Resenhas Enxutas: Mangás

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Senhores, istrudia eu lhes apresentei um post com mini resenhas das minhas últimas leituras nos quadrinhos. Dessa vez eu vós trago o mesmo esquema de post mas desta vez com mangás. Então sem mais:

One-Punch Man Volume 01

Argumento: One

Desenhos: Yusuke Murata

one-punch-man-vol-01-capa-completa-brAlgum tempo atrás eu vi minha time line no Facebook ser inundada por posts exaltando a qualidade de One-Punch Man. Geral arrancando as cuecas pelas cabeças dizendo se tratar do último BISCOITO do pacote, etc e tal. Como de habitual, ignorei veementemente as postagens mas fiquei com a pulga atrás da orelha, bem provável por causa da falta de banho. Mas a curiosidade acabou falando mais alto e acabei assistindo ao primeiro episódio da animação. Achei até legalzinho, coisa e tal mas não fui adiante. Dei uma googleada de leve, encontrei os volumes disponíveis on line para leitura mas como me desagrada ler sentado em frente ao PC, também desisti. Por fim, passando na banca, encontrei o primeiro volume lançado pela Panini pelo seu selo Planet Manga e cofrei. E aí? Digo-lhes sem medo de ser feliz: eu não me divertia tanto lendo algo há muito tempo, chegando a rir alto na mesa do restaurante enquanto esperava Papai e Mamãe Sorg para almoçar. A história gira em torno de Saitama, o super herói mais poderoso do mundo. Mas o problema é que ele é TÃO FODENDO PODEROSO que todas as suas lutas acabam com o mesmo desferindo apenas um soco e isso o deixa extremamente deprimido e desmotivado, sem vontade de cantar uma bela canção.

O primeiro volume apresenta 8 capítulos que são mistos entre histórias no tempo presente e o passado de Saitama, alguns mostrando o protagonista na sua infância / juventude e outros em sua vida adulta antes de se tornar o herói careca com o pior uniforme ever. De modo geral o manga é excelente. Os vilões são todos propositalmente caricaturais, alguns baseados em personagens de comics americanas e outros são absurdamente ridículos com origens completamente estapafúrdias que é impossível não arrancar um sorriso do leitor. A narrativa tem dois pés metidos no nonsense e traz situações que debocham das grandes mega sagas das majors dos quadrinhos que são muito divertidas. O traço de Murata varia do extremamente dinâmico, técnico e cheio de detalhes para o completamente tosco quando Saitama está em cena o que deixa tudo ainda mais engraçado e divertido.  Leiam!one-punch-man-1

Berserk Volume 03

História e arte: Kentaro Miura

manga-berserk-n-6-edico-de-colecionador-panini-redwood-664701-MLB20394113959_082015-FUm dos mangas mais polêmicos de todos os tempos voltou às bancas em formato meio-tanko também pela Panini. Mas porque polêmico, Sorg? Porque, jovens samurais, Kentaro Miura começou a lançar Berserk em 1989 e ATÉ HOJE NÃO ACABOU! Dizem as más línguas que o autor é um dos maiores exemplos vivos de procrastinação já conhecidos da história da humanidade e que às vezes ele passa meses sem trabalhar em sua obra. Enfim, como moro fora do eixo do bem da distribuição, acabo sofrendo com a maldita setorização da mesma (que comercialmente e economicamente faz sentido para as editoras mas, mesmo assim, não posso passar em branco e não reclamar). Berserk está chegando aqui na periodicidade de um conta gotas e até o momento parou na terceira edição, obviamente a última que li.

A história gira em torno de Guts, um cavaleiro andarilho com um estranho estigma no pescoço que anda por uma terra que emula a Europa medieval caçando demônios. Nesse terceiro volume encerra-se o arco O Anjo da Guarda da Ambição e inicia-se A Era de Ouro, dois arcos que explanam a origem do protagonista e todo seu envolvimento com Griffith e o Bando do Falcão.

