E finalmente chegou. Um dos filmes mais esperados da história do cinema chegou ao Brasil ontem e, se você teve saco para aguentar sessões lotadas, bem provável que já tenha se maravilhado com o mais novo episódio de Star Wars. Resenha sem spoiler.


Acompanhado de minha senhora e meu filho mais velho, encaramos a sessão das 20:30 hrs e vale ressaltar a diversidade de pessoas na mesma: fãs da terceira idade no auge da brancura de seus cabelos, crianças, nerds jovens, bazingas, modinhas, fãs hardcore e adultos que cresceram com a trilogia clássica de George Lucas. O legal disso tudo foi ver que, após a ovação passar depois do logo da Lucasfilm e o clássico letreiro inicial, todos se calaram. A sessão foi tranquila sem a habitual encheção de saco com gente mal educada falando o filme todo ou dando gritos histéricos aleatórios. Todos riram juntos, aplaudiram juntos e se emocionaram juntos e por isso eu tiro meu chapéu para JJ Abrams e sua equipe. Obviamente que o simples fato de se tratar de Star Wars e sua interminável legião de fãs das mais variadas idades ajudou para tal fato mas, ainda assim, o trabalho da Disney e sua produção é inquestionável.
Dito isso, vamos falar sobre o filme?Latest-The-Force-Awakens-Trailer-Description
Sobre a história, temos um remake do episódio 4 travestido em continuação. Há a aliança rebelde lutando contra um império du mau, manú, comandados por ditador que fica nas sombras e veste preto; há o herói (nesse caso heroína) sozinha em um planeta deserto com o sentimento de não pertencer a esse lugar e que irá passar pela clássica jornada do herói; há o vilão mor que também veste preto, tem poderes que mete medo em todo mundo e uma arma massavéio pra cacilda… Enfim, é o recomeço da franquia para novas gerações e para uma nova realidade. Como assim? A protagonista é mulher e faz par com um negro e ambos lutam contra um vilão branco. É errado? Obviamente não, jovem padawan mas é o suprassumo do politicamente correto. Mas, mesmo assim, isso não impediu o redneck preconceituoso de malhar John Boyega (Finn) quando as primeiras imagens dele em uma armadura de Stormtrooper pululou na internet. Mas isso não vem ao caso e vamos voltar à história.

Clássico!
Clássico!

De forma sucinta, O Despertar da Força se resume no clássico ganhei mas o que que eu faço agora? Depois te der finalmente derrotado o Imperador e Darth Vader era de se esperar que a república iria reinstaurar a ordem e paz na galáxia que viveu por anos sob a mão de ferro do Império, right? Bom, não. Não sei se ninguém tinha a menor ideia do que fazer depois de ganhar a guerra mas nesse filme temos o Império (agora Primeira Ordem) ainda mais forte e a Aliança Rebelde ainda mais fudida. Parabéns campeões! Luke Skywalker deu uma de Cartman e mandou no screw you guys, I’m going home (quer saber porque? Assista, cazzo) e sumiu há muitos anos e parte do mapa com sua localização se encontra com BB-8, o R2D2 da vez. Obviamente, Kylo Ren (o Vader da vez) quer o tal mapa e o resto é spoiler.

Esse personagem não serve pra nada. Spoiler?
Esse personagem não serve pra nada. Spoiler?

Visualmente, o filme é simplesmente lindo. Embasbacante. Não há nada nas imagens d’O Despertar da Força que o desabone, muito pelo contrário. Esqueçam os CGs horrorosos da também horrorosa segunda trilogia de George Lucas. Aqui temos tudo muito mais orgânico e crível. Aliás, dizem as más línguas que JJ Abrams seguiu pelo lado George Miller da força, usando maquetes, locações reais e deixando os retoques de computação gráfica somente onde era necessário. Aliás, vale ressaltar a impressionante cena do discurso hitlerista do General Hux. Fiquei impressionado com a composição da cena e também pelo fato dela remeter tão descaradamente ao nazismo.

Hail Hux!
Hail Hux!

A trilha sonora fica um pouco aquém do esperado. Também composta por John Williams, ela flerta o tempo todo com a trilha da primeira trilogia sem nunca chegar nela de fato e também sem enveredar por algo mais marcante, tornando-se apenas música incidental sem nada demais.
O filme é voltado para a nova geração de fãs. Ponto. Mas não se desespere porque tem muito fan service e muito easter egg para você, cuequinha de luz hater que despreza essa nova geração de adoradores de Star Wars. E tudo aquilo que remete aos filmes clássicos fizeram todos no cinema baterem palmas. T-O-D-O-S. Sim, eu aplaudi em um filme. Primeira vez na vida. E não me arrependo. Me julguem.
Porém, entretanto, contudo e obviamente todavia, o final é anti clímax. Quando finalmente temos a resolução da trama do filme, ela é muito hãaãã, ok. Só isso? Sim, eu sei, ela vai ser desenvolvida nos futuros filmes da série mas, ainda assim, a forma como tal cena é apresentada / desenvolvida fica muito aquém do esperado.
Há ainda vários outros pontos que realmente me desagradaram (e muito deles envolvem Kylo Ren) mas evitarei mais detalhes para poupá-los de spoilers. Pra quem já assisiu, a gente troca uma ideia nos comentários.

Amigo, na boa? Põe a porra da máscara.
Amigo, na boa? Põe a porra da máscara.

Bottom line disso tudo?
É um filme legal pra caralho. Não superou minha expectativas mas com certeza as supriu e honrou o nome de Star Wars. Faz um bom trabalho para a nova geração ao mesmo tempo que agrada os velhacos oldschool chatos e rancorosos.

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