Já imaginou a história de Romeu e Julieta no espaço? Não? Então, você precisa ler Saga da Image Comics.

Falaí, Enxutada!!! Ano passado eu “importei” algumas revistas, para ver qual era a da parada, e foi assim que eu conheci Saga da Image Comics. A revista me fisgou de tal maneira, que eu não consegui mais parar de lê-la. Este post falará um pouco da história da revista e da sua criação. Bora lá?

Saga é uma “space opera” que conta a história de amor de Alana e Marko, dois soldados em lados opostos numa longa e devastadora guerra intergaláctica entre raças, que se apaixonam e lutam para garantir que Hazel, sua filha recém-nascida, continue viva. O grande barato da história é que ela é contada em forma de memórias sob o ponto de vista do bebê do casal.

Recomendação do Sorg

Saga é uma fábula moderna e uma bela história de Amor e ficção cientifica espacial, mas não pensem que a história é feita apenas de momentos tenros e fofos. Há cenas e momentos extremamente perturbadores, bizarros e chocantes. Sexo, politica, religião e violência estão sempre presentes nas histórias e todos esses elementos são muito bem dosados e usados nela, de forma que a mesma nunca fica chata ou enfadonha demais.

Na opinião desse que vos escreve, eu acredito que um dos grandes pontos fortes da história são os relacionamentos e a personalidade dos personagens. Eles são muito bem construídos e desenvolvidos e isso se estende a todos os personagens e não apenas aos principais. As participações deles nunca são gratuitas e pode ter certeza de que terão importância na trama.

Saga é escrita por Brian K. Vaughan e desenhada por Fiona Staples. A primeira edição foi publicada em março de 2012, se tornando um sucesso de público e crítica. A tiragem da primeira edição se esgotou após seu lançamento e, desde então, veio sendo uma das revistas em quadrinhos mais vendidas nos Estados Unidos. Em 2013, a primeira edição encadernada da série venceu o “Hugo Award for Best Graphic Story“. No mesmo ano, a série e seus criadores receberam várias indicações ao Eisner Award, incluindo “Melhor Série”. Em 2015, recebeu dois prêmios Eisner: Melhor Série Contínua e Melhor Desenhista.

Brian K. Vaughan concebeu o universo ficcional que viria a ser utilizado em Saga ainda durante a infância. Dentre suas principais inspirações estavam o universo da franquia Star Wars e as histórias do personagem Flash Gordon, que somadas às obras literárias que consumiu na infância e a curiosidade aguçada, ao descobrir o personagem Surfista Prateado, contribuíram para o surgimento dos primeiros elementos que futuramente seriam incorporados à série.

Os Anubis pira

Quando sua esposa estava na segunda gestação, Vaughan elaborou a criação dos dois protagonistas – uma mulher alada e um homem com chifres. O casal de personagens fugiria do conflito entre suas raças e lutaria para sobreviver com a filha mestiça do casal. Desde o início, a intenção de Vaughan era utilizar Hazel, ocasionalmente, como uma narradora na série e utilizar diferentes gêneros, criando uma história que fosse sobre paternidade, mas cujo processo artístico fosse tão multifacetado, quanto é a criação de um filho, para “explorar a sobreposição entre a criação de uma obra artística e a criação de um filho”. Vaughan pretendia voltar à escrever uma série em quadrinhos desde a conclusão de sua última série autoral, Ex Machina pela Wildstorm em 2010. A publicação da primeira edição de Saga coincidiu com o nascimento de sua filha – fortalecendo, em sua visão, o paralelo que percebera quando aconselhado a não lançar uma série autoral durante uma crise econômica e recebera avisos sobre o cuidado que precisaria tomar se fosse ter um novo filho.

