“It´s revolution baby!”

Falaí, Enxutada!!! Aqui é o Gruut e estou publicando um post que o Starscream nos enviou por e-mail. Nas palavras dele: “Este é um post de introdução (ui) da série/crossover “Revolution“, da Editora IDW. Nesse post, ele tentar explicar qual é o contexto que irá unir personagens tão diferentes num mesmo universo coeso. Segundo ele, este post não é propriamente uma resenha, mas apenas uma apresentação geral das revistas e personagens envolvidas em “Revolution”.”. Lembrando que as postagens da seção “Penetras no Baile” são de inteira responsabilidade dos autores, portanto, se não gostarem, pau no cu dele xinguem o Starscream. Dito isto, bora ler essa bagaça?

Salve, salve, Enxutos e Enxutas que só leem Marvel e DC! Existe vida fora do mainstream! E aqui vamos nós, falar do megaevento/crossover da Editora IDW, que dará (ui) início ao universo compartilhado de Action Man, Micronautas, ROM, M.A.S.K., G.I. Joe e, claro, Transformers. Será um texto extenso, porque o evento irá unir várias franquias diferentes no mesmo balaio.

Esse post é um resumo básico para entender o que acontece até que Revolution comece e um “panorama geral” dos títulos dos personagens novos. Então se alguém quiser iniciar a leitura a partir daqui, vai acompanhar bem as histórias. Leia por sua conta e risco (ou vá direto para a Regra 13 no final). 😉

Recomendação do Sorg

As revistas dos Transformers e G.I. Joe são publicadas pela IDW há quase uma década e, por isso, possuem uma extensa cronologia. Os outros títulos que serão agregados ao universo, por outro lado, vão ter seu início concomitantemente a esse evento. Traduzindo: Action Man, M.A.S.K., ROM e Micronautas serão inseridos na cronologia da editora IDW de forma totalmente interligada. Então podemos esperar participações especiais de uns nos títulos dos outros com bastante frequência.

Antes de mais nada, temos que fazer um preâmbulo sobre a cronologia da IDW, uma vez que todos os novos personagens são, diretamente ou não, relacionados com os robôs Cybertronianos.

Não se sabe ao certo como a vida surgiu no planeta Cybertron. A maioria dos registros antigos foi perdida e o que restou é muito vago. No entanto, há consenso de que existiram 13 Primes originais: Prima, Nexus, Onyx, Micronus, Solus, Liege Maximo, Alpha Trion, Alchemist, Vector, Amalgamous, Quintus e… um tal de Megatronus (e não, ele não é quem você está pensando). O último Prime é desconhecido, mas Caminus (uma das colônias estelares de Cybertron) o chama de “The Arisen” (e sei lá como traduzir isso… “Aquele que Surgiu”? “Aquele que Se Elevou”? Whatever).

“Prime” vem de “primordial”, ou seja, aquele ou aquilo que existia no início, saca? É, eu sei, vocês nunca pensaram nesse tipo de divagação. Sou um pária, fazer o quê?

Os religiosos alegam que os 13 teriam sido criados por Primus (o deus dos Cybertronianos) e cada um possuía uma função ou missão, não somente em Cybertron, mas em todo o universo. Cada um dos 13 passou a liderar grupos de Cybertronianos (não gosto do termo “tribos”, que é empregado às vezes nas traduções), cada qual com sua própria civilização.

Passados vários ciclos, houve guerras entre os grupos liderados pelos Primes. Estes, por sua vez, destruíram uns aos outros, fugiram para o espaço (fundando colônias) ou foram mortos por Galvatron (um guerreiro bárbaro sociopata e que também não tem nada a ver com o Megatron). Alpha Trion foi esquecido e permaneceu incógnito por muito tempo, até decidir revelar-se como um dos 13 Primes. O título de “Prime” passou a ser designado para os líderes do povo cybertroniano (agora unificado depois de uma longa e devastadora Guerra Civil) e seus detentores não guardavam nenhuma relação com os 13 originais.

E aqui cessam as semelhanças com qualquer outra versão ou mídia dos Transformers.

Muitos anos depois dos eventos narrados acima, Cybertron era um planeta regido por um Senado corrupto, que explorava a força de trabalho de Cybertronianos considerados inferiores, devido ao seu modo alternativo. A opressão e corrupção fomentaram uma grande revolta popular, liderada por um mineiro chamado Megatron (é, pequeno gafanhoto, é esse que você conhece!). Este, por sua vez, tornou-se cada vez mais radical, egoísta e violento, a ponto de ser um sociopata no comando de um exército, mais tarde conhecido como Decepticons. Para confrontá-lo, Optimus Prime cria os Autobots, sob a influência dos pensamentos libertários de Megatron, quando o vilão ainda não havia sido corrompido pelo ódio e pela maldade. As duas facções dão início a uma nova Guerra Civil, que se arrasta por quatro milhões de anos.

