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Se preparem poque lá vem….

Olá enxutos! Um dos títulos mais aguardados (e polêmicos) da DC saiu finalmente, e como ninguém no Baile teve coragem de meter as caras, sobrou pro Eunuco que vos fala ter que passar pro esse sofrimento. Com vocês, minha resenha com as primeiras impressões sobre Dark Knight III: The Master Race.

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Primeiro, vamos aos fatos fora das páginas da hq. Todo mundo sabe que Frank Miller está nas últimas. Então ele talvez tenha decidido deixar mais um legado para a industria/arte dos quadrinhos, com a conclusão de sua obra prima. Minha opinião é: Obrigado por tudo Frank. Você é foda! Mas vai curtir seus últimos dias ao lados dos que te amam. Deixa esse velho rancoroso e cheio de traumas chamado Bruce Wayne em paz. Vocês dois são sobreviventes. Heróis. Merecem um descanso.

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Tô velho..meu pinto não sobe mais…

Mas essa é minha opinião, então voltemos para a revista: ao que parece, essa história não tem a mão de Frank Miller, apenas uma espécie de “presença inspiradora”, e o próprio já confirmou isso, dizendo que Brian Azzarello pode ser creditado como o autor dessa história. Tanto que uma quarta parte, essa sim feita por Miller, já está em produção. Mas voltando ao foco principal aqui…

Recomendação do Sorg

A história começa em Gotham, mostrando aquela mesma narrativa que nos foi apresentada em TDK original. Mas ao invés de termos as telas dos noticiários de tv mostrando o retorno do Batman, temos uma série de cliques do Snapchat, de um homem que fugia da polícia e foi “salvo” pelo cavaleiro das trevas.

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Em seguida, as imagens se tornam virais, e o mundo se indaga se o Batman é o errado da história por atacar os policiais, ou se ele estava apenas defendendo um jovem negro de ser brutalmente assassinado por agentes da lei.

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Corta para mim, e agora estamos no meio da floresta amazônica, onde a Mulher Maravilha defende uma tribo de índios do ataque de um “Minocentauro”. Diana colocou as sua irmãs no meio da floresta tropical, e tenta manter o legado das Amazonas vivo longe do mundo civilizado, e assim seria se não fosse por um detalhe: sua filha Lara.

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Lara se recusa a aceitar que seu pai, o Superman se “rendeu a formigas”, e que se congelou do mundo, para deixar a humanidade seguir seu destino em paz.

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Voltando para Gotham, nós vemos o cerco da policia contra o Batman se apertar, e o vigilante acaba sendo ferido e rendido, para se revelar na verdade como Carrie Kelley, a ex-Robin, ex-Catgirl, e ex-professora de teatro do Damien Wayne na nova DC (sério…de verdade). Enquanto ela é presa, a Comissário Yindell pergunta sobre o paradeiro de Bruce Wayne, e ela apenas responde que ele está morto.

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Além dessa história principal, temos uma mini que vai acompanhar cada edição, dessa vez com o traço do próprio Miller. Nessa primeira edição, vemos Ray Palmer isolado em seu laboratório, sendo bombardeado pelas notícias de que o Batman foi preso, que na verdade ele é ela (maldita internet, mal posso ver seus movimentos!). Ele começa a se lembrar dos motivos que lhe fez se juntar a Liga inicialmente, e se indaga se o legado do Batman não era algo que Bruce quis deixar propositalmente para seus ajudantes. E pela segunda vez na hq, temos a fala que Bruce Wayne está morto. Seus pensamentos são interrompidos pela intrusão de Lara, que lhe faz um pedido simples: Os habitantes de Kandor, estão cansados de serem pequenos, e precisam da ajuda dele.

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Se lembram da minha fala inicial? Pois bem…lá vem…uma surpresa! É bom! Muito bom! Uma história simples, linear e redondinha. A arte de Andy Kubert e Klaus Jhonson tenta emular, com muita precisão, os enquadramentos e o traço angular de Frank Miller de outrora. E além disso, a narrativa é muito boa! O roteiro de Azzarello também mostra um início de história bem sistemático, nos apresenta onde os personagens estão e como ficaram depois da bosta que foi Dark Knight 2, e ao que parece a culpa de toda a merda que vai acontecer vai ser da Lara mesmo, com os Kandorianos sendo a “raça mestre” do título! Até a mini do Frank Miller está legal, apesar da decadência natural em seu traço, por conta de sua condição de saúde penso eu. Mesmo assim, está muito melhor que muitas de suas artes que foram vistas recentemente.

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Tipo essa bosta aqui óh!

Eu realmente fiquei surpreso. A revista soa como uma história da DC de antigamente, e se continuar nesse ritmo, creio que tenha tudo para ser mesmo mais um marco das histórias em quadrinhos. E mais uma história para fazer os fãs do Batman achando que ele realmente é um deus…

Minha nota é [9´0], e vou ali!

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