Resenha Enxuta- Dark Knight III: The Master Race #2-#3

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A terceira parte da obra prima de Frank Miller continua…

Olá enxutos! Como vocês sabem, ou não, a DC retornou a sua história seminal do Batman, O Retorno do Cavaleiro das Trevas. No final do ano passado, voltamos ao mundo sombrio e distópico do Batman velhaco e revolts, e de todas as coisas que deram “errado” no futuro da DC visualizado pelas mãos de Frank Miller. Agora na parte 3, temos um mundo onde o Batman está velho demais para agir nas ruas, onde o Superman se encerrou em gelo na fortaleza da solidão, e sua filha com a Mulher Maravilha mora com a mãe em uma nova tribo de amazonas, localizada agora nas montanhas de Macchu Pichu, no Peru.

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Na edição um(resenhada aqui), temos a apresentação do mundo, enquanto na edição dois, vemos que A Robin 9vinha, Carrie Kelly, sendo interrogada pela Comissária Ellen Yindel. Ela conta uma história de como o Batman morreu após a luta final com Luthor e ela resolveu seguir adiante com o legado do morcego. É lógico que ela não acredita em nada do que a garota fala, e prepara sua transferência para Black Gate. Só que no meio do trajeto, a menina morcego chama o seu Bat-tanque, e consegue fugir dos meganhas de Gotham.

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Enquanto isso, Ray Palmer se prepara para entrar para a história como o personagem de quadrinhos mais burro que já se ouviu falar. Só assim para definir alguém que quer soltar centenas de milhares de Kriptonianos na Terra. Se com UM SÓ já da muita merda, imagine uma cidade. E as coisas ficam piores quando ele comete essa burrice, pelo fato que Kandor foi controlado por um líder religioso chamado Quar, que com seus seguidores passou o rodo em geral que não acreditava na “palavra”.

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E com a consciência de que fez uma grande merda, o grande Átomo acabou sendo…esmagado como um inseto!

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A história termina com Carrie voltando para Batcaverna e encontrando com Bruce, no melhor estilo “Batman Beyond”, usando bengala e tudo.

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Nessa edição também vemos uma mini da Mulher Maravilha, mostrando a vida das amazonas no Peru, e sua conturbada relação com a filha Lara.

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Seguimos para a edição três, e vou fazer um resumo bem “carioquês” dela:

O Bruce velhaco tá preocupada com a Robin 9vinha perigo, indicando que rola uma síndrome de Lolita ali. Depois de ver a merda que a galera de Kandor tá fazendo, ele resolve ir atrás do seu mano de estilo, o Superomi.

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O tiozão de Kandor, Quar,  tá dando uma de ISIS, e invocou uns crentes nervosos no melhor estilo homem-bomba, fazendo o kripntoniano se expludir e com isso a cidade dos Russo lá, fazendo todo o morro de Moscou ir  pro brejo.  O Super picolé acorda do gelo boladão quando o Batvelhaco admite que o mundo precisa dele e, depois da Robin 9vinha falar que a galera de Kandor tá tocando o o maior terror no puteiro!

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Aí chega o Super boladão, cheio de sangue nos zóio para detonar os maluco do pedação, mas a 9vinha perigo da Lara, a filha ingrata dele, chega dizendo que o coroa tá no erro. Termina com a parada brocando frenética, e desse jeito, geral vai se fuder de vez. Não tá tranquilo. Não tá favorável.

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Na mini dessa edição vemos Hal Jordan se indagando sobre qual é sua função real como guardião da Terra. No meio tempo, ele é abordado por três Kandorianas, seguidoras de Quar. Elas o veem como um deus de luz, e querem que ele as ensine a serem as novas deusas da Terra, e as possua.

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Claro que rola um xaveco e o Lanterna fica bem aceso, mas tudo não passava de uma cilada (CORRE BINO). No fim, elas arrancam a mão de Hal, e levam seu anel, o deixando jogado no chão, apenas como um homem.Uma coisa interessante: a narrativa dessa mini dá a entender que este não é Hal Jordan. Talvez o anel tenha tomado consciência e tenha “se tornado” Hal. Pelo menos foi o que eu entendi…

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Considerações finais:

A revista continua competente. Ela tenta apagar a má impressão deixada em DKII, evitando ao máximo em mostrar os acontecimentos que ocorreram na saga anterior. O básico que você precisar saber é contado em flashbacks, e em conversas entre os personagens. Batman está mais velho e acabado, e acha que Carrie é muito melhor que ele e sua sucessora natural. Superman e outros heróis desistiram da humanidade, e a Mulher maravilha não consegue doutrinar sua filha, que acha que tanto ela quanto o pai são fracos.

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O foco da narrativa de Azzarello é gradativo, fazendo você até perceber o que vai acontecer depois, mas se manter com expectativas para a próxima edição. Até agora, a melhor mini foi da edição dois, com arte de Eduardo Risso, mostrando o quanto Lara realmente não tem nenhum traço de humanidade. Ela não se considera nem terráquea como o pai, nem amazona como a mãe. Ela se vê puramente kriptoniana, e tem muito orgulho disso. Por isso que cai facilmente na lábia de Quar, que é o típico líder religioso. E um ponto interessante é que quando ele vai atrás da resposta da raça humana ao seu ultimato de adorarem os Kandorianos como deuses, ele recebe a melhor resposta:

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O traço de Andy Kubert está matador, lembrando em muito a arte de Miller em seu auge. E a arte final de Klaus Johnson e as cores de Brad Anderson também ajudam e muito.

Dark Knight III: The Master Race está muito acima dos padrões atuais da editora. Quem dera que tudo nos N52 e DCyou tivessem tido esse esmero. Mas existe um ponto negativo. A história está realmente muito boa, mas não apresenta nenhuma novidade, ou nada de impacto como o original de Miller. É um produto com a mesma qualidade visual, mas com pouco do seu conteúdo original, que era instigante e magistral. Talvez alguma reviravolta nas próximas edições deixe tudo mais impactante, mas até lá, ainda é uma revista muito acima da média. Ponto para a DC!

Nota 9,0! E vou ali!

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