meta-do-pronatec

Continuação direta de uma vitória com cara de derrota (relembre aqui).

Dez meses depois. Terra Média Brasilis está um caos. Dilmin, a Barbuda, não conseguiu manter as tropas de orcs escondidas por muito tempo e, com a crise na grande empresa de mithril afetando a economia, os Homens finalmente percebem que o Poder do Um Governo corrompera de toda a forma a raça dos anões. Dia após dia Terra Brasilis é apresentada a mais um desvio, ora de prata nos recônditos mais longínquos do reino, ora de ouro nas proximidades do poder. Os anões, sempre vaidosos com seus trabalhos em metal, perderam o gosto pela labuta e preferem deitar-se sobre as facilidades das negociatas obscuras.

Sem uma liderança real que pudesse unir homens, elfos e anões, os orcs tomam conta dos demais poderes. Tum Dum, ressoam os tambores. Cunhazog, o Terrível, é o pior deles. Sem se preocupar com os demais povos da Terra Brasilis Média, Terrível açoita seus subordinados e atiça uma guerra contra Dilmin, enfraquecendo ainda mais o poder já claudicante dos anões. Dum Dum, o som grave e surdo ecoa pelas paredes côncavas. O Tesouro do reino não suporta tamanhas ‘bondades’ e os Homens sentem ainda mais o apertar dos grilhões. Os tambores ressoam das profundezas do Congresso, onde Renargogol, o Carniceiro, reúnem criaturas antigas das profundezas, como trolls das cavernas e terríveis Balrogs, ameaçando derrubar Dilmin e sua incompetência gerencial. Sombras na escuridão e o barulho seco TUM DUM aumenta, aproximando-se. Estão todos cercados. Estamos todos cercados. Os Homens do Oeste há muitas eras não existem mais e há muito ódio entre anões e elfos para uma união em prol da Terra Média Brasilis.

De repente, os sons de guerra são sobrepujados por um rosnar assombroso. O Dragão, faminto por anos de inanição, desperta. Não grandioso como outrora, mas ainda temível. Os Homens curvam-se em desespero ao ouvir seus passos pesados. Não há medidas para saciar sua fome ancestral de corroer poder de compra salarial. Com o despertar da fera, os tambores de guerra voltam ainda mais fortes. O caminho está pavimentado para o fim da Era dos Anões. Elfos emplumados enchem-se de esperança e aliam-se aos orcs. O poder do Um Governo corrompe a todos, mesmo aqueles considerados os mais Çábios.

Quando o fim está próximo, surge um brilho de uma Sillmaril que poucos acreditavam existir. Oriundo das Terras Ermas, Morogorn, de posse de Andruil, a espada da Justiça, abre o flanco do exército orc, infligindo derrotas jamais vistas ou esperadas. Terra Média Brasilis não acredita ser possível alguém, praticamente sozinho e apenas com a Justiça, conseguir derrotar poderosos anões e orcs. Renargogol rapidamente repensa sua estratégia e volta-se a aliar a Dilmin. Cunhazog, acuado e ainda mais Terrível, parte para o ataque, sem medir consequências para o resto do reino. Certo de sua aparente imunidade, faz pouco caso da situação e se declara ‘independente’ dos orcs, finalmente deixando cair a máscara de que sempre trabalhara para si mesmo. Mas da alta Corte vem um golpe inesperado: o Ranger Janotir desfere um ataque surpresa que fere Cunhazog. O Terrível, mesmo ferido mortalmente, ainda respira e contra ataca, na esperança de conseguir uma cura mágica para continuar a comandar suas hordas e infligir danos ao Erário de Terra Brasilis.

Enquanto esta feroz batalha se desenrola nas profundezas, Dilmin segue sua rotina de desmandos e discursos sem sentido. Pouco faz e quando o faz, consegue piorar a situação. Perdida, sem aliados próximos competentes, Barbuda perde contato até com seu mentor, Luisil (este também envolvido com os orcs). Poucos Homens levantam-se contra a situação. E destes poucos, os discursos são tão obtusos quanto de Dilmin. Alguns dizem que preferem a volta dos Homens Verdes do Leste e suas botas pretas. Na época deles, dizem, tudo era bom e maravilhoso. Tolos e suas ilusões patrióticas. Outros aparecem e nem sabem o que estão fazendo em manifestações, apenas estão lá para ‘causar’ boas impressões e ser ‘vermelho’.

Há soluções? TUM DUM. Há esperanças? DUM DUM. Espada da Justiça será suficiente para espantar de vez os orcs? Não sei. DUM DUM. Só ouço os tambores ao longe e seu forte som seco. TUM DUM. Eles estão se aproximando. DUM DUM. Não há por onde escapar. TUM DUM Sombras na escuridão e o barulho seco TUM DUM aumenta, aproximando-se. DUM DUM. Estão todos cercados. TUM DUM. Estamos todos cercados. DUM DUM. Eles estão aqui. TUM DUM. Não temos para onde escapar. TUM DUM.

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