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Olá Enxutos adoradores do bezerro de adamantium! O meu amigooooooooo HELLBOLHA usou a grana do Bolsa Família para pagar sua internet, que empaca mais que jegue sobrecarregado, e nos enviou um delicioso post, sabor tapioca com leite condensado e coco ralado, sobre a verdadeira personagem preferida do Dotô Manrátã.

Com vocês, a Resenha Enxuta de Wolverine – Snikt!

Olá jovens e jovas, eis-me cá de novo, renascido dos recôncavos mais hidrofalhos do sertão! E chego já dando voadera do oião em todo mundo!

Sim, meu bons jovens! Hoje iremos para o Japão para falar de uma paradita bacanosa que surgiu lááááááá ATRAIXXX, na época em que assistir Pokémon parecia uma boa ideia, pois era a única merda japoronga na TV brasilenta e, pra quem tava acostumado a ver bichas dentro de armaduras de bronze, ver bichinhos dentro de gaiolas redondas e sendo jogados em rinhas cruéis e sangrentas parecia bem razoável! Enfim…

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Recomendação do Sorg

O fato é que no fim dos anos 90 a invasão mangá/anime estourou com tudo (ui) mundo afora com a febre Pokémon e em sequencia com Dragon Ball Z! E tudo que tinha o olhão começou a chover no ocidente. Eis que o mangaká (termo que designa desenheiros de mangá na japolândia) Kia Asamia, um fã assumidééérrimo do Batman por 40,5 motivos, resolve criar uma minissérie com o cavaleiro trevolento para a revista “Magazine Z” da editora Kodansha. Asamia une elementos do filme de Tim Burton à elementos clássicos das HQs e a história acaba sendo um sucesso tremendo. A DC não se faz de besta e lança o material devidamente invertido (no Japão se lê da direita para a esquerda e as editoras americanas tinham o péssimo hábito de espelhar as edições para ficarem com a leitura ocidental. Vide Akira, onde todo mundo ficou canhoto…) e enche a burra de dinheiro!

A Marvel vê os executivos da DC limpando o rabo com notas de cinquenta e resolvem que querem passar Ulysses S. Grant na bunda também! Então criam a linha “Marvel Mangaverso” , reinventando os heróis da “Casa Das (más) Ideias” no melhor estilo oriental. Acontece que a linha é toda desenhada por autores de todos os buracos da terra… MENOS DO JAPÃO! E eis que um dos executivos marvéticos tem uma Idea revolucionária: “E se… e se nós chamássemos um desenhista JAPONÊS DE VERDADE?!!!”.

Abismados com a alegria e ousadia do colega, os demais executivos resolvem apostar na proposta ousada e chamam um rapazinho ali, do circuito underground japoronga, para fazer uma história com seu personagem mais popular, assim como a DC fizera com o Batman, e eis que surge “Wolverine – SNIKT!” de Tsutomu Nihei!

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A história é a mais básica e bunda possível: Wolverine vagabundeia pelas ruas de Nova York quando, mais repentina que uma caganeira, uma jovem o aborda e diz se chamar Fusa (HEIN?!!!) e diz que Wolverine precisa ajudar o povo dela que está metido em altas tretas. Wolverine não entende lhufas, já que não tem um Bátema pra explicar essa porra e a garota diz que ele só precisa segurar sua mão. Ele o faz e descobre que ao contrário da música de Dragon Ball GT, não é a magia que os espera e, sim, um futuro pós-apocalíptico dominado por uma raça de seres medonhos e fedorentos chamados de Donatários (HEEEEEIN?!!!!!!!!) os quais parecem ser invulneráveis a praticamente todo o tipo de ataque já que se reconstroem em seguida.

Após tretar com um dos bichões e quase ir pra vala, Logan é salvo pelo Coronel, um robô com inteligência artificial avançada que alerta que os Donatários só morrem quando se acerta o núcleo vermelho que fica no centro de seus corpos. Após capotar de tanta porrada que tomou, Logan acorda na base da resistência humana e descobre que Fusa (que porra de nome escroto…) é uma das líderes dessa resistência e também uma teleporter temporal, que trouxe Logan para sua linha de tempo por ele ser o único, além do Coronel, que pode derrotar os Donatários. Como? Quando? Por quê? Isso você descobrirá lendo esta budega, amikinhus e amikinhas!

Agora… o que dizer de “Wolverine – Snikt!”? Em primeiro lugar, não dê muita bola ao roteiro! É simples, básico e cheio de clichês sebosos! Eu não dei spoilers, mas só precisa juntar 2+2 pra saber os motivos pro Logan ser o único capaz de sentar a lenha na bicharada do mal! E nem isso pra adivinhar o final dessa budega toda! O negócio aqui é a arte!

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Tsutomu Ninhei não é um nome pouco conhecido do público mangazeiro mainstream (principalmente do público Naruteiro e One Piceiro de hoje…) mas já teve uma de suas obras publicadas no Brasil, o mangá “Abara”! E quem leu sabe que o forte do cara são histórias cheias de ação com poucos diálogos e temática cyberpunk até o talo! Isso pode ser comprovado em outra obra sua ainda inédita no Brasil, o mangá Blame. E “Wolverine – SNIKT!” tem muito de “Blame” em si!

A arte de Nihei, unida às cenas de ação pra lá de inspiradas, varrem o roteirinho raso (já tradição nas histórias solos do Carcaju) pra debaixo do tapete. Ninhei consegue trazer a tona um Wolverine de várzea, arte , moleque e porradeiro de primeira linha (apesar de saber que um PORRILHÃO de pessoas vai encrencar com o visual do baixinho…).Traçando um paralelo bem tosco é como ver um filme da série Alien dirigido por Michael Bay e com o personagem Riddick no papel principal.

O mesmo não pode ser dito da colorização…

Um dos erros mais básicos, em minha opinião cretina, foi colorizar a arte de Nihei! Digo, se o próprio autor o tivesse feito talvez houvesse um casamento mais equilibrado entre arte e cor. O que, infelizmente, não acontece aqui. Uma colorização computadorizada foi jogada na arte de Nihei com o claro intuito de atrair leitores que “não leem gibizinho em preto e branco”. E a arte do cara, propositadamente suja, perde muito dos detalhes que teria se fosse totalmente em preto e branco. Quem leu “Abara” sabe do que estou falando!

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Enfim, “Wolverine – SNIKT!” não mudará vidas, não curará o câncer e nem trará seu amor de volta em 3 dias, mas diverte, engorda e faz crescer! Agora, se você é leitor do Wolverine desde a década de 90, essa corre o risco de ser a melhor história que você já leu do baixinho canadense, porque meu amigo… misericórdia…

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