Y – O Último Homem ganha sinal verde!

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O que pode ser uma boa notícia. Ou não.

Segundo a Variety, o canal FX mandou que entrasse em produção um episódio piloto  Y – O Último Homem, hq do escritor Brian K. Vaughan e da desenhista Pia Guerra. Há quase um ano o canal anunciou com certa pompa a contratação de Michael Green (American Gods, Logan) para ser o showrunner do programa. Agora, Aida Mashaka Croal (Jessica Jones, Luke Cage) dividirá as funções com Green, enquanto Melina Matsoukas dirigirá o piloto. Brian Vaughan é um dos produtores da série.

Brian K. Vaughan, autor de Y, Saga, Fugitivos e Ex Machina.

Caso você seja um desses “profundos” conhecedores de quadrinhos (do tipo que não sabe a diferença entre um mutante e um inumano ou sequer que Mary Jane é ruiva), vale esclarecer que Y: The Last Man é um título do selo Vertigo (da DC Comics) que, partindo de uma premissa simples (um estranho acontecimento mata praticamente todos os machos do planeta), desenvolve uma história que mistura ficção científica, crítica e reflexão social e, acreditem, romance. O número de reviravoltas na trama faz com que você esteja sempre disposto a ler o próximo capítulo, crendo que algo vai realmente acontecer (ao contrário de um monte de história por aí, que virou uma lengalenga sem fim…). Brian cria diálogos simples e críveis e espalha referências e teorias pelo roteiro sem fazer isso de forma maçante, gratuita ou irritantemente arrogante (oi, Morrison!).

Pia Guerra encontra Ampersand.

Outro ponto que merece um destaque é que o protagonista, Yorick Brown, é um dos personagens mais merdas que alguém poderia criar. Só que, ao contrário do Shadow, de Deuses Americanos, Yorick cria empatia com o leitor, que não pode deixar de se identificar com ele em várias passagens (principalmente se você já foi um adolescente tardio e burro).

Ampersand, o verdadeiro herói da série! Ele protagoniza um daqueles momentos simples, mas extremamente arrasadores, do tipo que me deixou por dias à beira das lágrim… digo,de suar pelos olhos!

A série já foi publicada integralmente aqui no Brasil, em dez volumes, pela Panini, que agora lançou também as versões de luxo.

Yorick Brown: o último homem do mundo é um enxuto?

Y foi pensado diversas vezes como um filme para o cinema, mas terminou com seus direitos de adaptação indo parar nas mãos da FX, o que agradou Vaughan, que sempre declarou que seria impossível adaptar a sua história para o formato cinematográfico, ainda que fosse em uma trilogia. No entanto, a demora para as coisas começarem a acontecer e o resultado desanimador de outras séries recentes com bambambãs das hqs (principalmente Preacher e Deuses Americanos), me deixa um pouco receoso sobre o que pode vir por aí. Mas é esperar para ver. Ou não. Ou assistir dois episódios e imaginar se não seria mais produtivo ficar contemplando as unhas dos dedos dos seus pés, observando-as enquanto elas crescem…

 

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