Salve enxutos. Com a saída provisória (ou não) do King do BdE, coube a mim manter o legado de resenhas do Superior Spider-Man e, assim que isso terminar, das do Aranha que vale. Pois bem, sem mais, vamos para o começo do fim do Superior com a primeira parte da saga final Globin Nation.

Bão, vamos para uma breve recapitulação da edição anterior. Pronto, já leram? Ok, here we go:

A história começa com uma cacetada de meliantes tocando o terror em Nova York, todos usando máscaras do Duende. Oquinho observa atônito do alto, sem entender como ele conseguiu pacificar grande parte de NY e, mesmo assim, esses atentados passaram batidos pelo seu infalível sistema de vigilância. Oquinho ainda se lamenta de apenas os dois Duendes – Urich e Kingsley – terem escapado de seu cerco e admite que tinha ignorado completamente o Duende que vale: Osborn.

Corta e estamos na mente do Oquinho, onde Peter vaga aleatoriamente. Ele se da conta que apenas 31 memórias dele ainda estão intactas no seu corpo, aquelas que Otto acha essencial para continuar se passando por Parker. O mesmo corre perigo toda vez que Oquinho acessa suas memórias e pode ser “visto” pelo subconsciente do vilão. Vagando pelas lembranças restantes, ele acaba tomando uma medida desesperada: dá uma de Naldo e se joga “dentro” do corpo de Otto em uma memória onde o vilão estava às vias de fato de derrotar o herói, na esperança de achar um esconderijo definitivo até que traçasse uma estratégia (do grego…) para tomar controle do seu corpo de volta. Porém, entretanto, contudo e todavia, isso dá merda, Capitão e Peter se mistura às lembranças pessoais do Oquinho, justo no momento do nascimento do vilão. Sendo sobrepujado pelas memórias dele, Parker mais uma vez cai no esquecimento quando isso acontece, mesmo mimimizando eu sou Peter Parker, eu sou Peter Parker, eu sou Peter…

Recomendação do Sorg

Novo corte e presenciamos Peter Octavius tentando descobrir o porque de seu sistema de vigilância não ter detectado as ações do meliantes duendes. Paralelo a isso, o prefeito J.J.J. faz média com a imprensa que acusa Spider Silva Oquinho de estar mancomunado com o Duende. O mesmo nega e diz que o Aranha é o maior herói de NY enquanto entra em seu carro e ruma para a Alchemax. Lá, ficamos sabendo que o J.J. que vale está preparando sua própria versão do Spider Slayer. Novo corte e temos o Oquinho conversando com Uatu Jackson (o vigia?) sobre o porque de seu sistema não ter detectado os meliantes duendes e a Capitã de polícia Watanabe procurando Peter Parker por ser considerado o principal suspeito do sumiço de um policial. Blábláblá.

Enfim, chegamos ao momento decisivo da edição: Oquinho descobre um sistema secreto de metrôs servindo aos propósitos do Duende Verde. O mesmo é descoberto por Osborn quando se aproxima de seu covil subterrâneo e, em vez de saírem na porrada, o Duende chama Oquinho para bater um plá. Oquinho é surpreendido quando Osborn revela que sabe que ele é Otto Octavius e não Peter Parker. Um leve blábláblá, nós somos homens de grande intelecto, em vez da gente ficar saindo no tapa que tal governarmos a galáxia like father and son, Luke, I´m you father  NY, eu sendo o pica grossa das galáxias e você como meu vice?

A resposta do Oquinho é um murro na mesa esbravejando sou foda, na cama te esculacho, na sala ou no quarto. O Duende ataca usando um raio saindo do cu dedo e por fim descobrimos que o Oquinho estava são e salvo em sua base na Ilha Aranha e que quem estava no covil do vilão não passava de uma holografia. A HQ fecha com um ataque maciço dos soldados duendes na base do aranha.

Pois bem, vamos às considerações: tive a sorte de estrear minha leitura do Superior (não tinha lido nenhuma edição até hoje) com os desenhos do excelente Giusuppe Camuncoli e o cara manda bem demais. Ele me lembra muito o traço do Steve Ditko, com um quê clássico em seus traços. Simples, sem muitas firulas, com proporções corretas, feições bem desenhadas e excelente fluidez entre seus quadros.

No roteiro: Slott quer chocolate consegue manter um roteiro bem “interessante”. Ele balanceia bem as várias linhas da história, deixando a leitura fluída. Mesmo que eu particularmente não goste da ideia Oquinho no corpo do Peter e Parker fantasminha camarada, é perceptível o cuidado do roteirista com o desenvolvimento do plot. Um ponto que já tinha percebido pelas resenhas do King e confirmei com a leitura dessa edição: a forma como Slott traça a personalidade do Oquinho não é de um cara badass e sim de um adolescente irritadinho. Sempre que Octavius dialoga com outros personagens e mostra sua superioridade intelectual ou fodacidade, ele parece mais um guri de 15 anos chato pra caralho que se acha o dono do mundo mas não sabe onde a mamãe guarda as cuecas.

No mais, a experiência de leitura do Superior não foi tão traumática como achei que seria e, pela história em geral mais os desenhos do Camuncoli, nota 7 está de bom tamanho. Mas, por se tratar do Superior Oquinho, isso invalida qualquer classificação que possamos dar (ui).

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