A narrativa de Miura é bem lenta, com cada arco se alongando por vários capítulos mas isso não diz contra a revista. Berserk é excelente mas é preciso paciência do leitor. O trabalho do autor é minucioso e extremamente cheio de detalhes, tanto visuais quanto de contexto. E engana-se quem espera um capa espada bonitinho, levado pelas baladinhas de bandas de metal melódico. Berserk é violento ao extremo, absurdamente explícito e não é por um acaso que não é aconselhado para menores de 18 (que, convenhamos, já viram pior no Youtube, Tv e WhatsApp mas isso não vem ao caso).

Vagabond Volume 01

História e arte: Takehiko Inoue

VAGABOND01_capa-abertaOutro lançamento da Panini e outra republicação, para o alento dos fãs de Myamoto Musashi ou Shinmen Takezo, para os mais íntimos. Vagabond apareceu pela primeira vez na terra do House of Cards BR através da editora Conrad que, como aconteceu com outras publicações, acabou por não finalizar seu lançamento. O manga, obra máxima de Inoue (há quem diga que Slam Dunk>>>>> Vagabond) é adaptada do romance de Eiji Yoshikawa, Musashi, e narra à trajetória do mais famoso samurai japonês em busca da perfeição na arte da espada.

E aí? Bão, Vagabond é uma leitura bem lenta. Bastante lenta e eu particularmente já vi leitores desistindo da série por isso. Há muitas questões filosóficas levantadas pelo protagonista durante sua jornada e muitas vezes a ação acaba ficando para segundo plano. Entretanto, para esse que vós escreve, esse manga compõe a quadra de ouro de mangas de samurais de todos os tempos (junto com Lobo Solitário, Rurouni Kenshin e BladeA Lâmina do Imortal). Assim como a obra de Hiroaki Samura e a de Nobuhiro Watsuki, é difícil escolher apenas um personagem de preferência. A grande maioria é muito carismática, bem construída e extremamente rica de contexto. Já os desenhos do artista são simplesmente lindos. Simples assim.

Knights of Sidonia Volume 01

História e Arte: Tsutomu Nihei

Knights-of-Sidonia-01-Capa_gUm dia eu estava de bobeira navegando pela Netflix e me deparei com um anime sobre futuro pós-apocalíptico espacial. Terra aparentemente dizimada, humanidade se refugiando no espaço em uma gigantesca nave, etc e tal. Me arrisquei e acabei assistindo os ótimos 12 episódios numa tacada só. Aí semana passada eu tavO olhando os mangas na banca e vi o primeiro volume da revista que deu origem à animação e acabei levando. Mas me arrependi.

mangasJBC-cover-SidoniaA versão em papel de Knights of Sidonia, assim como o anime, é bem dinâmica. Diferente dos mangas supracitados, a ação não demora a acontecer, os personagens vão aparecendo e se você não presta atenção, acaba boiando. Mas, ao contrário da versão animada, onde o contexto é bem trabalhado e desenvolvido, as coisas acontecem no manga de uma forma muito jogada. É mais ou menos página 01, Nagate (o protagonista) saí do subsolo de Sidonia, página 2 começa a se relacionar com as pessoas e way of life da superfície, página 3 é piloto de um Guardião (robôs gigantes que defendem a humanidade dos Gaunas, alienígenas bizarros responsáveis pela destruição do planeta). A narrativa de Nihei vai sendo construída aos trancos e barrancos, o tempo passa muito rápido ao passar das páginas e os eventos vão aparecendo ali e segue o baile. Não sei se esse problema se arrasta pelas próximas edições mas, para um primeiro volume, é tudo muito corrido e jogado. E seus desenhos seguem pelo mesmo caminho. Primeiro porque, com exceção de Nagate, é bem difícil diferenciar quem é quem dos coadjuvantes. Todo mundo é meio parecido, os cabelos são meio iguais e por isso, eu acabava voltando algumas páginas toda hora para lembrar quem estava na cena.

E as batalhas dos Guardiões contra os Gaunas, meu amigo… Na animação são bem dirigidas, dinâmicas e bonitas de se ver. No papel não é possível entender porra nenhum do que acontece. É tudo muito confuso, bagunçado… Quando os Guardiões se juntam em formação (que no anime ficou do caralho) é uma miscelânea de pontas e tons de nanquim que é impossível ver onde começa um robô e onde acaba o outro. Enfim, achei bem ruim e talvez eu compre o segundo volume só por esperança de melhorar um pouco.

Tchau.

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