Quarta passada fora lançado a primeira edição da nova revista de Robotech e essa é sua resenha. Que Deus tenha piedade das almas de quem for ler a revista na íntegra…

Bom, antes de tudo duas breves explicações.

Quando uma revista muda de editora, grande parte das vezes ela sofre um reboot, que nada mais é do que um reinício.

Esse ardil é usado geralmente para se “zerar” a cronologia e assim corrigir diversos erros que a história sofrera ao longo dos anos, ou mesmo atualizar para os tempos recentes para chamar a atenção de novos leitores para essa “nova história velha”.

Não se deixe enganar pela capa.

Robotech é uma franquia inspirada em 3 animes diferentes da Tatsunoko Productions: Macross, Southern Cross e Mospeada, que Carl Macek, na década de 1980, juntou numa só suruba, além de reescrever suas respectivas histórias, para poder encaixá-las cronologicamente.

Dada as explicações, vamos à desgraça…

Recomendação do Sorg

Sim, desgraça, pois não existe um outro termo menos ofensivo para descrever tal quadrinho.

Isso deveria ser o elenco…

A história começa como em Robotech/Macross, uma gigantesca nave alienígena (1,2 km) cai numa ilha do Pacifico Sul (chamada de Macross em Robotech), e com isso o Exército Mundial vai até o local para resgatar a nave.

Após salvá-la dos traficantes de tecnologia do mercado livre negro, Roy Fokker (que não se sabe que cargas d’águas está fazendo aqui sem um traje de proteção!), acompanha seu superior identificado apenas como Hayes (numa armadura pra lá de copiada do Master Chief) averiguam a parte de fora da nave numa conversa sobre confiança e sobre aquilo ser o futuro da humanidade…

Passam-se 10 anos e a nave já reformada (que na verdade mais parece que deram só uma repintada no treco), está pronto para seu lançamento inaugural.

Macross e Halo – Cross que ninguém pediu.

Logo vemos a equipe da ponte de comendo no restaurante Shao Pai Lon, quando Roy Fokker agora acompanhado pela mais feia Minmai já desenhada (sério, nem eu fazia uma mulher tão feia assim, nem quando eu começava a desenhar) chega para retirar os pratos.

Enquanto isso, Rick Hunter, irmão de criação e Roy chega até a ilha sem seu convite ou identificação para estar indo em direção a ilha.

Após a aterrissagem ser escoltada por dois veritechs (nome do caça-transformável na obra americana), Rick tenta conversar com Roy os motivos dele corta contando depois de tanto tempo.

Rick Hunter, o Ciclope da revista.

Este apenas diz que estava ocupado e manda prender o irmão o guri, pois não era para ele estar ali.

Já no espaço (SPAAACEEEEEEEEE – Piada com Portal 2), vemos a frota Zentraedi como se estivesse ali por 10 anos se fazer nada, quando se aproximam da Terra e lançam suas unidades de ataque bípedes.

Na SDF-1 (nome agora da nave) Claudia avisa ao Capitão Gloval (com cara de que quer pintar o vaso sanitário com o nº2 líquido), manda enviarem uma equipe para visualizar os pods inimigos, a contragosto de boa parte da equipe da ponte.

Gloval, com cara de pedófilo tarado, e Claudia, com cara de sonsa.

Os inimigos são vistos, contatos e a equipe que foi ver as coisas, somem do radar e Gloval manda se prepararem para o combate.

Roy manda um soldado verificar se Rick estava bem, quando este já havia fugido de onde estava preso.

Este tenta fugir em sua nave quando é destruída pelos tiros dos inimigos, ver um veritech com a chave na ignição, mas antes que pudesse fazer algo, o canhão principal da SDF-1 dispara sozinho destruindo vários pods e algumas naves no espaço.

JESUS! Que veritech feio pra caral$%#!

A batalha se acirra quando outros pods invadem a cidade e os veritechs.

Na SDF-1 Lisa Hayes (lembre-se desse nome), acha estranho um veritech fugindo do combate. E quando esta o questiona descobrimos ser Rick Hunter dando um role pelas quebradas…

Roy afirma que conhece o piloto e prontificasse a ir resgatá-lo, Lisa fala de um jeito “ele eu se vire e tu volta pro combate”.

Enquanto tenta ensinar o básico pro rebelde.

A Wild Lost Perspective Appear!

Este pousa na área habitacional, e quase é espancado pela mais feia Minmei já desenhada com um taco de baseball (sério eu vi isso e me pergunto, quem diabos desenha uma cena dessas?!).

Conversa rola quando de repente aparece do nada um pod inimigo que mais parece ter sido chutado pelo jovem.

Na ponte da SDF-1, Gloval ordena que todos os veritechs retornem para eles poderem decolar e atacar o inimigo do espaço.

De volta cidade Minmei e Rick se entendem e quando estes estavam prontos para decolar, o pod começa a se movimentar e de lá sai uma figura gigante ensombrada (sim, porque isso assombra porá caramba o leito e desenhista pela cena pessimamente desenhada…).

Finalizando a edição.

Sério! Quando vi essa página, lembrei do Paulo Guina pegando alguém bêbado e caído.

Cara… cara… cara! Que porra é essa que eu li?! A impressão que se tem é que pegaram uma porrada de ideias boas já prontas, jogaram num liquidificador e simplesmente jogaram, pia a dentro, usando o bagaço como resultado disso.

Muitas adaptações orientais quando são feitas no ocidente parecem no começo, mal feitas, mas ao longo dos anos elas começam a fazer sentido, usemos o exemplo de Power Rangers, uma pessoa que ver os episódios antigos vai ver que são bem diferentes do de hoje, sem qualquer tipo de lógica ou sentido. Mas depois se acostuma com eles, ainda mais se passam por uma atualização na história para se adequar ao público jovem, como ocorreu no longa de cinema.

Já com esse Robotech não.

Tanto o desenhista, quando o roteirista trabalharam “de mal” pelo visto, pois a narrativa é cansada, as alterações aberrantes e o desenvolvimento (quando há algum) dos personagens é nulo, não que no original tivesse, só que no original tinha o sentido.

Roteiro sem pé nem cabeça que, ao invés de situar o leitor novo a uma história já datada (devido à quantidade de retells que a obra original sofreu), é praticamente “te vira”, até mesmo os fãs mais antigos a odiaram, isso depois de dar uma olhada nos fóruns gringos.

Sem falar nas artes que se antes tínhamos um asco com o Tommy Yu no pérfido Robotech X Voltron, aqui você tem raiva mesmo.

Comentários nos fóruns de fãs, do tipo “a arte me deu câncer” são comuns.

Marco Turini não desenha mal… desenha muito mal.

As feições são ruins, o cabelo é ruim, o enquadramento é ruim e a perspectiva é inexistente.

Nada contra ele, eu até fui atrás dos trabalhos dele que são bons, mas nessa edição parece que ele desenhou com a bunda.

Acredito que se a Titan Comics quiser continuar vendendo a revista, espero que ela possa deixar de lado essa edição e refazê-la logo, senão vai ser o pior fiasco que já vi nos quadrinhos do D-side (menos conhecidos).

Nota: -1/10.

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