capa Thor 20

É meus amigos, para nossa alegria e tristeza para o Sorg (dada a audiência baixa), outra excelente escolha dos leitores. Clica aê e confira a Resenha Enxuta – Thor: God of Thunder #20…

Pois bem, caros Enxutos, fiquei um tempo afastado então irei fazer um breve resumo sobre o final do arco anterior finalizado entre as edições #16-17. Em duas linhas: após o confronto final entre Thor e Malekith, sendo que o último fora derrotado, quando se esperava uma punição para o vilão aconteceu uma virada inesperada: os Elfos Negros, apesar de caçados e mortos a exaustão, elegem novamente Malekith como seu líder. A Liga dos Reinos fica frustrada, Thor afirma que ficará vigilante, mas o fato é que somente um líder forte e cruel foi capaz de reunir os Elfos Negros novamente.

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Edição #18. Uma história isolada com o Thor juvenile e beberrão. Na época dos Vikings, o Paquita acaba sendo convocado para enfrentar um dragão. No entanto, como a criatura também é jovem e não tinha intenção de ferir ninguém, acaba fazendo amizade com o Deus do Trovão. O jovem dragão, então, retorna para o seu reino e acaba sendo defenestrado por seu pai, tendo em vista que dragões, segundo sua lógica, jamais poderiam fazer amizades com humanos ou deuses. De volta a Midgard, Skabgagg (o dragão) tenta ‘festejar’ com os vikings, mas acaba os matando involuntariamente e revelando sua verdadeira natureza. Thor se vê obrigado a enfrentar seu ex-amigo e com grande pesar, o mata…

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Recomendação do Sorg

Finalmente as duas últimas edições Thor: God of Thunder #19-20 que marcam o retorno de Esad Ribic aos rabiscos. Na verdade são duas histórias com temática similar, mas em ‘momentos’ diferentes. Para facilitar o entendimento, seguiremos em separado. A primeira linha de ação acontece no presente, onde a SHIELD criou uma equipe especial contra crimes ambientais. Como membro atuante desta nova equipe, a agente Roz Solomon, interesse romântico do Paquita. Thor está preocupado com a degradação do planeta e decide ajudar de alguma forma. Assim, acaba se aliando a Solomon na sua cruzada contra as grandes corporações que cometem os mais diversos delitos ambientais.

O foco acaba sendo a Roxxon e seu CEO Dario (Dadá?) Agger. A empresa, que possui uma ‘ilha-nave’ nos céus, possui diversas fábricas ‘móveis’ espalhadas pelo globo, atuando de forma a agredir o ecossistema do planeta. Assim, na medida de suas necessidades, podem movê-las para outras regiões do globo. O clima esquenta quando em uma conferência de imprensa, onde Dario falaria das maravilhas que a Roxxon iria promover obtendo água de Europa, lua de Júpiter, diante de uma possível escassez e do derretimento das calotas polares terrestres. Neste momento, Thor traz um enorme iceberg obtido dos Gigantes de Gelo, tirando totalmente o foco da entrevista. Isto revolta Dario, criando a primeira animosidade.

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Por fim desta, Thor e Solomon passam a agir de forma coordenada. Ela apresentando os dados e localizações das principais indústrias poluentes do mundo. Como todas são automáticas, Thor usa seus poderes e as destroem com super tempestades de relâmpagos. O prejuízo é palpável, levando a Dario a tomar medidas drásticas e revelando seus verdadeiros propósitos. Convoca as principais mentes da Roxxon e explica seu plano diante de ursos geneticamente alterados para não terem sua fome saciada: destruir os recursos naturais, tornando a Roxxon a principal fornecedora destes bens essenciais. De forma didática, explica um exemplo: soltariam os ursos no Canadá para que estes eliminassem todos os salmões da região, tornando um das subsidiárias o único fornecedor local do peixe. E assim, derramando alguns peixes sobre os membros da equipe (os ursos só comem salmão), solta os animais para estimular um brainstorm para destruir Thor. Esta parte termina com um dos cidadãos dizendo ter uma ideia e Dario mostrando o porque de ter o apelido de Minotauro.

