O Thor é pegador!

44
68

banner thor 15E não é que os Enxutos votam também em coisas boas? Clica aê e confira a Resenha Enxuta – Thor: God of Thunder #15...

capa

Fala aê mermão! Para quem não sabe, ou não se importa, a mensal Thor: God of Thunder de Jason Aaron vem se mostrando uma grata surpresa nesta Marvel Now. O arco inicial com o Deus Carniceiro, cujas resenhas o UOL fez questão de enfiar naquele lugar, foi épico e para este vosso escriba pode entrar no hall dos clássicos modernos dos quadrinhos. O atual arco acompanha as desventuras da Liga dos Reinos, um grupo de representantes dos Nove Reinos, caçando Malekith que fugira do Inferno e está promovendo o caos ao caçar os Elfos Negros nos mais diferentes lugares dos Reinos (relembre aqui a última edição)….

1

Como habitual, aos spoilers. A hq se inicia em Alfheim, o Reino dos Elfos. Descrito como um paraíso dos elfos e lar de diversas maravilhas, tais como fadas, sereias e que tais, a sua paz é quebrada quando Elfos Negros montados em cães de pelos também escuros cruzam suas belas pradarias. Entretanto, os vilões não estão livres para cometer as habituais atrocidades: um conhecido Deus do Trovão os alcança antes que conseguissem chegar a Malekith e avisá-lo.

2

Enquanto Mjolnir repousa sobre um infeliz imobilizando e o deixando a mercê de diversas fadas que o alimentam até ficar empanzinado,  Thor sai no braço com um segundo Elfo Negro e acaba sendo ajudado por Toothgnasher, uma cabra gigante que dá uma chifrada no pobre coitado, desacordando-o.

3

Um terceiro acaba tendo o rosto desfigurado por Lady Waziria, a Elfa Negra maga que perdera um braço para Malekith. Thor, então, aproveita o momento e a informa que Malekith conseguira mais uma vez fugir em meio da floresta. Rola umas provocações entre os dois, ora por uma ser maneta, outro por saber cavalgar bem para um deus. Enfim, ambos partem para encontrar com o restante da Liga.

4

Ao encontrá-los, fica evidente que há um racha e o grupo não se entendem. Traçando um paralelo entre os Elfos Negros que são milhares e poderiam resistir a Malekith, mas divididos por rivalidades tribais e antigas rixas de sangue, acabam sendo presas fáceis Thor atesta que o mesmo acontece com a Liga dos Reinos. Só fazendo a paz entre eles é que conseguirão trazer a paz aos Reinos. E para isso, o Deus do Trovão tem um plano…

5

… com a ajuda de Sir Ivory, leva a todos a taverna mais próxima e enche a cara com o gigante mudo. O anão que gosta de bombas torce e aposta no gigante com Sir Ivory, fazendo troça do Thor. Mas sua torcida é em vão, pois Oggy (o gigante) cai bêbado, enquanto o Deus do Trovão permanece, fazendo o anão perder algumas moedas para o Elfo. Thor deixa a taverna para tomar ‘um ar’ e é seguido pela elfa. Os demais que ficaram, então, apostam em quem dormirá primeiro com a ‘mulher’.

6

Ao lado de fora, Thor confessa para alguém suas primeiras memórias de seu pai. Medo. Sempre que o via, ficava aterrorizado. Alega que jamais conseguira lidar com esta situação e a melhor saída que conseguira foi esconder este sentimento quando crescera. Apesar disso, considera Odin um Deus durão que move céus e terra por seus filhos. De seu pai, afirma ter aprendido como comandar e a arte de guerrear dos deuses. De sua mãe, prossegue Thor, aprendera todo o resto. Afirma que Freya era uma pacifista de tal monta que conseguiria fazer ele e seu irmão amigos novamente. Até mesmo de seu irmão (o qual não cita o nome), afirma ter aprendido o poder da mentira e da enganação. Mas, de tudo que sabe sobre lutar e seguir o caminho do heroísmo, Thor alega ter aprendido de seu interlocutor. Ainda sim, nenhum destas lições se parecem com os desafios que terá que lidar. Não será o medo, o amor, a mentira ou mesmo o trovão que irão manter esta Liga unida para trazer Malekith a justiça. Ou seriam todas estas lições juntas? E aí, quando Thor pergunta a opinião de seu interlocutor sobre o que acha, um trovão ressoa ao longe. O Asgardiano está a conversar com o Mjolnir.

