Novos velocistas na área de novo novamente again?

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes! Vocês pediram e votaram, vocês terão. A hq campeã de votos na última semana terá sua resenha esmiuçada em palavras vazias e sem sentido como habitual. Quer saber o que veio antes para não ficar perdido? Veja aqui a Flash: Rebirth #1.

capa flash 1

Como habitual, aos spoilers. Pela milionésima, centésima oitava vez é apresentada rapidamente versão da origem ‘do’ The Flash, sendo que antes Barry conversava com August sobre a morte do irmão policial do seu amigo e como isso o afetava no dia a dia da polícia.

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Logo após a cena que vês acima, voltamos ao Flash agora remoendo os acontecimentos da sua Rebirth 1, a volta do Wally, a história de que alguém roubara dez anos das vidas dos heróis e que o Preparado também estaria investigando o caso, mas que Kid Flash conduziria todo o processo via os Titãs. Assim, sem nada a fazer sobre o mistério, resta ao Barry seguir com sua vida ‘heróizistica’.

Recomendação do Sorg

Entretanto, Barry entra numa onda de que não é rápido o suficiente para salvar a todos que se encontram em situação de risco, não conseguindo evitar que um incêndio consumisse algumas casas, enquanto resolvia outra situação de risco. Ninguém morrera, mas Flash ainda sim se sentia incapaz de salvar a todos. Como habitual, acaba chegando atrasado já como especialista forense em uma cena de crime. Esporros e desculpas para o chefe depois, com August salvando sua pele, eis que Allen lembra o encontro que teria com a Iris e o sobrinho afrodescendente dela, o outro Wally. É, pois é, não me perguntem.

Wally

Enfim, fica aquele climão de friendzone mal resolvida entre os dois a tal ponto que o próprio Wally se manifesta a respeito. Logo após ganhar uma lição de Iris para revigorar sua deprê (lembrando: ela não sabe que ele é ele… vocês entenderam), dois acontecimentos ocorrem ao mesmo tempo. Um incêndio e uma tentativa de roubo nos laboratórios STAR. Allen inventa uma desculpa qualquer e tenta ser rápido o suficiente para resolver as duas situações…

Fuga

… mas é claro que dá xabu. Acreditando que a polícia conseguiria retardar os marginais, Allen decide salvar o pessoal do incêndio. E mesmo este processo se mostra complicado e demora mais do que esperava. Ao mesmo tempo, August se coloca como voluntário para se tornar refém no lugar de outrem transeunte qualquer. Logo, o detetive nota o símbolo que os vilões utilizam no peito e os identifica como algo relacionado ao assassinato do seu irmão.

Os vilões se identificam como o grupo ‘Buraco Negro’ e o chefe deles larga o aço em August. Simultaneamente, Allen finalmente salva a todos no incêndio e parte em disparada chegando justo no momento em que o tiro é disparado. Mas é tarde, mesmo com sua velocidade. E então, um raio.

relampago

Nas cenas seguintes, em paralelo a corrida, Flash nota novo borrão amarelo disforme atacando o Buraco Negro. A hq termina com um embasbacado Barry Allen e um ‘chocado’ August…

fim Flash 1

Simbora as análises. Carmine Di Giandomenico tem o poder do lápis e conta com o sidekick das cores Ivan Plascencia. O artista usa com alguma desenvoltura a ‘história visual’ para ajudar a contar o enredo, em especial os momentos em paralelo ou de ‘alta velocidade’. Neste quesito funciona a contento, apresentado a efetiva ‘velocidade’ do caso e dando a ‘angústia’ necessária ao velocista que não consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo. Entretanto, não sou muito fã do traço nas feições um tanto ‘inacabadas’. As cores ajudam bastante, fazendo uma composição interessante, em especial no contraste com as cenas mais escuras. Enfim, começo a me acostumar novamente a ler/ver o Flash sem o traço da dupla Manapul & Buccellato.

O enredo de Joshua Williamson tem o desafio de tentar deixar de lado o arco principal do novo reboot, ou seja, o lance de alguém ter roubado os dez anos dos personagens e alterado parte da história. Em linhas gerais, apesar de ter gostado na forma como foi apresentada a insegurança do herói mais rápido do planeta e que não pode salvar todos ao mesmo tempo, ficou aquela sensação final de que novamente teremos um velocista misterioso para ser derrotado. Ok, entendo que a dimensão dos poderes do Flash, dificilmente sairemos de um mais do mesmo, mas, sei lá, não temos criatividade disponível para sair um pouco fora da caixa?

Enfim, não é uma história ruim, consegue fugir do arco principal da DC com alguma credibilidade, mas tende a pecar por voltar a mais do mesmo de sempre. Ainda é cedo para julgamentos definitivos, pois precisamos de mais algumas edições para chegar a esta conclusão. Por enquanto, está valendo…

Nota 7,0 de 10

E a nova enquete da semana!!!

E sim, as hqs da próxima semana que estreiam na DC são… enfim, essas mesmos

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