Durante o conflito, os Decepticons buscam planetas que sirvam como colônias ou simples fontes de Energon. Shockwave (um cientista Decepticon), realiza experiências com o “minério 13” e o semeia em vários planetas da galáxia, sendo a Terra um deles. E por falar no nosso mundo, Megatron planeja conquistá-lo, através de protocolos de infiltração, sabotagem e por fim, aniquilação total. Mas como os Autobots aparecem para ajudar os terráqueos, estes acabam descobrindo de uma só vez que há outras formas de vida pelo universo… e que nem todas são amigáveis. Após o término do confronto, muitas armas e tecnologia Cybertroniana são apreendidos por alguns países e empresas privadas.

Em um dado momento, Megatron tem uma espécie de “crise de consciência” e decide se entregar para ser julgado por seus crimes. Com isso, a Guerra entre Decepticons e Autobots está encerrada e os Transformers podem finalmente retornar à Cybertron para reconstruir sua civilização e reunir todas as suas colônias, formando um “Conselho de Mundos”. Megatron acaba se juntando a um grupo de exploradores Autobots e segue com eles pela galáxia para ser julgado pelos Cavaleiros de Cybertron que, assim como os Primes, também foram criados pelo próprio Primus e seriam um grupo de Transformers dotados de grande sabedoria e habilidades especiais.

Dito isso, temos o básico da cronologia dos Transformers para começar a acompanhar as outras revistas, tanto individualmente (nas revistas mensais) quanto o crossover com todos os seus títulos especiais.

Pois muito bem. Bora conhecer os outros personagens de Revolution? Sigam-me os bons!

ROM: Talvez a mais conhecida e, por isso, a mais nostálgica das personagens que retornam. Lembram que ele era um Cavaleiro Espacial do planeta Gálador? Esqueçam isso. Rom agora é membro da Ordem da Estrela Solar, da qual os Cavaleiros Espaciais fazem parte. A Ordem (Solstar Order, no original) tem como missão preservar a paz e proteger os diversos planetas espalhados pelo cosmo. Ah, sim, e eles também tem o dever de erradicar os Espectros (uma raça du mau mano) que ameaçam toda a galáxia.  A caçada aos Espectros trará ROM para o nosso planeta, mas aqui ele também terá que lidar com os Micronautas, G.I. Joes e Transformers.

M.A.S.K., a.k.a., “Mobile Armored Strike Komand” (Comando Armado de Ataque Blindado) para os íntimos: o governo dos EUA está desenvolvendo veículos e armamentos altamente sofisticados, a partir da tecnologia Cybertroniana (deixados por aqui ou tomados pelos humanos no confronto entre Autobots e Decepticons). Mas as coisas não saem exatamente como planejado e o general Miles Mayhem trai seu governo, rouba alguns equipamentos e monta seu próprio grupo de terrorismo, chamado V.E.N.O.N. Para combatê-lo, o engenheiro Matt Trakker recruta a sua equipe e terá pela frente o desafio de conquistar o respeito de seus próprios companheiros, antes de derrotar seu adversário. Na série original, o único personagem fixo é o Trakker, que seleciona seus agentes a partir das habilidades de cada um e das peculiaridades da missão, como na HQ “Frequência Global”. Para a molecada que nasceu dos anos 90 em diante, é preciso explicar que a série é inspirada num desenho que, por sua vez, foi feito para vender os bonecos da linha de brinquedos homônima da Kenner. Naquela época, o capitalismo selvagem lançava desenhos para promover brinquedos e produtos licenciados como se não houvesse amanhã. Alguns deles eram péssimos, mas outros foram marcantes (como Thundercats, He-Man, G.I. Joe e Transformers).

Vocês conhecem algum desenho animado bacana da União Soviética? É, pois é.