7

O ‘papo’ é interrompido pela Elfa. A maga afirma estar fora de juízo ao seguir um cidadão que conversa com o próprio armamento.Thor, então, retruca mostrando que conseguira unir o grupo na taverna pela primeira vez desde que se encontraram sem brigar. A mulher pergunta qual é o próximo passo e o Deus do Trovão alega que os Elfos Negros não temem pedir ajuda, pois a cada vez que assim o fazem, Malekith aparece pouco antes e os matam. O Paquita desconfia que o vilão os está observando e tem a capacidade de mudar seu próprio rosto, podendo estar em qualquer lugar.  A Elfa afirma que Thor sabe para onde irão e isso o assusta. O do martelo diz que também a ela e que beber havia acalmado os outros, mas não a maga. Quando a mulher diz que isso não a acalma, o Paquita manda na lata: sim, para você eu tenho outro meio em mente. E…

Um misterioso dedo-duro a tudo observa...
Um misterioso dedo-duro a tudo observa…

Fechando a Resenha. Três dias depois, em Jotunheim, Thor e sua trupe evitam um ataque de Malekith aos elfos refugiados na Terra dos Gigantes. A luta é equilibrada até a participação do Oggy (o gigante). Com poderosas flechas disparadas causando impactos similares a explosões, a trupe da Liga parece ganhar alguma vantagem. Parece. Malekith sobe em uma das flechas fincadas no chão após o disparo e pula em direção ao Oggy, caindo em sua bocarra aberta.

9

Um ruído forte e uma queda chamam a atenção dos demais membros da Liga. Thor clama para que Oggy fale o que acontecera. Então, uma lança sai de sua fronte. É Malekith que ainda faz piada sobre o tamanho do cérebro do gigante.

10

Quando Thor ameaça partir para cima do vilão, Sir Ivory o segura, aparentando preocupação por onde se encontram naquele momento. Malekith pede para que seu comparsa Scumtongue toque uma corneta, terminando assim a edição…

11

Comecemos as análises, como habitual pelos rabiscos. E que rabiscos de Ron Garney (lápis) e Ive Svorcina (cores). A dupla mantem o alto padrão das edições anteriores, com boas expressões e cenários bacanas. A escolha de cores para realçar as diferenças entre os reinos está na medida adequada. Notei pequenos problemas em algumas expressões aqui e acolá, parecendo que fora uma edição menos caprichada. Teria sido com tempo mais corrido ou é coisa de um velho e rancoroso agora mal acostumado? Entretanto, nada que comprometa o trabalho executado. O ponto alto da hq, sem dúvidas.

O enredo de Jason Aaron segue a mesma toada anterior, tanto para o bem quanto para o mal. Para deleite dos fãs deste tipo de jogo, é basicamente um rpg clássico, muito bem caracterizado pelo grupo da Liga dos Reinos e suas raças;características peculiares. Dois pontos nesta edição merecem um destaque positivo. O primeiro, a sacada de Aaron para ‘unir’ o grupo colocando-os para beber em uma taverna. Mais viking e rpg do que isso impossível. E o papo ‘cabeça’ do Thor embriagado com o Mjolnir, revelando o profundo respeito e temor por Odin.

Como nem tudo são flores, continuo achando o vilão raso (seria imposição por causa do filme? que, por sinal, não foi também assim…), totalmente oposto ao Deus Carniceiro. Ok, ok, não deveria ficar comparando, mas é impossível diante daquela história ainda estar muito ‘fresca’ na minha memória. A cena da morte do Oggy também foi daquelas de almanaque…. sei que muito vão adorar a massaveísse explícita, no entanto, ficou forçado demais ao meu ver.

Enfim, com bons diálogos, humor e ação na medida, esta é diversão certa. Não tão boa como o arco anterior (nem vá com esta expectativa), entretanto cumpre seu papel de forma honesta, apresentando os Nove Reinos para a nova geração de leitores e nos divertindo no processo. Rpg na veia, véio!

Nota 8.0

Última oportunidade para a eleição da semana. Estou devendo a Cataclysm: Spider-Man #1, mas pago a dívida amanhã. Foi uma semana complicada, desculpem.


E um bônus, afinal com as resenhas perdidas, o mapa também havia sumido…

mapa

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1