Nunca antes na história deste país…

Há alguns anos, a Terra Média Brasilis viveu um momento de euforia. A esperança de um futuro melhor e com mais justiça social surgiu quando Luisin, o Molusco, um anão operário das Minas de Moria fora eleito. Após alguns anos do elfo Fernanduil, o Emplumado, quando a economia encontrou um prumo (claudicante, a bem da verdade), seria a hora da Terra Média vislumbrar o seu momento mágico. O ato simbólico de um anão subir a rampa de Gondor, mostrou a humanos, elfos e anões que mesmo um cidadão comum, oriundo das profundezas obscuras e secas de Moria, poderia ‘chegar lá’. O discurso emocionado trouxe esperança até mesmo aos mais desacreditados, incluindo aí os Elfos de alta estirpe. Entretanto, nas Sombras de Mordor o mal jamais dorme e o Poder do Anel a todos corrompe…

Histórias se tornaram lendas e lendas se tornaram mitos. Ao longo do tempo, sussurros eram ouvidos. A Sombra do Leste pairava sobre todos. O medo que virara esperança começa a se transformar em medo novamente. Orcs, que jamais deixaram o poder, começam a se tornar mais corajosos e passam novamente a andar sob a luz do dia. Escândalos surgem aqui e acolá, ameaçando o primeiro mandato do anão Molusco, mas ainda sim este resistiu e conseguiu não só ter uma segunda oportunidade, como eleger uma sucessora, Dilmin, a Barbuda.

Aos poucos, um a um os povos da Terra Média Brasilis vão caindo sob a Sombra, mas há alguns que resistem. Uma Última Aliança entre homens marchou até os pés da Montanha da Perdição, liderados por um paladino da justiça, o Homem chamado Morogorn. A luta, como todos sabem, resultou na queda de Dilmin, a Barbuda, alçando ao Anel de Poder para Temerian, o Vampiro, um homem que a Terra Média Brasilis jamais confiou plenamente. Açoitado por um boi nervoso, o Vampiro sangra a olhos vistos, enquanto os Orcs se digladiam para tentar sobreviver.

Enquanto um flanco se descortina aos pés da Amon Amarth, em Dagolard, uma batalha mais simbólica aconteceu. Apesar de sabermos que não foi bem assim um ‘confronto direto’, a mídia da Terra Média Brasilis informou que uma luta travada entre Morogorn e Luisin teve seu fim anunciado. Cantado em verso e prosa, há alguns meses, por trovadores em quase toda Terra Média, Luisin teve sua sentença anunciada e foi condenado por cada dedo que possui nas mãos. Em meio ao caos na Montanha da Perdição, a notícia foi comemorada por muitos e criticada por alguns. Isso mostra como a Terra Média Brasilis é um lugar estranho e causa desesperança.

Recomendação do Sorg

O que há de se comemorar? Aquele que personificou a esperança de todo um povo, aquele que poderia ser uma válvula de escape para centenas de anos de frustrações e expectativas de ser o país do futuro, que nunca chega, acabou sendo corrompido pelo Anel de Poder. Sem entrar no mérito sob as condições técnicas do julgamento ou se Luisin desde sempre poderia ser um anão de caráter duvidoso, mas jamais explicitado por diversas razões e interesses, este ato simbólico representa o fim de uma era. Um ciclo que poderia mudar os rumos da Terra Brasilis, levando ao bendito futuro que jamais chega. Foi um dia triste, apesar de mostrar que pode ainda existir esperança. Ou não?

Senão, vejamos, pela primeira vez um ex-presidente foi condenado; outro está com um processo de investigação criminal e usa todos os seus orcs para se manter no poder a todo custo. O sistema político está caindo de podre e não existe uma liderança, ou consenso entre homens, elfos e anões, de como se livrar dos orcs ou qual seria a saída para renovar os ares, enxugar partidos políticos e tornar o processo menos dependente dos jogos de interesse. Orcs sempre existirão, mesmo em outras paragens mais avançadas há exemplos. O problema maior é a sensação de não existir um futuro ou que tudo é assim mesmo, sem solução, perpetuando os mesmos de sempre no poder, mudando tudo para permanecer o mesmo. Estamos em Moria, cercados, com os tambores na escuridão anunciando que o caos não deixará de existir. Não pelo menos de uma forma fácil ou sem luta, para que possamos sair destas profundezas. Luta, a bem da verdade, no sentido figurado, não literal.

A constatação é que não existe um salvador, um Gandalf que sozinho possa conduzir a Sociedade do Anel pelos caminhos tortuosos. Todos são importantes e desempenham seu papel. Mesmo aquele Boromir, fruto de desconfiança, ao fim desempenha um papel na história. ‘Não gostaria de viver em tempos tão difícieis’, pensam os nossos jovens Hobbits menos raivosos, aqueles que não apenas escrevem textões em Facebook. Ouçam e leiam as sábias palavras de Mithrandir:

“Não nos cabe escolher o tempo que iremos viver. Só nos cabe decidir o que fazer com o tempo que nos é dado”…

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