ACTION MAN: O cargo de “Action Man” remonta ao século XIX e faz parte da “Adventure Team” (Equipe de Aventura), a contraparte inglesa para os G.I. Joe, ou seja, soldados altamente treinados em diversas formas de combate. Sei que, de todos, esse será o mais “desinteressante” para a maioria dos novos leitores (e a IDW também sabe). Por isso, há conexões importantes entre Action Man e Miles Mayhem da série M.A.S.K.; com os G.I. Joe e com o minério 13 de Shockwave (e não, não vou falar aqui detalhadamente sobre isso, para estimular a leitura e porque estou com preguiça não li quase nada desse título ainda).

MICRONAUTAS: Esqueça Arcturus Rann e a Força Enigma, eles foram limados por causa dos direitos autorais da Marvel Comics. Os Micronautas são uma equipe formada por várias espécies de habitantes do Microverso: Acroyear (ou Acrólito, para os fãs brazucas das antigas), Biotron e outros que são ou serão apresentados. O mais legal aqui é que a IDW tenta explorar um tema inédito: a origem do Microverso. E essa origem, amiguinhos, está ligada a Micronus Prime (um dos 13 Primeiros Cybertronianos, lembram?). Indo direto ao ponto, o Microverso foi criado por Micronus Prime. Sim, meus caros, há agora um ponto de ligação permanente entre os Transformers e os Micronautas. Podem ter certeza de que isso será explorado nas duas séries para muito além desse crossover.

G.I. JOE: os saudosos “Comandos em Ação”, sucessores de Togakuri Falcon, que vem perdendo seus polegares e seu apelo desde os anos 80. Verdade seja dita, adultos não gostam mais de presentear os filhos com brinquedos que fazem alusão à temática de guerras. E por esse motivo, temos uma nova geração inteira de bebês chorões, do tipo #maisamorporfavor. Também por essa razão, a Hasbro não vem dando muita atenção à linha de brinquedos ou produtos derivados deles, pelo menos até que aconteça uma hecatombe nuclear e o espírito patriótico “America Fuck Yeah” volte com força total. É…. bom, eu não acompanho as revistas dos Joes. Assim como Transformers, a editora IDW tem uma imensa cronologia dos “Comandos”, mas o conhecimento cronológico deles não é tão importante quanto a dos robôs para a compreensão do que está rolando. Os Joes já foram publicados por várias editoras diferentes e, por isso, têm quase tantas versões distintas quanto os Transformers. Mas vale a regra básica: os G.I. Joe são um grupo militar de elite que confronta a organização terrorista Cobra. Obviamente, temos os personagens mais famosos, como Snake Eyes, Scarlett, Duke, Destro, Baronesa, mas todos eles são diferentes do que conhecemos, de uma maneira ou outra.  É igual, só que diferente, entende?

Ok, foram apresentados todos os participantes do evento. As histórias deles passam a sofrer influência mútua, a partir do que contei e de outros fatos que poderão ser lidos daqui em diante. Vocês devem ter percebido que tentei me aprofundar minimamente na trama, justamente para não estragar a surpresa e não comprometer a leitura daqueles que vão dar (ui) uma chance para o material da IDW (e espero sinceramente que o Anubis não nos presenteie com spoilers gratuitos nos comentários).

Capa do John Byrne? AÍ SIM!!!

E qual a premissa desse mega crossover? Segundo a página de Wikia da IDW (que eu safadamente copiei), a trama se inicia “após a anexação controversa da Terra ao Conselho Cibernético dos Mundos, feita por Optimus Prime, os depósitos de Minério 13 em todo o planeta começam a se desestabilizar rapidamente, ameaçando a Terra com a aniquilação nuclear. A equipe especial G.I. Joe é reativada e mobiliza-se em resposta, contratando Miles Manheim para engenharia reversa da tecnologia Cybertroniana apreendida. Alguns Joes percebem, entretanto, que suas fileiras foram infiltradas pelos alienígenas conhecidos como Espectros, que por sua vez, são caçados por Rom, o Cavaleiro Espacial. Enquanto isso, buscando salvar o Microverso da tempestade de entropia que ameaça destruí-la, os Micronautas entram no espaço regular, chamando a atenção tanto de Rom como dos Transformers”.

Ou seja: é o maior samba do crioulo doido. E por increça que parível, algumas edições estão legais.Fiquem agora com a Regra 13 (mantendo uma tradição antiga de posts do BdE de várzea).

That´s All Folks! Decepticons forever! E Feliz 2017!

Quer ter seu post publicado aqui no Baile dos Enxutos? Então mande-o para nós através do email obailedosenxutos@gmail.com A gente demora a ler os e-mails, mas uma hora a gente lê e se estiver de bom humor, até posta. Até o próximo Penetras no Baile. See ya later, bitches!!!

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