E o Krypto subiu no telhado?

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes! Eis que o Superman que vale novamente ganha sua oportunidade no sufrágio universal realizado semanalmente aqui no BdE. Não sabe o que rolou até o momento? Clica aqui e sejE feliz.

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Aos spoilers, como habitual. Tudo se inicia com o Sr. e Sra. ‘Smith’ levando o jovem Jon desacordado para a Fortaleza da Solidão na esperança de conseguir identificar, via tecnologia kriptoniana, o que de fato vem acontecendo com seu filho (o lance de ora ser invulnerável, ora ser criatura Umana ‘normal’). E aí, logo de cara, descobrem o Erradicador fazendo carinho em Krypto (SIM O SUPERCÃO!!). Super que vale, diante de toda a história envolvida entre os dois, sente a ameaça a sua família e vai para o pau contra o robô…

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Neste interim, Jon acorda e o Cavill que vale ordena a Lois para se afastar, indo para o interior da Fortaleza. Dúvidas do moleque a parte sobre o que está acontecendo, o pau come solto e, como um efeito colateral da luta, um enorme bloco de gelo se desprende, perigosamente caindo sobre Lois e Jon. E aí, para surpresa de muitos, eis que o Erradicador salva o dia…

Recomendação do Sorg

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Com a situação sob controle e percebendo a atitude do robô de óculos, Clark baixa a guarda e volta suas atenções ao Jon (claro, sem deixar de ficar ressabiado com o Erradicador). Fazendo uso da tecnologia local, explica ao filho a tentativa de entender como as duas fisiologias estão se adaptando ao corpo, com ora a kriptoniana se sobrepujando sobre a humana. Papo vai, papo vem e Kal-El pergunta ao robô um ‘qualé a tua, mermão?’ , de onde vem aquela tradicional retrospectiva explicando os comos e porquês retconizados:

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Em resumo, General Zod criou os ‘Erradicators’ como uma forma de punição aqueles que quebravam as leis de Krypton. Assim, os robôs capturavam a força vital dos ‘fora-da-lei’ e as enviava para a Zona Fantasma, mantendo os corpos em criogenia aguardando o julgamento. Então, acontece a explosão de Krypton quando o robô estava fora. Capturado pela energia da explosão, seu corpo metálico foi destruído e fundido as forças vitais que carregava, tornando-se a criatura humanoide hora vista. No entanto, percebera que uma nave conseguira escapar e esta seria sua nova missão. Singrar o espaço em busca do último kriptoniano para trazer novamente a glória de Krypton à vida.

A coisa começa a degringolar quando novamente vem com o papo de usar o genoma de Kal-El para refundar sua civilização. O problema mesmo surge quando o Erradicador afirma que precisaria ‘purificar’ o lado Umano de Jon. Em uma fração de segundo tudo ocorre: o robô diz que o primeiro estágio para purificação é a ingestão e abre a bocarra, ‘sugando’ o lado humano de Jon. Krypto, o Supercão que vale, voa em defesa de Jon e acaba sendo ‘engolido’…

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Encerrando. Kent se enfurece e parte para cima do robô. Sob as onomatopeias dos socos de Kal e Erradicador, o jovem Jon cai em lágrimas, buscando a capa do seu amado cão. A dor se transforma em ódio, terminando assim a edição:

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Comecemos pela arte, sob os auspícios de Jorge Jimenez com cores de Alejandro Sanchez. Aqui resta um esclarecimento: apesar da DC afirmar nos previews e na chamada da edição, na parte interna a arte é dita exclusiva de Jimenez, sem, em tese, a participação de Patrick Gleason que estaria somente no roteiro, junto ao Tomasi. Confesso que não conheço o trabalho dos dois para poder lhe informar corretamente o que é o que, então minhas impressões se darão na conta de Jimenez, como descrito na contra-capa interna da hq. Burocracias a parte, um excelente trabalho. Se nas edições iniciais haviam alguns desconfortos, em especial no excesso de sombras e em expressões, agora parece que os artistas estão mais confortáveis e vem imprimindo sua marca no trabalho, ajudando (e muito) o desenrolar da história. O contraste de cores ajuda, há fluidez e com os ‘olhos’ dos personagens, muito dos sentimentos são passados. Está valendo a pena.

O enredo de Patrick Gleason e Peter J. Tomasi realmente parece querer nos fazer acreditar que a fase heroica está de volta e, melhor, considerando aquilo que os fãs mais antigos queriam: O Superman de volta. Novamente explorando a relação pai e filho, família e agora cão, os autores nadam de braçadas no convencimento dos sentimentos envolvidos. Incrível a mudança de carisma do protagonista…. vejam bem, o Super N52 possuiu algumas boas histórias e também poucas boas passagens que remetiam ao Superman que muitos imaginam. No entanto, faço das palavras do Eunuco em um zap zap mais cedo: em 3 edições O Superman que vale apresentou muito mais empatia que todos os anos do N52.

Enfim, senhoras e senhores. Pode ser que desande. Pode ser que fiquem aí com as cuecas por sobre a cabeça pela ‘morte’ do Krypto (por mim, pelo que está dando a entender, ele não ‘morreu’). Pode ser que este nem seja o Superman que vale, pelo histórico recente visto em Action Comics. Mas vale, e como, ter ao menos este vislumbre daquele que foi e é o maior herói dos quadrinhos. Parabéns DC, desta vez, por enquanto, está acertando.

Nota 8,5 de 10

E a nova enquete da semana!

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