Sobre o processo de criação de Saga, o autor disse:

Eu percebi que criar uma história em quadrinhos e criar um bebê são coisas bem parecidas e, se eu pudesse combinar as duas, eu poderia tornar essa combinação algo menos tedioso, se o cenário utilizado fosse um universo maluco, com elementos de ficção científica, e não de piadas sobre fraldas (…) Eu não queria contar uma aventura como as de Star Wars, em que os nobres heróis enfrentam um império. Essas são pessoas nas margens da história, que não querem nada com uma guerra galáctica interminável. (…) Eu faço parte de uma geração que sempre reclama dos prelúdios [Episódio I, Episódio II e Episódio III] e como eles foram decepcionantes (…) Se todos nós, que reclamamos sobre o quanto os prelúdios não atenderam nossas expectativas, simplesmente fizéssemos nossas próprias histórias de ficção científica, estaríamos fazendo um uso muito melhor do nosso tempo.

Falando um pouco sobre a arte de Fiona Staples, só tenho elogios. Seu estilo é simples, limpo e minimalista, mas, ainda assim, tem um toque refinado por causa dos métodos variados dos quais ela se utiliza para compor a arte de Saga. Além de ter sido a responsável por elaborar o design do elenco e de todas as naves espaciais e diferentes raças alienígenas presentes na história, Staples contribuiu visualmente para a série com as pinturas utilizadas nas capas de cada edição e escrevendo, com sua própria caligrafia, a narração de Hazel, incorporando o texto de Vaughan a sua arte.

Saga continua sendo publicada até os dias de hoje e está na sua quadragésima segunda edição nos States.

No Brasil, a editora Devir lançou até o momento quatro encadernados e cada volume reúne 6 edições. Eu já possuo os dois primeiros volumes e posso garantir que a publicação é de ótima qualidade e acabamento. Pretendo ver se consigo um precinho camarada para adquirir as duas últimas no decorrer do ano. #Tomara

Bem, taí o post sobre uma das revistas que mais me surpreenderam positivamente nos últimos anos. Espero que o post tenha servido para introduzir (UI) aqueles que ainda não conheciam a revista e o universo fantástico de Saga. Alguns dos Enxutos ou Enxutetes já leram a revista? MIMIMIzem aê nos comentários e compartilhem a sua opinião conosco.

Curiosidades: Em 9 de abril de 2013, diferentes meios da imprensa destacaram o fato de que a Apple Inc. teria proibido a disponibilização de Saga #12 para venda através do sistema iOS, por causa de dois quadros que exibiam pequenas cenas de SÉQUIÇU oral entre homens, o que violaria as restrições da empresa acerca de conteúdo de cunho sexual. Diversos artistas criticaram a medida, apontando conteúdo similarmente SÉQUIÇUALIZADO em edições anteriores de Saga e em outras obras vendidas através do iTunes. William Gibson foi um dos profissionais a sugerir que a restrição se daria por causa da natureza homossexual das cenas desenhadas. No dia seguinte, a distribuidora digital Comixology anunciou ter sido a responsável pela medida, tendo decidido não disponibilizar a edição baseado na sua própria interpretação da política de conteúdo da Apple e, somente após ter recebido um esclarecimento por parte da empresa, é que viria a oferecer a compra da edição da DELÍCIA através do sistema iOS.

Em dezembro de 2014, a Image Comics publicou Saga Deluxe Edition Volume 1, uma edição especial em capa dura reunindo as 18 primeiras edições da série. Por entender que Saga é uma história sobre Hazel; Vaughan e Staples decidiram que cada volume da versão de luxo teria uma nova imagem da personagem, produzida especificamente para aquela edição e mostrando a personagem em um diferente estágio da sua vida. Como os três primeiros arcos de história reunidos no volume mostravam Hazel durante seu nascimento e sua infância, a capa do primeiro volume de luxo mostra a personagem ainda bebê, no colo de sua mãe, com Landfall e Wreath ao fundo, uma imagem similar à da controversa capa da primeira edição. Eric Stephenson, BAM-BAM-BAM da Image Comics, alertou que se a ideia fosse levada adiante, alguns lojistas certamente se recusariam a vender o volume, o que limitaria o alcance ao público, mas, ao ver a arte de Staples, decidiu que as vendas não seriam um problema.

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