É, assisti depois de todo o planeta…

Salve, salve, cambada de Enxutos,  Enxutetes e Trutas em geral!

Inspirado em Logan, respirei fundo e tomei coragem para assistir X-Men: Apocalipse. Norteado por críticas não tão positivas, desanimei um bocado e acabei deixando o tempo passar…

A esta altura do campeonato, não terei preocupação com spoilers e iremos logo na opinião. Não achei o filme de todo péssimo, mas há de se destacar que não empolga. Parece que há amarras e a coisa não deslancha ou flui. Depois dos outros 5 filmes da franquia, já não teria mesmo expectativa de ser próximo às HQs ou que respeitasse alguma coesão dentro da própria cronologia. Afinal, a trilogia original se ‘encerra’ no Dias de Um Futuro Esquecido e o resto tenta seguir uma linha paralela,  sem um vínculo com a original. Ou seja, neste aspecto é de verdade um filme dos Mutantes. Entretanto, mesmo com estas considerações, o enredo não funciona.

E por quê? Em primeiro lugar, salvo James McAvoy, defendendo com lucidez seu Xavier, os demais atores de ‘peso’ parecem estar cumprindo tabela. Não que Jennifer Lawrence seja uma atriz estupenda, longe disso, mas ela querendo atuar não é aquilo tudo, agora imagina estar só por obrigação? O desconforto da Mística, em ser heroína, reflete bem o da atriz com seu papel. E até mesmo por isso,  a decepção maior fica pelo Michael Fassbender. Ok, Magneto foi mal aproveitado com a fragilidade do enredo e isso dá um desconto. Ainda sim, o ator tem mais a oferecer, haja vista a cena da morte de sua família e a pouca emoção crível. Ficou devendo. Os demais atores,  nenhum destaque. “Sansa Stark” parece a mesma de GoT,  só que com poderes. O Fera é ok. O Ciclope não cheira nem fede. Já o Apocalipse tem uma maquiagem melhor do que as fotos, divulgadas a época da produção, e só.

Voltando ao enredo. A forma pelo qual os cavaleiros são ‘ajuntados’ e depois traem seu mestre é, no mínimo,  discutível. Há de se ter uma suspensão da realidade grande para entender o porquê se juntaram tão facilmente (exceto, vá lá, Magneto) e o mesmo motivo para compreender a Tempestade ter virado de lado ao final. As motivações do vilão estão ok, mas ficamos no mais do mesmo. E Moira McTaggert, o que ela faz no filme? Completamente perdida e sem uma função que justificasse sua participação no enredo. Um apêndice incômodo que aflora as dificuldades de coesão do filme.

Juntando tudo isso, a um punhado de cenas de ação, destacando novamente Mercúrio e a já famosa explosão da Mansão X, o filme não empolga e passa a sensação de que havia espaço para mais. Não chega a ser uma vergonha como X-Men 3, mas mostra uma perda de fôlego desde o Primeira Classe. O lado positivo foi abrir espaço para os X-Men Clássicos, apesar da roupagem All-New. Só nos resta aguardar o futuro, pois já não se faz Apocalipse como antigamente.

Nota 5 de 10.

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