Em X-Men Prime, veremos a “ressureição” dos X-Men e um novo ponto de partida para as novas HQs dos Mutantes.

Falaí, Enxutada!!! Inumanos vs X-Men chegou ao fim e agora, os X-Men precisam renascer das suas próprias cinzas e seguir em frente. Para tanto, a Marvel irá lançar vários velhos novos títulos como parte do evento “ResurrXion” e o ponto de partida se dá em X-Men Prime #1. Vamos conferir a resenha?

Em Chicago, Illinois, encontramos Kitty Pride mimizando mentalmente sobre estar voltando para Chicago, que chega de Guardiões da Galáxia, de relacionamentos amorosos com homens chamados “Peter” e que agora, ela quer apenas uma vida repleta de normalidade. SÓ QUE NÃO, pois Tempestade aparece e a chama para conversar. Elas vão para um bar aleatório qualquer e conversam sobre suas recentes desventuras. Ororo fala que liderou o povo delas na guerra contra os Inumanos e que ao encarar uma ameaça misteriosa, escolheu a violência ao invés da paz. Kitty diz que ela está sendo muito dura consigo mesma e que pelo o que viu na internet, Emma foi a maior culpada por tudo o que aconteceu. Ela diz que não tem noção do que tudo aquilo tinha a ver com o seu retorno aos X-Men. “Achei que fosse óbvio… quero que volte para os X-Men, porque os estou deixando” – responde Tempestade.

Corta para o Estreitos de Johor, na Costa Norte de Madripor: um navio transporta trabalhadores imigrantes ilegalmente no intuito de atravessar a fronteira. Com a iminente chegada ao seu destino, os homens responsáveis pelo transporte decidem cobrar de maneira nada decente daqueles que ainda não pagaram a viagem e pegam uma das moças que ao tentar resistir, é agredida. Nisso, uma das passageiras reage, revelando-se ser a Lady Letal, que buscava atravessar a fronteira anônima, mas tendo se revelado, decide fazer o resto do percurso à nado. Alcançando a terra firme, é recebida por uma mulher chamada Carla que revela que a organização para a qual trabalha gostaria de lhe oferecer uma posição. Letal recusa e atravessa a mulher com suas unhas modificadas ciberneticamente. Ela se arrepende de ter feito isso sem pensar, pois, queria ficar despercebida e bem longe de Mutantes e cultos de morte. Um míssil a atinge e consegue imobilizá-la. A mulher chamada Carla fala com alguém em um comunicador. Um helicóptero surge para realizar a extração de Lady Letal. Corta para Washington, Capital: a pessoa com que Carla falava vislumbra a imagem de um seleto grupo de Mutantes. Este, é o embrião do que veremos em Arma X.

Corta para o Refúgio X: Kitty descobre que Tempestade levou a Mansão para o Limbo. Ela pergunta quem vive ali recentemente e Tempestade responde que quase todos os X-Men ativos e alguns estudantes e que após o término da treta com os Inumanos, pediu que todos retornassem para decidirem o futuro dos X-Men (caso houvesse um futuro). Kitty diz que precisa dar uma olhada no lugar e ver o que mudou antes de se decidir. Tempestade concorda e Kitty inicia o “tour” pelo seu antigo quarto e lá, acaba por encontrar um X-Men que fez parte da sua história nos X-Men e que também já foi o seu grande Amor.

Eles se cumprimentam. Kitty diz que Peter roubou o seu quarto. Ele responde que achou que ela não ia mais voltar e acabou ficando com ele. “Mas você voltou” – ele diz. Kitty responde que ainda e está tentando decidir isso. Peter diz que esperar que ela decida ficar, que foi bom revê-la e se despede. Continuando o “tour”, ela encontra Shogo e Jubileu e mimimiza mentalmente: “Jubileu agora é Mãe. Quando foi que envelheci tanto?”. Aqui, temos um vislumbre do que veremos em Geração X. Kitty retoma o seu reconhecimento e constata que apesar de Ororo tentar convencê-la de que tudo estava diferente, ainda parecia o mesmo lar. Ela olha pela janela e vê um grupo de estudantes se divertindo jogando basquete tal qual eles faziam em outros tempos. Ela se pergunta se a Sala de Perigo ainda é a mesma.

E corta para a Sala de Perigo: Os X-Men 9vinhos estão realizando uma sessão de treinamento enquanto decidem o seu futuro. Kitty acaba descobrindo que a tal sessão é na verdade uma mensagem que revela que eles foram embora pois apesar de acreditarem no instituto e no que fazem ali, aquele não é o instituto deles. Jean diz que eles têm algo que precisam resolver e que estarão por perto caso precisem. Eles se despedem e metem o pé do Refúgio X em um Pássaro Negro deixando Kitt se perguntando onde diabos eles conseguiram um daqueles. Este é a ponto de partida para X-Men Blue.

