois bem, como habitual, as análises começam pelos rabiscos do Humberto Ramos. ‘Inspirado’, Ramos mostra toda a sua ‘habilidade’ quando desenha outros personagens da Marvel. O seu HdF é muito ruim. Muito mesmo. Chega a ser constrangedor o Thor se o compararmos com o trabalho de Esad Ribic ou Ron Garney na mensal do Deus do Trovão. Não há muito o que comentar, afinal não sou fã do traço do sujeito e nesta edição ele conseguiu se ‘superar’ ainda mais.

E chegamos ao roteiro de Dan Slott. Diferentemente das demais edições, achei esta bem mais fraca. O argumento de que ninguém percebe o Aranha estar com um comportamento totalmente diferente e tenta descobrir o que está rolando é muito difícil de engolir, ainda mais em um universo cheio de telepatas e com tecnologia de sobra. O fato é que somente agora, 1 ano depois, Tony Cachaça é quem vai ser o primeiro a efetivamente tentar algo, desconfiando da tecnologia e estilo do Oquinho. Entendo que a casa deveria ter caído há muito mais tempo, mostrando que o arco se desenvolveu mais do que deveria.

Outro fato que chamou a atenção negativamente foi o Superior Venom ser capaz de lutar de igual para igual com os Vingadores. Ok, não seria O grupo, mas ainda sim só o fato de conseguir encarar o Thor, mesmo com a desculpa de que o Deus do Trovão estava se contendo foi um pouco demais. Fora, é claro, a Monster Carlie Cooper. Será que mesmo transformada não seria o mínimo a se esperar que ela revelasse a identidade do Peter? A desculpa de que não confia no Duende é válida, mas insatisfatória.

O ponto positivo, como sempre, é a forma da narrativa, com histórias em paralelo e sempre referenciando a própria cronologia. Há um trabalho razoável por de trás de tudo, tentando sempre amarrar as pontas soltas e dando uma complexidade ao contexto da história. O ritmo é frenético, equilibrando os momentos de reflexão para ‘ganharmos fôlego’. Massavéio na veia para a nova geração.

Enfim, um sucesso absoluto que mostra fadiga de material, apesar do esforço do Slott em prolongar enquanto pode (ou pôde) o arco, ainda mais com os rabiscos de Ramos não ajudando. Por outro lado, fica difícil não criar expectativa pelo retorno do Peter, sendo este um dos méritos do Dan Slott em manter a revista nos holofotes, sempre prometendo entregar algo novo e marcante, nunca antes visto na história do Aranha. Pena que sempre pelo lado negativo.

Nota? Somente quando o Peter de verdade voltar…

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