Resenhas Enxutas: Gibis

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Chuchus, em vez de ficar fazendo aqueles textos enooooormes (ui) para cada revista lida, bora pra um apanhadão de um pouco que andei lendo nesses últimos dias. Então, sem mais delongas:

Shazam: Com Uma Palavra Mágica…

Geoff Johns – Roteiro

Gary Frank – Arte

Brad Anderson – Cores

images.livrariasaraiva.com.brO encadernado lançado pela Panini compila o primeiro arco de histórias do personagem no universo DC Novos 52 e… É ruim. Puta merda. Eu até gosto do Johns de modo geral mas nem de longe acho ele essa cocada que todo mundo exalta. Gosto do que li dele no Lanterna Verde, acho o arco Brainiac (também com o Frank) do Superman excelente (aliás, o escritor trata o personagem com carinho e respeito que são absolutamente louváveis) e, de modo geral, é um bom roteirista. Mas nessa série, ele deve ter escrito no automático porque valha-me Odin.

Sai o Billy Batson boa praça, garoto esforçado, vencedor na vida e entra um moleque chato, pau no cu e metido a malandro. Os diálogos são péssimos, a construção da família Marvel (eles ainda são chamados assim? Não sei) é tediosa, o Adão Negro é um violãozinho nhé… Enfim.

Ah Sorg, mas o Gary Frank compensa, né? Ééééé… Não. Eu gosto muito do trabalho do Frank apesar da minha ressalva a respeito de suas expressões (ele só sabe desenhar meia dúzia de rostos e TODAS as mulheres que ele faz tem cara de puta) mas ainda assim, o cara é MUITO acima da média (Esquadrão Supremo e Superman dele que o digam) mas nesse trabalho… Ou ele estava de muito saco cheio ou sei lá. Ainda são bons desenhos mas muito aquém de seu regular.

Enfim, se puderem, passem longe ou vão atrás da fase do personagem pelo Jerry Ordway.

Authority Volume 01

Warren Ellis – Roteiro

Bryan Hitch – Arte

Paul Nery – Arte Final

Laura Depuy, Chris Garcia, David Baron, Michael Garcia e Eric Guerrero – Cores

AUTHORITY_1_CAPA-600x917Caras, PUTA QUE PARIU! Finalmente eu pude ler essa série no papel, em um encadernado bonitinho com capa cartonada, papel LWC, tudo beleza.  Até então eu havia lido tudo (e por tudo entenda-se que parei depois que o Robbie Morrison assumiu os roteiros. Ficou chaaaaato…) em versões online legalmente compradas. E porra, que gibi legal. Tipo, tudo. Arte, roteiro e cores. Não tem nada que desabone essa revista.

Tá Sorg, para de rasgar a calcinha. Do que se trata? Bão, jovem Padawan, Authority é a sequência direta de Stormwatch também de Warren Ellis, lançada pela Wildstorm antes do estúdio ser comprado pela DC e basicamente se trata de um grupo de super humanos que assume a responsabilidade de tomar conta do planeta contra qualquer tipo de ameaça. E aí meu amigo, é tiro porrada e bomba contra ditadores megalomaníacos, invasões de outras realidades, seres alienígenas e até mesmo Deus.  Junto com Planetary, esse é o ponto alto da carreira de Ellis e foi um aquecimento para o fodástico Bryan Hitch, que depois deslumbrou o mundo no excelente Supremos junto com Mark Millar.

Sério, leiam. Vale muito a pena MESMO.

Patrulha do Destino – Saindo dos Escombros

Grant Morrison – Roteiro

Richard Case, Scott Hanna, Carlos Garzon e Doug Braithwaite – Arte

Michele Wolfman e Daniel Vozzo – Cores

STK278815-810x1236Eu já vi muito gente reclamando d’Os Invisíveis do Morrison, de como é complicado, de como o autor viaja na maionese e como a leitura é perda de tempo.  Bão, eu também me senti assim da primeira vez que li mas, uma dica: assistam o documentário Grant Morrison: Talking With Gods e depois tentem ler de novo. A leitura fica bem mais inteligível depois disso (porque o Morrison colocou muita experiência pessoal na história, blábláblá). Enfim, voltando à revista em questão, Patrulha do Destino funciona mais ou menos como um Invisíveis for dummies. Alguns conceitos que o autor extrapola em obras seguintes são mais fáceis de serem assimilados nessa revista, sem necessidade de pesquisa externa.

Basicamente nesse encadernado temos um grupo de freaks enfrentando inimigos e situações bizarras e surreais. Mais ou menos um X-Men hardcore, com direito a Prof. Xavier.