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A outra linha de história acontece no futuro, com o Thor velhaco e maneta. O agora ‘all-father’ lamenta com suas três netas sobre o destino de Midgard. Outrora um planeta azul e cheio de vida, a Terra é uma rocha seca, desolada e sem vida. As três jovens pedem para que o avô não volte mais ali, afinal isso somente o deixava triste e não havia mais sentido para aquilo. E aí, o impensável acontece. Galactus surge…

Thor decide enfrentá-lo, a despeito de ter deixado seu braço em Asgard. Sim isso mesmo. E o velho ainda reclama que pesa muito e faz doer suas costas! Enfim, o coroa murmura algo para o Mjolnir, roda-o no ar e o arremessa. No processo, cria um portal para Asgard que puxa suas netas (sob intensos protestos), deixando o Pai de Todos sozinho com Galactus….

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Finalmente, Thor chama a atenção de Galactus e tenta, na base da ideia, dissuadir o cabeça de balde a consumir seu amado planeta. O roxo apenas diz que o universo agora está mais vazio, onde outrora existia vida. Restam poucos planetas para saciar sua fome. Além disso, após milênios alimentando-se de inúmeros mundos, a Terra fora a única a se opor e conseguir efetivamente evitar ser consumida. Dentre os milhares de planetas, maiores, cheios de vida e potencial, a Terra achava-se importante e única, para no final se tornar o que é naquele momento do futuro. Por isso, meio que uma questão de honra, ele vai consumir esta rocha sem vida…

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Thor então decide defender sua amada Midgard, fazendo justiça a lenda de que morreria neste planeta. Primeiramente, leva uma rajada de Galactus e parece fadado a morrer junto com o planeta. Entretanto, seu plano se revela: na verdade, estava ganhando tempo para que Mjolnir voltasse com seu braço de aço. Agora com seus plenos poderes, poderá enfrentar Galactus…

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Bom, desta vez vou restringir a análise dos rabiscos as duas últimas edições. Esad Ribic para mim é O cara. Salvo uns poucos problemas com expressões faciais, especialmente as de surpresa, onde os personagens ficam boquiabertos de forma estranha, seu traço é fantástico. Um deleite para os olhos, ainda mais em alta definição em uma tela. Infelizmente não tive o prazer de ver seu trabalho nesta mensal em papel de boa qualidade (oi Panini), daí ando preferindo mesmo ver com mais detalhes em telas digitais mesmo. Muito bom, acima da média. Valeria conferir somente pela arte…

… mas não é este o caso. Jason Aaron parece realmente muito a vontade com este enredo. Ressalva seja feita ao arco de Malekith, onde aparentemente houve uma ‘necessidade’ editorial de usar o personagem para ‘alinhar’ com sua chegada aos cinemas. Ainda sim, mesmo sendo o arco mais fraco até agora, o final realmente me surpreendeu e nos deu uma perspectiva melhor sobre a história. Fora que a edição do dragão foi muito boa, um conto isolado bem amarrado, explorando bem o Thor juvenil.

Na história atual, prefiro a visão épica da batalha com Galactus no fim dos tempos ao romance ecológico dos dias atuais. Não que seja ruim, longe disto, afinal aborda uma realidade do ‘mundo real’ nos quadrinhos e como um herói/deus pode lidar com a situação climática e de recursos naturais do planeta. No entanto, a narrativa futura nos dá o tom de como Thor é ‘humano’ em sentimentos, lutando contra todas as improbabilidades para evitar que sua Midgard seja destruída, mesmo restando quase nada. A passagem quando diz as suas netas que as memórias são as poucas coisas que restam a um velho realmente foi algo emocionante.

Enfim, briga pau a pau com o Demolidor do Waid para saber qual é o melhor título mensal da atualidade. Imperdível.

Nota 9,0

E não se esqueçam da enquete da semana…

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