Kitty vai ao encontro de Magia e após conversarem um pouco, ela diz para a amiga que as coisas parecem estranhas e sem rumo. Kitty lembra que os X-Men partiram sem rumo. Illyana diz que Ororo também vai partir e que isso será apenas o começo do êxodo se alguém não fizer alguma coisa. Kitty diz que era sobre isso que ela queria falar, pois precisava da ajuda dela. “Com o quê?” – ela pergunta. “Você vai ver.” – responde Kitty.

Kitty reúne todos e diz que voltou à menos de um dia, mas parece que todos estão se perguntando “e agora?”. Ela diz que isso é uma coisa boa, pois as decisões difíceis que eles tiveram que tomar garantiu aos Mutantes um futuro e que agora, a função deles é transformar esse futuro em um legado que seja compatível com os sonhos e realizações do Professor Xavier. “Proteger nosso mundo… proteger nosso povo… e as pessoas que nos importamos. Mas também mostraremos ao mundo o que somos. Não Mutantes. Nem monstros. Nem Homo Superior. Mas Hérois.” – diz Kitty. Ela explica que eles não poderão fazer tudo aquilo do Limbo, nem mesmo de Westchester ou de algum esconderijo: eles precisam estar de frente e no epicentro. Peter pergunta o que ela tem em mente.

De repente eles descobrem: Magia transportou a Mansão para o Central Park, na cidade de Nova York. Tempestade aprova e diz que aquilo é como deve ser: aluno tornar-se professor. Recruta tornar-se general. “Meio que estou no comando agora, não é?” – ela pergunta. “Com certeza.” – responde Ororo. Kitty diz que o seu próximo ato como líder dos X-men é ordenar que ela fique. Ororo tenta argumentar, mas Kitty diz que ela é o coração e alma da equipe, que está nos X-Men há tanto tempo quanto Peter ou Kurt e que liderou boa parte deste tempo e quando não liderava, estava lá ajudando e lutando. “Todas as suas decisões… mesmo as que tanto tem questionado… a guerra contra os Inumanos, a decisão de mover a Mansão par o Limbo… foram apenas para proteger os X-Men. Não podemos perdê-la assim.” – diz Kitty à amiga e finaliza: “Temos muito trabalho à fazer”. Fim? Não. Esse é o início de X-Men Gold.

X-Men Prime foi produzida por várias equipes criativas. Vamos conferir?

A história principal (que será a base para o que veremos em X-Men Gold) ficou à cargo de Marc Guggenheim (roteiro) e Ken Lashley (desenhos). O roteiro de Guggenheim tenta direcionar e conectar os diferentes títulos uns aos outros. Funcionou? Não sei dizer. A história como um todo tem bons momentos: a tentativa de mostrar a transmissão de legado e mostrar novos e diferentes rumos que os X-Men irão seguir. Nunca gostei muito dos traços do Lashley e o seu estilo não melhorou com o tempo, mas não comprometeu demais a história. Nota 5,5.

A história da Arma X ficou à cargo de Greg Pak (roteiro) e Ibraim Roberson (desenhos). Eu até que gostei dessa história. VImos alguns personagens que já estiveram envolvidos com o projeto Arma X e o recrutamento de Lady Letal. Há a adição de novos personagens e as sementes do que veremos na nova revista. Como foram poucas páginas, não dá (UI) para ter uma ideia do que está por vir. Gostei dos desenhos. Nota 6,0.

A história que levará ao título X-Men Blue foi escrita por Cullen Bunn e desenhada por Leonard Kirk. Gostei do que o Bunn fez no título solo do Magneto, mas de lá pra cá, a Marvel tem forçado demais a amizade com esse cara. A única coisa que gostei na história dos X-9vinhos foi que finalmente começaram a trabalhar a teoria de que a linha temporal na qual se encontram pode não ser a deles (isso era meio óbvio, pois o deslocamento temporal e as mudanças pelas quais passaram não fizeram com que a realidade fosse pro beléléu) e se isso for trabalhado nessa revista, terá a minha atenção. No mais, é outra tentativa de emplacar esses “X-Men originais” que nunca deveriam ter vindo para essa linha temporal ou ter terminado rápido. Jean Grey liderando? Nhé. Só por que vai ter revista própria ou por causa da representatividade. Nota 5,0. Os desenhos do Leonard foram bem nhé. Nota 4,0.

O que acharam dessa bagaça, Enxutada? MIMIMIzem aê nos comentários e vejÃO o que vem por aí:

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1