Vale a pena? Sim caras, vale muito. Eu particularmente gosto bastante do trabalho do Morrison dessa época (anos 80, 90) quando ele ainda era um cara talentoso e autêntico e não um ególatra chato pra caralho com delírios de grandeza.

Homem Animal – Evangelho do Coiote

Grant Morrison – Roteiro

Chaz Troug, Doug Hazlewood e Tom Grummet – Arte

Tatjana Wood – Cores

Homem_Animal_EvangelhoE já que estamos falando de Morrison, a Panini anda acertando em cheio nas publicações e colocou nas bancas pela primeira vez em formato americano, capa cartonada coisa e tal, em terra brasilis a fase do personagem que abriu as portas para o escocês no mundo dos gibizinhiz serious bussines.

Nesse primeiro encadernado (de três) que compila as edições 01 a 09 da série, Morrison traça um paralelo de sua vida com a de Buddy Baker. Durante sua fase no Homem Animal, Morrison tornou-se vegetariano e um ativo defensor dos direitos dos animais, o mesmo que acontece com o personagem. É uma leitura totalmente palatável (o nome do autor afasta muito os novos leitores por conta de sua fama de história que não fazem sentido) e continua extremamente atual. Ah, tente não se emocionar na história que dá nome a esse encadernado. I double dare you.

Coleção DC 70 Anos Volume 01 – Superman

zoom-IMG_0382Batman V Superman me serviu para uma coisa: despertar a vontade de ler e reler alguns clássicos da editora. Por conta disso, peguei na minha prateleira a coleção que a Panini lançou em 2008 em comemoração aos 70 anos da editora (a saber: Volume 02 – Lanterna Verde. 03 – Mulher Maravilha. 04 – Flash. 05 – Liga da Justiça e 06 – Batman) onde cada volume reúne as melhores e mais clássicas histórias dos principais personagens da editora, segundo critério dos editores americanos.

Nesse encadernado, passamos por Jerry Siegel e Joe Shuster, Edmond Hamilton e Curt Swan, Jim Steranko, John Byrne e mais uma porrada de autores. Vamos da pueris décadas de 40, 50 e 60, passamos pela clássica (e para mim definitiva) reformulação do personagem na década de 80 e culminamos em 2001 com a excelente Olho por Olho de Joe Kelly, Doug Mahnke e Lee Bermejo.

Vale a pena? Bão, para mim sim. Confesso que as histórias antigas podem soar bobinhas e simplórias mas são condizentes para com a época. Porém, há casos onde os autores estavam muito a frente de seu tempo, como a ótima E Se o Superman Decidisse Acabar Com a Guerra, publicada em 1940 e Precisa Haver Um Superman? De 1972. É um exercício de paciência ler alguma dessas histórias e seus maneirismos da época mas, no saldo geral, é absurdamente positivo. Uma curiosidade: Zack Snyder bebeu da fonte de muita dessas histórias mas aparentemente perdeu o fio da meada quando foi passa-las para a telona.

Ms. Marvel – Nada Normal

G. Willow Wilson – Roteiro

Adrian Alphona – Arte

Ian Herring – Cores

46131064Vocês que acompanham esse blog pobre porém honesto sabem que eu gosto bastante do Homem Aranha. Junto com o Superman, foi o herói que mais acompanhou a minha formação nérdica na infância / juventude. Porém, nos dias de hoje, o personagem se perdeu devido a inúmeras decisões editorias, algumas questionáveis, outras talvez. Enfim, há muito não havia um personagem que dialogava diretamente com o público 9vim, jovens de apartamento e internet 24/7. Mas isso mudou, com um personagem feminino e muçulmano e o resultado final é um gibi absurdamente divertido que faz jus aos bons tempos de Peter Parker.

Kamala Khan é uma jovem comum de New Jersey, muçulmana que ganha poderes (quer saber como? Vá ler) e se mete em altas confusões numa cidade do barulho. O gibi é leve, divertido, conversa direto com o jovem “diferentão” que não se encaixa em lugar nenhum e acha que o mundo conspira contra ele (Peter Parker? Alguém?) ao mesmo tempo que agrada o nerdão velho, chato, ranzinza e rancoroso (não sei vocês mais eu curti bagaraio). Não é leitura obrigatória mas, sobrou àquela grana da balada de sábado (vocês? Balada? BWAHAHA), vai na fé.

Ufa, chega. Depois eu volto com mais um post deste de mini resenha mas com mangás.

Bjo me liga!

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