I amar prestar aen… O mundo mudou…

Han mathon ne nen… Eu sinto na água…

Han mathon ne chae… Eu sinto na Terra…

A han noston ned gwilith… Eu cheiro no ar…

Muito do que era se perdeu. Pois nenhum hoje vive para lembrar. Há tantos anos quanto existem estrelas no céu, as Caravelas dos Tucanos aportaram na Terra-Tupi. Como sinal de boa fé, os Miguéis trouxeram presentes para os residentes do novo mundo e durante os próximos dois mil e dezoito anos, ninguém pareceu se importar com as trevas que nasciam no solo da Terra-Tupi. Todos, menos um…

Tudo começou com a forja dos anéis de poder. Três foram dados aos Tucanos, gananciosos, os mais cheiradores de todos os seres. Sete para os senhores Metalúrgicos, mestres nas artes com ferro, manipulações e sindicatos. E nove, nove anéis foram presenteados para a raça dos Doleiros  — que, acima de tudo, desejam poder. Para cada um desses anéis estava atrelado o poder para governar cada raça.

Recomendação do Sorg

Mas todos foram enganados, pois outro anel fora forjado…

Na terra de Mordaneiro, no fogo da Montanha de Açúcar, o Senhor dos Camuflados Bolsonauron forjou em segredo um anel mestre, para controlar todos os outros. E neste Anel, ele colocou seu racismo, sua homofobia e seu desejo de direitos humanos para humanos direitos. O Um Anel para todos governar.

Um a um, as terras livres da Terra-Tupi caíram perante o Anel. Mas houve aqueles que resistiram… Uma última aliança entre Doleiros e Tucanos marchou contra os exércitos de Mordaneiro e, ao pé da Montanha de Açúcar, eles lutaram pela liberdade da Terra-Tupi.

No centro da batalha, Bolsonauron desferiu um golpe no Rei dos Doleiros com sua maça, lançando-o para sua morte. Os Doleiros começaram a correr, entregando uns aos outros com promessas de delações premiadas… Foi neste momento, em que toda esperança se esvaiu, que Isilferson, filho do Rei, pegou a espada de seu pai e desferiu um golpe na mão de Bolsonauron, cortando seus dedos e retirando O Um Anel de sua mão.

Bolsonauron, o inimigo das pessoas livres da Terra-Tupi, fora derrotado. O Anel passou para Isilferson, que teve a chance de destruir o mal para sempre. Mas o coração dos Doleiros é facilmente corrompido… e o Anel do Poder tem suas próprias vontades.

O Anel traiu Isilferson… para sua morte.

E algumas coisas que não deveriam ser esquecidas, perderam-se. História se tornou lenda, lenda se tornou mito e, por dois mil e três anos, o Anel passou despercebido. Até que, quando a chance apareceu, ele encontrou um novo portador.

O Anel revelou-se para a criatura Lullum, que o levou para as profundezas de seu Triplex. E lá, o Anel o consumiu.

“Meu amor… somente meu… meu companheiro!”, disse Lullum durante os anos…

O Anel trouxe Lullum uma vida extremamente longa. Por dois mandatos envenenou sua mente. E, no aconchego de seu Triplex, o Anel esperou. A escuridão retornou para o mundo. Os rumores cresceram como uma sombra no sul, os sussurros de um medo sem nome, e o Anel de Poder percebeu que sua hora havia chegado. O Anel abandonou Lullum.

“COMPANHEIRO!”, disse ele.

Mas aconteceu algo que nem mesmo o Anel pretendia. Ele fora encontrado pela criatura mais improvável de todas. Um Fantoche: Dilba Dolseira do Proletário.

“O que é isso? Um anel? Poderia estocar vento com isto.”

E logo chegará a hora em que Fantoches irão moldar o futuro de todos os seres livres na Terra-Tupi…

A ser continuado.

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